domingo, 4 de agosto de 2013

Dono da Priples e esposa são presos com 300 mil dólares em casa, no Recife

04/08/2013

Foram presos, na manhã deste sábado (3) o dono da Priples, Henrique Maciel Carmo de Lima e a esposa dele, de nome não divulgado.Os dois foram detidos na residência do casal, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes. No local, a polícia apreendeu cerca de U$ 300 mil. Eles são suspeitos de crime contra a economia popular e formação de esquema de pirâmide financeira.

O caso está sendo investigado pelo delegado Carlos Couto. Segundo ele, a operação será detalhada na próxima segunda-feira, durante entrevista coletiva. Ainda não se sabe para que delegacia o casal foi encaminhado.

A empresa pernambucana promete remuneração de 2% ao dia durante um ano ao usuário queresponder perguntas de conhecimentos gerais. Sendo assim, o lucro da empresa viria do cadastramento de pessoas, o que caracteriza a formação de pirâmide financeira. A polícia recebeu queixas contra a Priples sobre o não pagamento dos rendimentos no dia previsto. Há também denúncias dos usuários por não conseguirem localizar a sede física da empresa.

Em depoimento prestado à polícia em julho passado, Henrique Maciel afirmou que a empresa não promete ganhos financeiros e, sim, crédito de publicidade digital. Henrique afirmou ainda que quem promete pagamento em dinheiro são os usuários.

No vídeo abaixo, Henrique Maciel fala sobre o projeto de ter divulgadores em todo o país. Um crescimento característico do esquema de pirâmide.

Diário de Pernambuco 

Representante de Sousa, Patrícia dos Anjos é eleita Miss Paraíba 2013

04/08/2013

Patricia dos Anjos, a representante do município de Sousa, foi consagrada como Miss Paraíba 2013, num evento realizado em Campina Grande. Ela chegou à final na disputa com a Miss João Pessoa, Laís Cavalcanti.

Na terceira colocação ficou a Miss Campina Grande, Mariana Souto; em quarto lugar a Miss Piancó, Jamille Andrade; e em quinto lugar a Miss Cajazeiras, NatanhaAlbuquerque

O vice-governador Rômulo Gouveia foi quem entregou a coroa à nova Miss Paraíba, que em setembro representará o Estado na disputa pelo título de Miss Brasil. 


A Miss Paraíba, Natália Oliveira, subiu ao palco para entregar a faixa à sucessora. "É muita gratificante por todo esforço que fiz para estar aqui",disse a miss Sousa, minutos antes de ser aberto o envelope com o resultado.
As dez finalistas do Miss Paraíba
Foto: As dez finalistas do Miss Paraíba
CréditosReprodução/Instagram


As candidatas ao título de Miss Paraíba 2013 participaram de uma edição especial do concurso, que prestou homenagem aos 70 anos do livro "O Pequeno Príncipe", do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry.
O concurso foi realizado no Teatro Municipal Severino Cabral. O coordenador do concurso foi o publicitário Pedro Ferreira Neto. Todo o processo de votação foi acompanhado e os resultados foram auditados por uma equipe de advogados autorizados pela Direção Nacional do Concurso Miss Brasil.

As concorrentes
Foto: As concorrentes
Créditos: Reprodução/Facebook

Adolescente se entrega para a polícia antes de cometer um assassinato

04/08/2013

Um fato policial bastante inusitado ocorreu no último final de semana na Paraíba. Um adolescente de 17 anos procurou a polícia e pediu para ser apreendido na noite da última sexta-feira (2), na cidade de Nazarezinho, a 460 km de João Pessoa. O fato só foi divulgado pela Polícia Militar na noite desse sábado (3).

De acordo com a PM, ele se entregou porque estava prestes a assassinar uma pessoa que não gostava e para evitar o crime preferia ficar sob responsabilidade policial. As autoridades informam que ele confessou que portava uma faca e escondia uma espingarda e munições num matagal localizado nos fundos de uma escola municipal. Todo o material foi localizado e apreendido pela polícia.
O jovem foi levado para a delegacia de Sousa, no Sertão da Paraíba, onde é acompanhado pelo Conselho Tutelar naquela cidade.
cancaonoticias com Portal Correio

Engenheira perde controle do carro e morre vítima de capotagem na BR-101

04/08/2013

Acidente aconteceu próximo à entrada do município de Lucena, no Litoral Norte.

Aline Nery trabalhava no RN há apenas um mês (Crédito: Fotomontagem (Facebook/Aguinaldo Mota) )
A engenheira de alimentos, Aline Nery, de 34 anos, morreu no início da tarde deste sábado (3), vítima de um acidente automobilístico ocorrido na BR-101, próximo à entrada do município de Lucena, no Litoral Norte da Paraíba. Ela vinha sozinha no veículo e seguia no sentido Natal/João Pessoa.
Segundo informações das autoridades policiais, a engenheira teria perdido o controle do veículo e capotado por diversas vezes. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ir ao local do acidente, mas ela não resistiu e veio a óbito antes de receber qualquer atendimento médico.
Acidente aconteceu próximo a entrada do município de Lucena (Crédito: Aguinaldo Mota)
A primeira suspeita sobre a causa do acidente é de que a engenheira teria cochilado durante a viagem e perdido o controle do veiculo. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está cuidando do caso.
Aline Nery morava em João Pessoa e trabalhava há apenas um mês em uma empresa de processamento de frutas, localizada na praia de Muriu, na cidade de Ceará-Mirim (RN).



cancaonoticias com Aguinaldo Mota
WSCOM Online

Homens com testículos grandes tendem a beber mais, ser mais gordos e ter pressão alta

04/08/2013

Estudo italiano sugere que o tamanho do testículo pode ser sinal de má saúde

 Pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, descobriram que homens  com testículosgrandes tendem a ser mais gordos, beber mais e ter pressão alta, fatores de risco para o desenvolvimento de problemas cardíacos. Asinformações são do jornal The Telegraph.
pesquisa, que contou com a participação de 2.809 homens com disfunções sexuais, acompanhou os pacientes durante sete anos.Giulia Rasterelli, líder do estudo, explica que o tamanho da glândula pode ser uma nova forma de avaliar o risco de doença cardíaca.
— Embora o tamanho dos testículos esteja associado à saúde reprodutiva, os resultados indicam que este parâmetro pode ser usado para sinalizar riscos cardiovasculares.
A pesquisa também mostrou que esses homens tendem a ter níveis mais elevados do hormônio luteinizante, que controla a produção de testosterona e afeta o tamanho dos testículos.
Falta de limpeza pode causar câncer no pênis No entanto, o estudo não pode ser aplicado para a população em geral, já que foi feito apenas com homens com disfunção sexual, alerta Giulia.
— Mais estudos serão necessários para esclarecer esta relação.
Homens com pênis maior atraem mais as mulheres, revela estudo
Estudos anteriores mostraram que os homens com testículos maiores tendem a ser mais fértil, o que indicaria boa saúde.
R7.

Beira-Mar: traficante vai para isolamento por supeita de chefiar ataque a sede do AfroReggae

04/08/2013

Os traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, vão ficar em isolamento por dez dias, apartir da próxima segunda-feira (5). Os dois, que cumprem pena na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, são suspeitos de serem responsáveis pelos ataques à sede do AfroReggae, no Complexo do Alemão, nos dias 16 e 30 de julho.

A decisão de mantê-los isolados foi tomada pela direção do presídio,, após mais um prédio da organização não governamental ter sido alvo de ataque no Complexo da Penha. Será apurado se há vinculação dos traficantes com os ataques, a partir de um diálogo entre a dupla gravado pela segurança da penitenciária, de acordo com o Ministério da Justiça.

Durante o isolamento, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP apenas poderão receber a visita dos advogados, e ficarão sem o banho diário de sol. Os dois estão na Penitenciária de Catanduvas desde abril, quando o Ministério da Justiça fez uma espécie de rodízio de presos entre as cinco unidades federais espalhadas pelo país.

Em pouco mais de duas semanas, as sedes do AfroReggae nos complexos do Alemão e da Penha foram alvos de ataques de tiros. Na noite de quinta-feira (1º), as balas atingiram a fachada do prédio no Complexo da Penha, um dia depois de ter sido inaugurado, com as presenças do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Um centro comunitário da organização no Alemão sofreu um incêndio, no dia 16 de julho. Na ocasião, o coordenador do AfroReggae, José Júnior, disse que o incêndio, que destruiu parcialmente dois de três pavimentos, foi criminoso. José Junior chegou a cogitar a suspensão das atividades do AfroReggae no Alemão.

Em vídeo no site do AfroReggae, José Junior disse que a reabertura do núcleo da Vila Cruzeiro incomodou bastante. "Teve muitos jovens, muitas crianças participando das atividades e acho que isso foi algo que ninguém esperava, principalmente os criminosos", disse.

José Junior também disse que, mesmo com as intimidações, a organização vai continuar com as atividades. "Também sabemos que tem vários moradores que estão sendo pressionados a não permitir que seus filhos participem das atividades do AfroReggae, que usem a camisa do AfroReggae. Mas é uma luta do bem contra o mal. E, se a gente agora fechar os núcleos do AfroReggae o mal prevaleceu", finalizou.

cancaonoticias com Agencia do Radio

Juiz detido em blitz nega agressão a PM e diz que filho estava sendo desrespeitado

04/08/2013

O magistrado Sérgio Rocha de Carvalho está sendo apontado pela Companhia de Policiamento de Trânsito de Campina Grande (CPTran-PB), como responsável por causar desordem e agredir policiais militares que realizavam fiscalização de rotina por volta das 23h, desta sexta-feira (02), na rua Severino Cruz – próximo ao Açude Velho/CG. Em nota, a Associação de Magistrados da Paraíba (AMPB) negou as acusações e revelou sua versão para o caso. 
De acordo com o comandante do CPTran-CG, capitão Edmílson Castro, a fiscalização estava ocorrendo quando os policiais perceberam que um dos condutores próximo a blitz estava tentando evitar a passagem pelo local.
Após interceptação das autoridades, foi constatado que o condutor apresentava sinais de embriaguez, se recusou a fazer o teste do bafômetro e não apresentou documentação do veículo ou Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Como ele não apresentou a documentação solicitada e se recusou ao teste, estávamos notificando”, ressaltou capitão Castro.
Foi então que seu pai, o juiz Sérgio Rocha de Carvalho, teria chegado a pé, também com sinais de ingestão de bebida alcoólica e questionado quem estava notificando seu filho. “Quando o policial se identificou, ele tentou dar socos e ao tentar ser contido pelos outros policiais, acabou agredindo-os fisicamente, fato comprovado com exame de corpo delito”, informou o comandante.
Tanto o magistrado quanto seu filho e os policiais envolvidos no episódio foram encaminhados à Central de Polícia em Campina Grande, onde um outro juiz (identificado apenas como Horácio), já aguardava a ocorrência e solicitou a liberação de pai e filho. “Mesmo batendo nos policiais, o magistrado foi liberado por conta da prerrogativa de que nenhum juiz pode ser autuado pela prática de crimes afiançáveis”, concluiu o capitão. 
Em nota,  a Associação dos Magistrados da Paraíba comentou o fato, informando que os policiais haviam distorcido o episódio. Segue abaixo nota completa. 
"A notícia apresenta uma distorção dos fatos por parte dos policiais, trazendo ao público uma versão que não aconteceu. Na verdade, houve um incidente na abordagem do filho do já citado juiz, com relação à aplicação da lei seca, em blitz realizada na noite deste dia 3 de agosto, na cidade de Campina Grande. O jovem abordado foi tratado de forma desrespeitosa e afrontosa, inclusive com ameaça de uso de arma por parte dos policiais.

Em virtude do tratamento recebido, o jovem comunicou o fato a seu genitor, o magistrado, que, ao tomar conhecimento do incidente, foi até o local onde a blitz se realizava. Lá chegando, ao se dirigir ao policial responsável acerca do ocorrido, o juiz também foi desrespeitado, sendo tratado de forma afrontosa, tendo em vista que os policiais não usaram de uma abordagem correta com o magistrado, como deveriam utilizar com todo cidadão. O magistrado Sérgio Rocha foi desacatado e, por conta disto, entrou em contato com o magistrado Horácio Melo, presidente da AMPB, solicitando apoio institucional para o momento.

Horácio Melo foi ao local da blitz e de lá se encaminhou à Central de Polícia, conversando com a autoridade policial civil e militar, demonstrou ao delegado de plantão e ao policial militar a forma afrontosa como estavam sendo tratados o magistrado e seu filho, já que a abordagem dos policiais foi desrespeitosa, fato inaceitável para qualquer cidadão. Logo após, os dois magistrados se retiraram da delegacia.

O presidente da AMPB esclarece ainda que esta versão de que tenha havido lesões não procede. Em nenhum instante os policiais, em conversa com o juiz Horácio Melo, citaram ou apresentaram qualquer tipo de lesão que por ventura tenham sofrido.

A AMPB lamenta que tal notícia tenha sido distorcida, até porque a mesma informou que um pretenso laudo foi apresentado pelos policiais, ocorrendo depois do entendimento mantido na delegacia entre as partes, sem requisição da autoridade policial competente".

cancaonoticias com Pollyana Sorrentino

Corintianos que estavam presos na Bolívia chegam ao Brasil

Após cinco meses, chegaram ao Brasilna tarde deste sábado (3) os cinco corintianos que restavam ser soltos do grupo de 12 torcedores que tinham ficado presos na Bolívia, acusados de envolvimento na morte do boliviano Kevin Espada durante um jogo de futebol. Os nove integrantes da torcida Gaviões da Fiel e os outros três, da Pavilhão 9, foram absolvidos pela Justiça boliviana por falta de provas, segundo seus advogados. Sete deles já haviam sido libertados em junho. Todos negam envolvimento no crime.

Nesta sábado foi a vez de José Carlos da Silva Júnior (Alemão), Leandro Silva de Oliveira (Manaus), Reginaldo Coelho (Cabeça), Marco Aurélio Nefeire (Cabra) e Cleuter Barreto Barros (Soldado) serem recebidos com festa de papel picado no saguão no Aeroporto Internacional deGuarulhos, na Grande São Paulo. Além dos familiares, membros das torcidas organizadas fretaram um ônibus para recepcionar os amigos.Cerca de 50 pessoas comemorarm.

Pai conhece filho
“Somos inocentes e acabamos sendo punidos. O que passamos não desejo a ninguém. Foi a pior experiência da minha vida”, disse Cabra sobre ter sido preso no dia 20 de fevereiro com os demais colegas sob a suspeita de autoria e cumplicidade no disparo de um sinalizador que matou o torcedor de 14 anos, na partida entre Corinthians e San José, pela Libertadores, na Bolívia.

Emocionado, Cabra pode conhecer seu filho, nascido há três meses enquanto esteve na prisão de Oruro. “É indescritível a sensação de poder voltar ao seu país, rever sua família, minha mulher e, principalmente, meu filho, que estou conhecendo somente hoje”, declarou ele a respeito de Pedro Henrique, a quem não se cansava de beijar.

“Quando meu marido foi preso na Bolívia, eu estava grávida de cerca de sete meses. Foi difícil ver meu filho nascer sem o pai por perto”, disse a mulher de Cabra, Ivone Rodrigues.

Alemão (Foto: Kleber Tomaz/ G1)
Alemão recebe beijo da namorada, Bianca, e da
mãe, Elizete (Foto: Kleber Tomaz/ G1)
Hambúrguer
Alemão, que completou 21 anos na prisão de Oruro, foi recebido pela mãe, Elizete dos Santos, e por sua namorada, Bianca Souza. “Eu não vou dizer que vou deixar de ir a jogos de futebol, mas passarei dar mais valor à minha família, e vou principalmente procurar um trabalho", disse o corintiano, que sonha em comer um hambúrguer quando chegar a São Paulo. “Lá na prisão da Bolívia eles não comem isso”.

Elizete, que completará 49 anos no próximo domingo, deixou claro que vai fiscalizar os passos do filho. "Já ganhei meu presente de aniversário, que é a presença de meu filho. Mas já avisei para ele que não quero mais que vê-lo em jogos internacionais. Passei o Dia das Mães sem tê-lo comigo e não quero que isso ocorra novamente", afirmou.

Cabeça retribuiu o carinhos dos outros torcedores corintianos. "Sempre acreditaram em nós", disse. Soldado, que não foi recebido por familiares porque eles moram em Manaus (AM), se disse aliviado.
Os cinco corintianos que estavam detidos foram soltos após o Ministério da Justiça anunciar em 24 de julho um acordo no qual o Corinthians se comprometeu a indenizar a família de Kevin Espada em US$ 50 mil (R$ 110 mil). Diante disso, a Justiça da Bolívia aceitou libertá-los rejeitando recurso da família do torcedor morto e do San Jose contra a libertação dos brasileiros.
Reginaldo (Foto: Kleber Tomaz / G1)
Reginaldo Coelho foi outro corintiano solto
 (Foto: Kleber Tomaz / G1)
Adolescente suspeito
Segundo a Vara da Infância e Juventude de São Paulo, a Justiça boliviana é que terá de definir se vai dar seguimento ao processo pela morte do torcedor do San Jose. Falta identificar e punir o autor do disparo que matou Kevin Espada. Os magistrados estrangeiros teriam aceitado a confissão de um corintiano de 17 anos que assumiu ter usado o sinalizador que atingiu o boliviano. Desse modo, o autor poderia ser julgado de acordo com as leis bolivianas, mas não deverá cumprir pena se for condenado. Como é menor de 18 anos de idade, é considerado inimputável pelas leis brasileiras. Além disso, o Brasil não realiza extradição nesse caso.

“Todos eles foram absolvidos por falta de provas. O Ministério Público da Bolívia reconheceu isso e fez o pedido para soltar os brasileiros. A Justiça boliviana concordou”, disse João Chaves, defensor público da União, que chegou com os cinco corintianos no vôo de La Paz a Guarulhos. “As passagens foram custeadas pela Embaixada do Brasil na Bolívia, numa cota específica para brasileiros que tem de voltar ao país de origem”.

O primeiro grupo de corintianos libertado pelo governo boliviano chegou ao Brasil em 9 de junho. Tadeu Macedo Andrade, Rafael Machado Castilho Araújo, Tiago Aurélio dos Santos Ferreira, Cléber de Souza, Danilo Silva de Oliveira, Hugo Nonato e Fábio Neves Domingos. Parte deles foi a Cumbica neste sábado ver a chegada dos cinco que continuavam presos.

Chegaram a São Paulo na tarde deste sábado (3) os cinco corintianos que ficaram presos na Bolívia após o disparo de sinalizador que matou o torcedor boliviano Kevin Spada, de 14 anos, no jogo entre Corinthians e San Jose, pela Libertadores.

Júri condena 25 PMs a 624 anos de prisão por mortes no Carandiru

04/08/2013


Márcio Pinho e Nathália DuarteDo G1, em São Paulo

Os 25 policiais e ex-policiais militares julgados pela participação no chamado “massacre do Carandiru”, em 2 de outubro de 1992, foram considerados culpados de homicídio qualificado e responsabilizados por 52 mortes, sendo sentenciados a 624 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. A sentença foi lida pelo juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo na madrugada deste sábado (3). "Houve inequívoco abuso de poder", disse o juiz em sua sentença.
Os réus, porém, poderão recorrer da sentença em liberdade. A advogada de defesa dos réus, Ieda Ribeiro, afirmou que irá recorrer da decisão. Os policiais também perderam o cargo público ainda em exercício, mas essa decisão só vai valer depois de julgados todos os recursos.
O júri teve início na segunda-feira (29), no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste de São Paulo, com a escolha dos sete jurados – todos homens.
Cada um dos jurados respondeu a quatro quesitos por réu e referente a 73 mortes relacionadas no processo. Por isso, foram, ao todo, 7,3 mil perguntas. Assim como solicitado pela promotoria, o júri absolveu os réus da acusação de homicídio de 21 presos, restanto o julgamento sobre os demais 52 detentos mortos.
Os quatro quesitos respondidos pelos jurados foram: materialidade do crime, autoria do crime, absolvição/condenação e qualificadora. A materialidade avalia se o detento de fato foi morto. A autoria questiona o jurado se aquele policial foi o autor do crime. A pergunta seguinte questionou se havia opção pela absolvição. O jurado, então, definiu se houve qualificadora, ou seja, emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
(O G1 acompanhou o julgamento em tempo real desde segunda-feira. Veja como foi)
Os réus foram: Valter Alves Mendonça, Luiz Antonio Tavares, Carlos do Carmo Brígido Silva, Ítalo Del Nero Júnior, Carlos Alberto Siqueira, José Carlos do Prado, Marcos Gaspar Lopes, Ariovaldo dos Santos Cruz, Roberto Alves de Paiva, Valquimar Souza Gomes, Pedro Laio Moraes Ribeiro, Antonio Aparecido Roberto Gonçalves, Marcos Heber Frederico Junior, Raphael Rodrigues Pontes, Alex Morello Fernandes, Benjamin Yoshida de Souza, Marcelo Gonzalez Marques, Carlos Alberto Santos, Edson Pereira Campos, Salvador Modesto Madia, Eno Aparecido Carvalho Leite, Luiz Augusto Gervásio, Mauro Gomes de Oliveira, Roberto Lino Soares Penna, Silvério Benjamin da Silva e Walter Tadeu de Andrade.

Lá dentro, eles teriam efetuado mais de 300 disparos no segundo andar, terceiro pavimento, do Pavilhão 9.
À época do massacre na Casa de Detenção, na Zona Norte da capital, os réus integravam as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da Polícia Militar.
O júri havia sido determinado com 29 réus. Dois deles, no entanto, morreram, um passa por avaliação de sanidade mental e outro responde a processo separadamente.
Os policiais respondiam inicialmente por 73 mortes. Nesta sexta, porém, o promotor Fernando Pereira pediu que os réus respondessem por apenas 52 mortes.
Ao todo foram ouvidas quatro testemunhas de acusação, sendo uma pessoalmente e três em vídeo, e seis de defesa, sendo duas em vídeo e quatro pessoalmente. Das que foram ouvidas pessoalmente, duas não puderam ter seu depoimento acompanhado pela imprensa e pelo público por serem testemunhas protegidas. Dos 25 réus, apenas cinco foram interrogados.
Primeiro julgamento
No primeiro julgamento do caso, em 21 abril deste ano, 23 policiais militares foram condenados pela morte de 13 presos. A pena foi de 156 anos de prisão para cada, mas eles recorrem em liberdade. Três dos 26 réus que eram julgados foram absolvidos. A sentença foi lida pelo juiz José Augusto Nardy Marzagão, que presidia o júri.

As absolvições foram pedidas pelo promotor Fernando Pereira da Silva, que também solicitou aos jurados que desconsiderassem duas das 15 vítimas. Segundo ele, esses detentos foram mortos por golpes de arma branca, o que pode significar que foram assassinados pelos próprios presos. Por isso, os 23 PMs foram condenados por 13 mortes.
Os julgamentos do massacre no Carandiru ocorrem mais de 20 anos após a invasão na Casa de Detenção, na Zona Norte de São Paulo. A ação terminou com a morte de 111 presos após a Polícia Militar entrar no Pavilhão 9 para controlar uma rebelião.
Antes deste júri, desde 2 de outubro de 1992, somente um acusado havia sido julgado: o coronel Ubiratan Guimarães. Ele foi condenado em 2001 a 632 anos de prisão, em júri popular, por ter dirigido a operação. Em 2006, o júri foi anulado pelos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Meses depois da absolvição, Ubiratan foi morto a tiros no apartamento onde morava, nos Jardins.
O processo do Carandiru tem ao todo 57 volumes, 111 apensos e 50 mil páginas. Por conta do número de réus, a Justiça desmembrou o caso em quatro partes ou júris diferentes, correspondentes aos andares invadidos. O critério será julgar o grupo de policiais militares que esteve em cada um dos pavimentos onde presos foram mortos. Novos julgamentos estão previstos para outubro deste ano e janeiro de 2014.
O segundo júri dia a dia
O primeiro dia de júri teve depoimentos de testemunhas de acusação, como o perito da Polícia Técnico-Científica de São Paulo Osvaldo Negrini Neto, que já havia falado no primeiro bloco do julgamento, em abril. Ele voltou a afirmar que a versão dos PMs de que agiram para se defender não se sustenta e que não havia indício de confronto.

Após o depoimento foram exibidas gravações de depoimentos do primeiro bloco do julgamento. Um dos vídeos foi do depoimento de Antonio Carlos Dias, presidiário que sobreviveu ao massacre. Também foram mostrados os depoimentos do ex-detento Marco Antonio de Moura e do ex-diretor da Divisão de Segurança e Disciplina do Carandiru, Moacir Santos.
A terça-feira (30) foi marcada por poucos depoimentos inéditos, exceto pela contribuição de duas testemunhas arroladas pela defesa e mantidas sob sigilo, cujos conteúdos das falas não puderam ser acompanhados pelos réus e por jornalistas.
Falaram pessoalmente Pedro Franco de Campos, na época Secretaria da Segurança Pública, e o então governador de São Paulo, Luiz Antonio Fleury Filho. Ambos já haviam dado seu testemunho no primeiro bloco do julgamento do caso. Campos voltou a afirmar que a entrada da Polícia Militar no presídio foi autorizada por ele, com base nas informações que recebia do coronel Ubiratan Guimarães, comandante da operação, e de Antonio Filardi, à época assessor para Assuntos Penitenciários da Secretaria de Segurança Pública. Fleury também reafirmou o que já havia defendido em depoimento anterior. “A entrada no presídio foi legítima e necessária. Isso eu reafirmo. Eu não dei a ordem, mas se estivesse no meu gabinete, com as informações que eu recebi, eu teria dado a ordem", afirmou.
Quatro oficiais foram interrogados na quarta-feira (31), quando voltaram a afirmar que agiram em defesa após agressões e tiros dos detentos. A sessão durou mais de 15 horas.
O depoimento do quinto réu, o tenente-coronel Salvador Modesto Madia, ficou para a quinta-feira (1º). Ele também disse ser inocente, e assumiu ter disparado, porém depois de ter sido alvo dos presos. No dia houve também a exibição de vídeos da defesa e da acusação.
Nesta sexta-feira (2), defesa e acusação tiveram cinco horas cada, entre falas, réplica e tréplica, para debater. Ao final das exposições dos promotores Fernando Pereira e Eduardo Olavo Canto Neto e da advogada Ieda Ribeiro, os réus se reuniram para definir a sentença
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cancaonoticias com G1

O que Bolsonaro pode acessar de mídia na prisão domiciliar

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