Nesta segunda-feira (21), a Cooperativa dos Neurocirurgiões, Neurologistas e Cirurgiões Vasculares do Estado da Paraíba (NEUROVASC) decidiram em assembleia parar de vez suas atividades no Hospital de Emergência e Traumas Senador Humberto Lucena.
A neurocirurgia é a especialidade médica que trata dos distúrbios estruturais do sistema nervoso. Daí sua importância no hospital de Trauma, que recebe diariamente vítimas de trânsito e outras doenças de alta complexidade. São 12 a 14 médicos do hospital que não vão trabalhar, porque o contrato não foi renovado.
De acordo com a categoria, a decisão foi tomada diante da não contratação dos prestadores de serviços por meio de contrato. Eles reclamam que não receberam os valores dos plantões prestados nos meses de dezembro/10 e janeiro/11.
Na última quinta-feira (17), eles se reuniram e decidiram parar parcialmente, a equipe só atendia os casos que envolvessem risco de vida.
Segundo o assessor jurídico da cooperativa, Valdelmiro Neves, o Conselho Regional de Medicina na Paraíba (CRM), apoiou a decisão e falou que sem contrato, os médicos não receberão os salários.
O assessor lembra o código de ética médica diz que eles não podem atender gratuitamente em lugar público.
“No código de ética os médicos não podem atender de graça em lugar público, ao menos que seja em caso de calamidade pública, como um terremoto, furacão ou enchentes, etc.” Disse o advogado.
A cooperativa informou ainda que desde o início do ano, ocorrem tentativas por parte dos profissionais de oficializar (contrato emergencial) a prestação de serviços no Hospital de Traumas. Contudo, até hoje nenhum vínculo havia sido firmado, obrigando a categoria a trabalhar irregularmente.
As cooperativas de Cirurgiões (Coopecir-PB) e Cooperativa de Ortopedia e Traumatologia (Coort), tiveram os contratos renovados.
O Portal Correio tentou entrar em contato com a SES, através de sua assessoria, mas ninguém atendeu.
Portal Correio
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