quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Wassef, advogado de Bolsonaro, consegue na Justiça liberação de madeira ilegal

 19.01.2022


advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, que ficou famoso nacionalmente por esconder Fabrício Queiroz em seu escritório de Atibaia (SP), conseguiu na Justiça a liberação de parte da maior carga de madeira ilegal apreendida na história, ocorrida durante a Operação Handroanthus GLO, em dezembro de 2020. Na ocasião, 131,1 mil metros cúbicos de toras extraídas irregularmente foram confiscados em vários locais no meio da floresta amazônica do oeste paraense, levando o então ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles a se intrometer nas ações policiais, o que lhe custou o cargo e uma acusação pelo crime de facilitação de contrabando.

Lewandowski dá prazo de 48 horas para Paraíba e outros estados expliquem suspostas irregularidades em vacinação de crianças contra covid-19

 19.01.2022


BRASÍLIA - O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que os estados se manifestem sobre o pedido feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender qualquer campanha de vacinação de crianças e adolescentes em desacordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a AGU, mais de 38 mil crianças e adolescentes podem ter recebido doses de fabricantes não recomendadas para sua faixa etária. Gestores locais, porém, apontam possíveis erros humanos no preenchimento de dados.

Ministro Queiroga tem participação suspeita nos casos de erros de vacinação em crianças

 19.01.2022

Por Josival Pereira

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é devedor de explicações sobre sua duvidosa participação nos episódios envolvendo denúncias de erros em aplicação de vacinas de adultos vencidas em crianças na Paraíba e no Brasil. 

Logo após o raiar do sol da última segunda-feira, Queiroga apareceu na cidade de Lucena, dizendo ter recebido orientação direta do presidente Jair Bolsonaro para acompanhar e fiscalizar fatos envolvendo um erro na aplicação de vacinas de adultos em crianças, deu entrevistas ao vivo para televisões, tapinhas nas costas do prefeito local e foi-se embora. 

No dia seguinte (terça-feira), a deputada contrária à vacinação de crianças, Carla Zambelli, enviou ofícios ao Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pedindo a suspensão da vacinação infantil em todo país e, na sequência, a AGU (Advocacia Geral da União) faz o pedido de suspensão formalmente ao STF. 

Estranhamente, antes da divulgação da petição da AGU, Zambelli atacou o Ministério Público da Paraíba (Federal e Estadual), que havia contestado o pedido da parlamentar, ostentando um relatório do Ministério da Saúde que apontava irregularidades na aplicação de vacinas em crianças nos 27 Estados brasileiros e no Distrito Federal e, no caso da Paraíba, em outros municípios, além de Lucena. Cerca de 58 mil teriam sido vacinadas fora dos padrões indicados pela Anvisa para a liberação do imunizante pediátrico. 

O fato enseja alguns questionamentos: se o Ministério da Saúde dispunha de um relatório apontando os erros graves na aplicação de vacinas infantis, por que o ministro


Queiroga não o mencionou e deu uma de desentendido na visita à Paraíba? Se o ministro sabia de tudo, por que não tomou as providências necessárias que a gravidade do caso exigia? Se o ministro sabia, por que deixou a deputado Carla Zambelli tornar público o relatório do Ministério da Saúde?

O que Bolsonaro pode acessar de mídia na prisão domiciliar

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