terça-feira, 9 de novembro de 2010

Ex-mulher de Bruno afirma ter ouvido de primo dele que "a intenção do Macarrão era eliminar mãe e filho"

09/11/2010:

Dayanne de Souza, ex-mulher do goleiro Bruno Souza, foi a primeira dos réus a ser ouvida nesta segunda-feira (8), no Fórum de Contagem, região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), onde tramita o processo sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-amante do atleta.

Antes do seu depoimento, o promotor de Justiça Gustavo Fantini entregou carta à juíza na qual Dayanne relata que teve preocupação com o bebê de Eliza. Segundo Fantini, a carta foi remetida a ele a pedido de Dayanne em setembro deste ano.

No informe, ela afirma ter ouvido de Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro e um dos réus no processo, que a intenção de Luiz Henrique Romão (conhecido como Macarrão e amigo de Bruno) era “eliminar mãe e filho’. Ela confirmou a assinatura e o teor da carta. Segundo ela relata no documento, o goleiro mandou trocar o nome da criança porque não admitia ter o seu nome dado à criança, que foi nomeado de Rian Yuri. Ela ainda relatou ao promotor que temia pela vida dela e das filhas.

Dayanne chegou a ser presa em flagrante, por subtração de menor, em 25 de junho, por policiais da delegacia de Homicídios de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

Durante a sessão de hoje, foi lido o depoimento que ela deu à Polícia Civil de Minas Gerais, durante a fase de investigação. A mulher confirmou as declarações, mas pediu para fazer três retificações. A mais importante foi o pedido para refazer declaração na qual ela afirmara a policiais: “na minha opinião, a Eliza está é mesmo morta”, disse.

“Na parte final, quero reformular a minha fala: o que quis dizer foi que ao tomar ciência de que um ser humano, que é estrangulado, picado e servido aos cachorros, não pode estar vivo. Não declarei que acho que ela está morta”, disse à magistrada. Em seguida, a magistrada passou a colher o depoimento dela.

Bruno afirma a ex-mulher que “carreira acabou”

Durante depoimento dado à polícia, e lido pela magistrada nesta segunda-feira, Dayanne afirmou ter sido procurada por Bruno Souza, em Minas Gerais, antes de ele se entregar à polícia do Rio de Janeiro. Segundo ela, o jogador surgiu chorando, na casa da avó, e afirmou que iria ser preso e que a “carreira havia acabado”. No entanto, de acordo com ela, o goleiro afirmou que nada “iria acontecer com ela”.

Além dela, segundo a juíza Marixa Fabiane, que preside o processo, serão ouvidos Elenilson Vítor da Silva, Flávio Caetano dos Santos, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, e Sérgio Rosa Sales, o Camelo, que foram colocados diante da magistrada. Os outros réus não vão depor hoje.

Antes do início do depoimento de Dayanne, a juíza leu a acusação feita pelo Ministério Público contra os réus.

A juíza descreveu a trajetória de Eliza Samudio e o seu bebê, cujo pai seria Bruno Souza, desde o dia em que ela teria sido sequestrada no Rio de Janeiro, no início de junho deste ano, e trazida para Minas Gerais, por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, amigo do goleiro, e o adolescente J, primo do atleta. De acordo com as investigações, Eliza foi mantida em cativeiro no sítio do goleiro, localizado na cidade de Esmeraldas, região metropolitana de Belo Horizonte. Além de indicar como o dia 10 de junho deste ano, a data do assassinato da moça.

Pesa contra Dayanne, segundo a denúncia, o fato de ela ter auxiliado a manter Eliza cativa. Ela também foi acusada de tentar esconder o filho da moça.

“Dayanne, ciente de todo o mecanismo da ação criminosa, cuidava da criança”, descreveu a leitura do texto. A juíza ainda revelou que ela repassou o bebê para os réus Flávio Caetano e Wemerson Marques de Souza, que foi repassado a outras duas mulheres. Na ocasião ela chegou a ser presa em flagrante. Em seguida, os outros réus foram retirados da sala e foi lido para Dayanne seu depoimento dado à Polícia Civil de Minas Gerais, ainda na fase de investigação.

O depoimento de Dayanne descreve traições feitas pelo goleiro no tempo em que eles eram casados. Segundo ela, quando o jogador atingiu a fama, “não queria mais andar de ônibus e apareceram vários amigos”.

Dayanne também relatou que ouviu comentários de festa na qual o atleta teria mantido relações sexuais com Eliza Samudio. “O comentário geral era que todo mundo ficou com ela e somente o Bruno vacilou”. Ela ainda disse ter ouvido que ele manteve relação com ela sem camisinha.

Em seguida, disse ter ouvido de Bruno que Eliza “era garota de programa”. A
mãe de Eliza, Sônia de Fátima Moura, acompanha a sessão.

Segundo o depoimento dado à polícia, ela criticou as “más companhias” que segundo ela influenciavam de forma negativa o comportamento do goleiro. Ela ainda descreveu o seu afastamento dele após brigas e as constantes traições.

Fonte: WSCOM

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