Nonato Guedes
O transcurso, hoje, dos 56 anos da intitulada “revolução” civil-militar, também conhecida como golpe ou “quartelada” de 31 de março de 1964, convida a sociedade à reflexão sobre os riscos que a Era Bolsonaro representa para a democracia que foi retomada vinte e um anos após a longa noite das trevas. Bolsonaro é remanescente do segmento militar também alcunhado de “linha dura” e já fez, mesmo como candidato a presidente, apologia de torturadores da ditadura como o famoso Brilhante Ustra, tendo enveredado, ultimamente, por teses extemporâneas como a reedição do AI-5 e o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal.