O advogado Abelardo Jurema Neto, que defende o presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Ricardo Marcelo, disse em entrevista ao jornalista Nonato Guedes, do programa CBN João Pessoa (Rede Correio Sat) na manhã desta quinta-feira (8) que uma denúncia anônima fez com que o presidente da Casa resolvesse acionar uma equipe de perícia da Polícia Federal, através de ofício, para inspecionar a sala dele.
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De acordo com Abelardo Neto, somente depois de constatada a escuta telefônica é que Ricardo Marcelo tornou públicos os acontecimentos e acionará o Ministério Público. Todo o material será encaminhado na tarde de hoje ao MP.
O advogado disse que seu cliente entrará na Justiça contra o autor ou autores do grampo telefônico por crime de invasão de privacidade.
Ele contou que Ricardo Marcelo vê com preocupação o episódio, pois um direito consititucional foi violado. O advogado disse ainda que o presidente da Casa não faz idéia de quem poderia ter colocado a escuta em sua sala. "Ele não suspeita de ninguém e não consegue apontar ninguém".
Sobre o laudo, Abelardo Neto disse que a perícia mostrou que o equipamento estava em perfeito funcionamento. Estava desligado no momento em que foi encontrado, mas estava em perfeitas condições de promover tanto escutas telefônicas como escutas ambientais.
Quanto à questão da privacidade, Abelardo Neto disse que não só assuntos de trabalho, mas assuntos particulares e familiares podem ter sido escutados, mas não consegue apontar motivações ou interesses.
Abelardo Neto contou que as suspeitas começaram no início de maio e que o fato é inédito. "Eu nunca tinha visto caso de arapongagem por aqui".
Portal Correio

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