10/08/2011
O deputado Reguffe, do PDT do Distrito Federal, quer propor um projeto para uniformizar o tempo limite de atendimento dos clientes de banco em todo o país, prevendo que as multas aplicadas aos estabelecimentos bancários sirvam para indenizar os consumidores.
O tempo de espera nos bancos foi tema de audiência pública, nesta terça-feira, na
Comissão de Defesa do Consumidor.
A audiência ouviu representantes do Procon, Thiago Silva e Cristiana Santos; do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, e o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal.
Murilo Portugal afirmou que, apesar da melhoria no atendimento aos clientes - que deve ser feito legalmente no máximo em 20 minutos em dias normais e 30 minutos em dias de pico de público - é possível diminuir o tempo de espera nas agências.
Ele disse que foram necessárias várias reuniões entre representantes dos bancos e dos consumidores para que se chegasse ao entendimento sobre o tempo máximo para atendimento aos clientes, de 20 e 30 minutos, pois os estados e os municípios têm legislações diferenciadas sobre o assunto.
Murilo Portugal citou ainda pesquisas em 750 agências bancárias do país que demonstram, segundo ele, melhoria no atendimento e que em 2009, 65% dos clientes foram atendidos em 15 minutos. Em 2010, o tempo médio de atendimento foi de 14 minutos, com 85% dos clientes atendidos no tempo exigido por lei.
Ele declarou também que a Febraban assumiu o compromisso com uma lei federal que fixe um tempo máximo de atendimento em todo o país, para facilitar o cumprimento da lei. "A Febraban já assumiu esses compromissos, a audiência aqui foi muito positiva... Concordo que nós precisamos melhorar. Há, é claro, uma possibilidade de melhorar e certamente de entendimento, como ficou demonstrado aqui nessa audiência hoje", destacou Murilo Portugal.
No entanto, o representante da Febraban discordou da possibilidade de os bancos voltarem a funcionar em expediente integral, alegando que uma pesquisa do Ipea revelou que 65% dos entrevistados estão satisfeitos com o tempo de atendimento dos bancos.
Já Thiago Silva, diretor do Procon de Florianópolis, rebateu as pesquisas apresentadas por Murilo Portugal. Ele afirmou que os bancos receberam mais de 630 autos de infração apenas este ano e que uma agência bancária chegou a ser notificada 81 vezes apenas em um dia.
Thiago Silva condenou o desrespeito às leis estaduais e municipais que disciplinam atualmente o tempo de espera dos clientes bancários. "Sem dúvida nenhuma, a impunidade por parte desses bancos fazem com que eles não respeitem as leis. Essa lei beneficia o consumidor" , falou Thiago.
Já a representante do Procon de Salvador, Cristiana Santos, disse que as filas incomodam a todos os que se dirigem às agências e atribuiu suas causas à automação dos bancos e à consequente demissão de trabalhadores do setor. "Isso tem várias causas. Nós sabemos que uma delas é o fortalecimento da automação bancária pra reduzir a necessidade de contratação de bancários, com redução de custos trabalhistas", disse Cristiana Santos.
Cristiana Santos defendeu que os bancos coloquem terminais de simulação para ensinar clientes que não dominam as ferramentas utilizadas por eles, para atender a muitos novos clientes que entraram no mercado.
Ela também chamou a atenção da Câmara para a questão da segurança, sobretudo do sequestro relâmpago e da chamada saidinha bancária, em que o cliente é assaltado nas imediações das agências.
O tempo de espera nos bancos foi tema de audiência pública, nesta terça-feira, na
Comissão de Defesa do Consumidor.
A audiência ouviu representantes do Procon, Thiago Silva e Cristiana Santos; do Ministério da Justiça, Juliana Pereira da Silva, e o presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Murilo Portugal.
Murilo Portugal afirmou que, apesar da melhoria no atendimento aos clientes - que deve ser feito legalmente no máximo em 20 minutos em dias normais e 30 minutos em dias de pico de público - é possível diminuir o tempo de espera nas agências.
Ele disse que foram necessárias várias reuniões entre representantes dos bancos e dos consumidores para que se chegasse ao entendimento sobre o tempo máximo para atendimento aos clientes, de 20 e 30 minutos, pois os estados e os municípios têm legislações diferenciadas sobre o assunto.
Murilo Portugal citou ainda pesquisas em 750 agências bancárias do país que demonstram, segundo ele, melhoria no atendimento e que em 2009, 65% dos clientes foram atendidos em 15 minutos. Em 2010, o tempo médio de atendimento foi de 14 minutos, com 85% dos clientes atendidos no tempo exigido por lei.
Ele declarou também que a Febraban assumiu o compromisso com uma lei federal que fixe um tempo máximo de atendimento em todo o país, para facilitar o cumprimento da lei. "A Febraban já assumiu esses compromissos, a audiência aqui foi muito positiva... Concordo que nós precisamos melhorar. Há, é claro, uma possibilidade de melhorar e certamente de entendimento, como ficou demonstrado aqui nessa audiência hoje", destacou Murilo Portugal.
No entanto, o representante da Febraban discordou da possibilidade de os bancos voltarem a funcionar em expediente integral, alegando que uma pesquisa do Ipea revelou que 65% dos entrevistados estão satisfeitos com o tempo de atendimento dos bancos.
Já Thiago Silva, diretor do Procon de Florianópolis, rebateu as pesquisas apresentadas por Murilo Portugal. Ele afirmou que os bancos receberam mais de 630 autos de infração apenas este ano e que uma agência bancária chegou a ser notificada 81 vezes apenas em um dia.
Thiago Silva condenou o desrespeito às leis estaduais e municipais que disciplinam atualmente o tempo de espera dos clientes bancários. "Sem dúvida nenhuma, a impunidade por parte desses bancos fazem com que eles não respeitem as leis. Essa lei beneficia o consumidor" , falou Thiago.
Já a representante do Procon de Salvador, Cristiana Santos, disse que as filas incomodam a todos os que se dirigem às agências e atribuiu suas causas à automação dos bancos e à consequente demissão de trabalhadores do setor. "Isso tem várias causas. Nós sabemos que uma delas é o fortalecimento da automação bancária pra reduzir a necessidade de contratação de bancários, com redução de custos trabalhistas", disse Cristiana Santos.
Cristiana Santos defendeu que os bancos coloquem terminais de simulação para ensinar clientes que não dominam as ferramentas utilizadas por eles, para atender a muitos novos clientes que entraram no mercado.
Ela também chamou a atenção da Câmara para a questão da segurança, sobretudo do sequestro relâmpago e da chamada saidinha bancária, em que o cliente é assaltado nas imediações das agências.
De Brasília, Paulo Roberto Miranda.
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