quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Nonato: irregularidades da gestão anterior serão encaminhadas ao MP, CGU e TCE

26/01/2011

O governo do Estado irá encaminhar denúncias de irregularidades encontradas do governo anterior para o Ministério Público do Estado, Corregedoria Geral da União e Tribunal de Contas para analisar, julgar e tomar as providências. 

A informação foi dada pelo secretário de comunicação do Estado, Nonato Bandeira, em entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM (Rede Correio Sat) na tarde desta quarta-feira (26).
Nonato citou como algumas das irregularidades, o pagamento de 7,2 milhões a uma grande empreiteira, enquanto que pequenos fornecedores de R$ 5 mil e R$ 10 mil ficaram sem receber. "O pagamento foi feito na véspera de Natal. O débito de uma suposta dívida de 1986 e 1993, onde o próprio governador Burity e seus auxiliares não estão nem aqui mais para comprovar".
Nonato citou ainda um café da manhã que custou R$ 205 mil pagos a Líder Eventos e Consultoria que teria sido servido para cerca de mil pessoas.
"Quando eu falei isso é porque que está na Controladoria e eu passei a informação para a Folha de São Paulo que nos contatou, e eles perguntaram se era possível mesmo, uma dívida de 1986 e eu disse está aqui mandei (os documentos) para eles", disse.

Pagamento - O Estado não trabalha com a hipótese de atraso de salários. Foi o que disse Nonato, no entanto o secretário mencionou que a situação financeira do Estado não deixa a certeza. "Nõs estamos vendo...Nós não trabalhamos com essa hipótese, mas temos que honrar os compromissos. Todos os dias chega fornedor. dívidas que foram empenhadas e dívidas que não foram". 

Folha - Nonato ratificou as informações sobre cortes na folha de pagamento. Ele informou que as medidas foram tomadas também com relação à Prefeitura de João Pessoa, ou seja, com o corte de gastos.
"Não podemos colocar o estado a serviço de uma folha de pagamento. A receita do Estado é de R$ 411 milhões e eram gastos R$ 220 milhões com o pagamento dos funcionários que somava 150 mil funcionários, entre eles 35 mil prestadores de serviços, seis mil comissionados e 41 mil efetivos". Os gastos com os funcionários eram de cerca de 57 por cento, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal. Nonato citou a Prefeitura de João Pessoa, em que Ricardo Coutinho teria deixado a folha de pagamento em torno de 39 por cento da receita do município.

PEC dos Policiais - O secretário de Comunicação do Estado informou sobre a reajustes dos policiais que irá conversar com a categoria e que não entende o radicalismo de alguns representantes dos policiais de tentar apenas tentar confrontar. Nonato disse inclusive que foram eles que na última mobilização liderada pelo Major Fábio (DEM) que não quiseram conversar. "É a primeira vez que eu vi um movimento não querer conversar", disse Nonato ao afirmar que o Chefe de Gabinete do Estado na ocasião chamou as lideranças para dialogar.
"Sabe-se que não se pode criar despesas no período eleitoral, e também nos últimos quadrimestres para o sucessor pagar. As pessoas por conta de uma eleição esquecem tudo e ficam numa 'histeria'".
Outra questão colocada por Nonato foi a financeira. Nonato disse que não há recursos. 

Luciana Rodrigues

Nenhum comentário:

O que Bolsonaro pode acessar de mídia na prisão domiciliar

 30.03.2026 As medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) na prisão domiciliar incluem  restrições ao uso de redes sociais, eq...