Alexandre Padilha encerrou visita oficial à China, onde participou de reunião dos BRICS, trocando informações com médicos e pacientes de hospital em Pequim
A possibilidade de integração de práticas da medicina tradicional chinesa ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema do último dia de visita oficial do ministro Alexandre Padilha a Pequim. Nesta terça-feira (12), Padilha conheceu o Hospital Oftalmológico da Academia de Ciências Médicas Tradicionais Chinesas.
“Nosso esforço é entender como essas práticas podem ser incorporadas ao SUS, como apoio à medicina ocidental. Já financiamos equipes de práticas tradicionais, que, conforme suas especialidades, melhoram a qualidade do tratamento”, avalia Padilha.
No hospital chinês, apesar de o local ser específico para tratamento de pessoas com problemas de visão, há leitos de internação e uso de tomografia, por exemplo, para propiciar melhores diagnósticos. A ampliação do intercâmbio de informações sobre a medicina tradicional chinesa já havia sido acertado na segunda-feira (11), durante reunião bilateral entre os ministros da Saúde do Brasil e da China, Chen Zhu.
A necessidade de compartilhamento de dados e de tecnologia também originou a proposta brasileira de formação da Rede de Cooperação Tecnológica no âmbito dos BRICS (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul), que terão um banco de preços e patentes de medicamentos.
Também nesta terça-feira, parte da comitiva brasileira visitou uma fábrica de produtos biotecnológicos em Pequim justamente para averiguar seu padrão de qualidade. O ministro Padilha ainda reuniu-se com o colega indiano, Ghulam Nabi Azad, quando também tratou de temas de cooperação, como as parcerias público-privadas.
O Ministério da Saúde do Brasil já firmou 28 acordos para a produção nacional de tratamentos para portadores de HIV, artrite reumatóide e Parkinson, por exemplo. Com essas parcerias, 29 produtos passam a ser fabricados no Brasil, o que deve por si só gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. A produção de três desses produtos já começou: Tenofovir, Closapina e Quetiapina.
Brasil e China aumentarão cooperação bilateral saúde
Na segunda-feira (11), o primeiro compromisso oficial do Alexandre Padilha, foi o encontro com o colega chinês, Chen Zhu, no qual ambos traçaram uma série de cooperações estratégicas. A possibilidade de um posicionamento comum sobre o acesso a medicamentos e a prevenção a doenças crônicas não transmissíveis na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, foram alguns dos temas debatidos entre os ministros.
Chen Zhu propôs que o Brasil coopere com a China para a atual reforma do sistema de saúde chinês e também na incorporação de medicina chinesa nas práticas médicas.
SUS serve de modelo de atenção básica para a África do Sul
Em encontro com o ministro da Saúde da África do Sul, Pakishe Aaron Motsoaledi, na segunda-feira (11), Padilha apresentou experiências de êxito na atenção básica brasileira que podem servir para a melhoria de vida dos africanos. A ideia de Motsoaledi é inclusive enviar profissionais ao Brasil para conhecer o trabalho feito pelas equipes de saúde país afora. Somente na estratégia Saúde da Família, há hoje 31,5 mil equipes distribuídas pelo território nacional.
Padilha explicou como funciona o Telessaúde, uma ferramenta que minimiza o isolamento de médicos e propicia aos profissionais de pontos longínquos e da periferia, por exemplo, uma segunda opinião sobre o paciente. A estruturação e funcionamento do SUS e a implantação de Bancos de Leite foram algumas das iniciativas discutidas pelos ministros. A atenção básica é hoje, no Brasil, cerne da política de ampliação do acesso à saúde.
A possibilidade de integração de práticas da medicina tradicional chinesa ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi tema do último dia de visita oficial do ministro Alexandre Padilha a Pequim. Nesta terça-feira (12), Padilha conheceu o Hospital Oftalmológico da Academia de Ciências Médicas Tradicionais Chinesas.
“Nosso esforço é entender como essas práticas podem ser incorporadas ao SUS, como apoio à medicina ocidental. Já financiamos equipes de práticas tradicionais, que, conforme suas especialidades, melhoram a qualidade do tratamento”, avalia Padilha.
No hospital chinês, apesar de o local ser específico para tratamento de pessoas com problemas de visão, há leitos de internação e uso de tomografia, por exemplo, para propiciar melhores diagnósticos. A ampliação do intercâmbio de informações sobre a medicina tradicional chinesa já havia sido acertado na segunda-feira (11), durante reunião bilateral entre os ministros da Saúde do Brasil e da China, Chen Zhu.
A necessidade de compartilhamento de dados e de tecnologia também originou a proposta brasileira de formação da Rede de Cooperação Tecnológica no âmbito dos BRICS (Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul), que terão um banco de preços e patentes de medicamentos.
Também nesta terça-feira, parte da comitiva brasileira visitou uma fábrica de produtos biotecnológicos em Pequim justamente para averiguar seu padrão de qualidade. O ministro Padilha ainda reuniu-se com o colega indiano, Ghulam Nabi Azad, quando também tratou de temas de cooperação, como as parcerias público-privadas.
O Ministério da Saúde do Brasil já firmou 28 acordos para a produção nacional de tratamentos para portadores de HIV, artrite reumatóide e Parkinson, por exemplo. Com essas parcerias, 29 produtos passam a ser fabricados no Brasil, o que deve por si só gerar uma economia de R$ 400 milhões por ano. A produção de três desses produtos já começou: Tenofovir, Closapina e Quetiapina.
Brasil e China aumentarão cooperação bilateral saúde
Chen Zhu propôs que o Brasil coopere com a China para a atual reforma do sistema de saúde chinês e também na incorporação de medicina chinesa nas práticas médicas.
SUS serve de modelo de atenção básica para a África do Sul
Padilha explicou como funciona o Telessaúde, uma ferramenta que minimiza o isolamento de médicos e propicia aos profissionais de pontos longínquos e da periferia, por exemplo, uma segunda opinião sobre o paciente. A estruturação e funcionamento do SUS e a implantação de Bancos de Leite foram algumas das iniciativas discutidas pelos ministros. A atenção básica é hoje, no Brasil, cerne da política de ampliação do acesso à saúde.
Portal Saude
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