08/10/2010:
Segundo estudo, este movimento é a chamada transição nutricional
Além das transições demográfica e epidemiológica, o Brasil e diversos países da América Latina vêm experimentando uma acelerada transição nutricional. Essa transição nutricional diz respeito às mudanças seculares nos padrões nutricionais, ou seja, às modificações na estrutura da dieta dos indivíduos. De acordo com o estudo “Estado nutricional e composição corporal de pacientes hospitalizados: reflexos da transição nutricional”, de pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, tais mudanças no perfil nutricional da população brasileira devem afetar a prevalência de desnutrição hospitalar.
O estudo, que foi publicado na edição de janeiro/março deste ano da Revista Brasileira em Promoção da Saúde, mostra que no Brasil a prevalência de desnutrição vem caindo em todas as regiões, enquanto é crescente a prevalência da obesidade – fato que evidencia essa transição nutricional.
Kátia Cristina McLellan e colegas mostram na pesquisa que a obesidade, e, particularmente, a localização abdominal de gordura, têm grande impacto sobre as doenças cardiovasculares, por associar-se a condições como dislipidemias, hipertensão arterial, resistência à insulina e ao aparecimento da diabetes, levando muitos desses indivíduos à hospitalização.
De acordo com o estudo, no ano de 2000, as doenças cardiovasculares foram responsáveis pela principal alocação de recursos públicos em hospitalizações no Brasil e foram a terceira causa de permanência hospitalar prolongada.
“Estes dados ilustram os efeitos da transição nutricional em nosso país, visto que o sobrepeso/obesidade e a distribuição da gordura corporal central predominaram entre os pacientes hospitalizados avaliados”, dizem os pesquisadores no artigo.
Para eles, as alterações da composição corporal, em particular o aumento da obesidade, estão associadas com o predomínio de uma dieta ocidentalizada, ou seja, com maiores índices de gorduras (particularmente as de origem animal), açúcar e alimentos refinados e reduzida em carboidratos complexos e fibras, juntamente com o declínio progressivo da atividade física dos indivíduos.
O estudo, que foi publicado na edição de janeiro/março deste ano da Revista Brasileira em Promoção da Saúde, mostra que no Brasil a prevalência de desnutrição vem caindo em todas as regiões, enquanto é crescente a prevalência da obesidade – fato que evidencia essa transição nutricional.
Kátia Cristina McLellan e colegas mostram na pesquisa que a obesidade, e, particularmente, a localização abdominal de gordura, têm grande impacto sobre as doenças cardiovasculares, por associar-se a condições como dislipidemias, hipertensão arterial, resistência à insulina e ao aparecimento da diabetes, levando muitos desses indivíduos à hospitalização.
De acordo com o estudo, no ano de 2000, as doenças cardiovasculares foram responsáveis pela principal alocação de recursos públicos em hospitalizações no Brasil e foram a terceira causa de permanência hospitalar prolongada.
“Estes dados ilustram os efeitos da transição nutricional em nosso país, visto que o sobrepeso/obesidade e a distribuição da gordura corporal central predominaram entre os pacientes hospitalizados avaliados”, dizem os pesquisadores no artigo.
Para eles, as alterações da composição corporal, em particular o aumento da obesidade, estão associadas com o predomínio de uma dieta ocidentalizada, ou seja, com maiores índices de gorduras (particularmente as de origem animal), açúcar e alimentos refinados e reduzida em carboidratos complexos e fibras, juntamente com o declínio progressivo da atividade física dos indivíduos.
Fonte: Agência Notisa
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