04/10/2010:
Suspeitos alegam ter trocado tiros com carro escuro; testemunhas negam.
Os policiais envolvidos no caso do juiz trabalhista que teve o carro atingido por pelo menos quatro tiros na noite de sábado (2), na descida da autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, podem ser exonerados. A informação foi dada pelo chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, no início da tarde desta segunda-feira (3), em entrevista à imprensa.
O delegado considerou que houve erro independentemente da apuração do caso apontar para um possível troca de tiros com criminosos. Um dos seis policiais que estavam na blitz afirmou ter trocado tiros com ocupantes de um Honda Civic escuro. Parentes do juiz e testemunhas ouvidas até o momento negam a existência desse carro.
- Ainda não está confirmada a existência desse carro. Existem duas versões: a da troca de tiros e outra das testemunhas, que negam e dizem que os tiros partiram dos policiais. Sob estresse, o policial pode cometer um erro. Não é aceitável, mas a gente pode admitir. Inventar história para corrigir o erro é que é mais grave.
Dos seis policiais, apenas dois teriam atirado, segundo os próprios agentes. Um deles para o mato e o outro, na direção do suposto Honda Civic. A versão dos policiais também é conflitante, segundo Turnowski.
- Alguns disseram que não viram o carro, outros, que só ouviram os tiros. Pelo menos, não contaram uma história montada, combinada. A investigação está sendo o mais transparente possível.
O delegado considerou que houve erro independentemente da apuração do caso apontar para um possível troca de tiros com criminosos. Um dos seis policiais que estavam na blitz afirmou ter trocado tiros com ocupantes de um Honda Civic escuro. Parentes do juiz e testemunhas ouvidas até o momento negam a existência desse carro.
- Ainda não está confirmada a existência desse carro. Existem duas versões: a da troca de tiros e outra das testemunhas, que negam e dizem que os tiros partiram dos policiais. Sob estresse, o policial pode cometer um erro. Não é aceitável, mas a gente pode admitir. Inventar história para corrigir o erro é que é mais grave.
Dos seis policiais, apenas dois teriam atirado, segundo os próprios agentes. Um deles para o mato e o outro, na direção do suposto Honda Civic. A versão dos policiais também é conflitante, segundo Turnowski.
- Alguns disseram que não viram o carro, outros, que só ouviram os tiros. Pelo menos, não contaram uma história montada, combinada. A investigação está sendo o mais transparente possível.
'Não foi bala perdida"
O delegado informou que todos os seis policiais foram afastados do trabalho até o fim das investigações. A situação deles pode se complicar ainda mais após o resultado das duas perícias realizadas até agora.
- Já percebemos que não se trata de um caso de bala perdida. Os tiros foram colocados e todos muito próximos. Quem atirou, mirou antes de atirar.
Além da perícia de local e no carro do juiz, será realizada um terceiro exame no carro, que será desmontado para verificar outros fragmentos de bala. O juiz e os filhos foram atingidos por tiros de fuzil e um confronto balístico será realizado para saber se os fragmentos apreendidos até o momento partiram de uma das armas dos policiais.
- Já percebemos que não se trata de um caso de bala perdida. Os tiros foram colocados e todos muito próximos. Quem atirou, mirou antes de atirar.
Além da perícia de local e no carro do juiz, será realizada um terceiro exame no carro, que será desmontado para verificar outros fragmentos de bala. O juiz e os filhos foram atingidos por tiros de fuzil e um confronto balístico será realizado para saber se os fragmentos apreendidos até o momento partiram de uma das armas dos policiais.
Estado de saúde de parentes de juiz é grave
Alan Turnowski contou que a blitz dos policiais da Delegacia do Tanque (41ª DP) fazia parte da operação duas rodas, que em oito meses já apreendeu 15 mil motos em situação irregular. Ele disse ainda que os policiais não perseguiram o carro do juiz porque não perceberam que ele havia sido atingido.
- O importante é que nada foi perdido na operação. Tomamos de imediato o depoimento oficial dos policiais e realizamos as perícias. Uma testemunha já foi ouvida e os familiares do juiz e ele próprio serão ouvidos assim que tiverem condições de depor. Só vamos fazer a reconstituição do caso quando tivermos as duas versões para confrontar.
Perguntado se houve algum roubo de Honda Civic no Rio momentos antes do crime, o chefe de polícia disse apenas que "isso ainda está sendo investigado". Além da possibilidade de serem demitidos, os policiais deverão responder por tentativa de homicídio na esfera criminal.
O delegado negou que o treinamento dos policiais seja insuficiente.
- Se esse policial realmente for o autor do disparo, eu preferia que ele estivesse mal treinado porque os tiros foram certeiros. O que é importante dizer é que o fato está sendo apurado e os responsáveis serão punidos na medida do seu erro.
Nesta segunda-feira, o juiz deixou o CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do hospital Pasteur, na zona norte, e foi transferido para um quarto. As duas crianças continuam internadas em estado grave.
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