sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Corregedor manda Ricardo se pronunciar sobre Aije da “distribuição de cheques”

19/11/2010

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), de n° 832674, movida contra o governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) teve mais uma movimentação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O Diário da Justiça Eletrônico desta quinta-feira (18) publicou um despacho do relator do processo, juiz Carlos Neves, que determina as citações de Ricardo Coutinho, Rômulo Gouveia e Luciano Agra, investigados no caso.

“Notifiquem-se os investigados para, querendo, no prazo legal, contestar a presente ação”, foi o despacho do relator.

O processo refere-se a supostas distribuições de cheques e aumento das contratações pela Prefeitura de João Pessoa em ano eleitoral.

Na ação, os advogados da coligação “Paraíba Unida” argumentam que a Prefeitura de João Pessoa foi usada como aparelho de obtenção ilegal de votos, distribuindo cheques sem qualquer previsão legal.

O jurídico da coligação menciona também o abuso de nomeações em plena campanha eleitoral pela prefeitura de João Pessoa, com a intenção de beneficiar a candidatura ao governo do estado de Ricardo Coutinho.

De acordo com a ação, a prefeitura da capital distribuiu auxílios financeiros a mais de 500 famílias, sem qualquer previsão legal, critério ou comprovação de destinação dos gastos, evidenciando o abuso do poder político e econômico.

Além da concessão do benefício, os advogados ainda constataram que a maioria das pessoas que recebe o auxílio não reside nos endereços fornecidos pela prefeitura e citam como exemplo o caso de Maria do Carmo Francisca da Silva e Maria das Neves Soares de Almeida, que de acordo com informações da Prefeitura moram na Rua das Trincheiras, nº 91, Centro, CEP 58011-000, João Pessoa – PB, onde funciona atualmente uma Agência da Caixa Econômica Federal.

Os benefícios também são distribuídos a pessoas que residem em outros municípios da Paraíba, como Santa Rita, São José do Bonfim, Cabedelo, Bayeux e Jericó.

Os advogados comparam a ação com o “Caso FAC” que resultou na cassação do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB).

Ainda no processo, os advogados sustentam que meses antes do pleito, a Prefeitura de João Pessoa contratou de forma ilegal, milhares de funcionários para integrar o quadro de pessoal, sem concurso público e sem qualquer tipo de publicidade do ato de nomeação.

Segundo a ação, de janeiro de 2010 até meados de agosto de 2010, a gestão municipal contratou mais de 7000 funcionários comissionados, o que representa um acréscimo de aproximadamente 45% da folha de pessoal, com o objetivo de desequilibrar o pleito.

Por fim, a coligação pede que a justiça cite Ricardo Coutinho, o vice-governador eleito Rômulo Gouveia (PSDB) e o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra (PSB) para apresentarem defesa e ainda solicita as condenações dos investigados com as cassações de seus mandatos.

O advogado Edward Johnson, que faz parte da equipe jurídica do governador eleito, disse à reportagem do ClickPB que ainda não sabia a que Aije se tratava o despacho do juiz Carlos Neves.

Fonte: ClickPB

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