quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vital do Rêgo considera elevado aumento da energia na PB

24/08/2011

Sabedor do potencial energético do Brasil, o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) comentou nesta quarta-feira (24), o aumento médio de 7,59% no preço da energia elétrica repassado aos 1,1 milhão de unidades consumidoras na Paraíba, atendidos pela Energisa. O parlamentar federal relatou que em reunião ontem (23) a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o reajuste para o próximo domingo (28) das tarifas das concessionárias Energisa Paraíba, Força e Luz Coronel Vivida (Forcel), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia Energética do Maranhão (Cemar) e Companhia Energética do Piauí (Cepisa). As novas tarifas entrarão em vigor no próximo domingo (28). Vital relatou que vai buscar explicações da Aneel sobre os motivos que levaram a elevação dos custos, tendo em vista que recentemente no Brasil a capacidade instalada das usinas de geração de energia elétrica em operação no país alcançou 115,0 mil megawatts (MW) o que representa um crescimento de 6 mil MW em relação a 2010.

O senador que recentemente realizou audiência pública na Comissão de Serviços de Infraestrutura, onde solicitou ao Diretor-Geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner a prorrogação do prazo até o final do ano para o cadastro dos consumidores de baixa renda no programa Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), revelou que considera o aumento de 8,06% para os 368.428 consumidores residenciais paraibanos elevado, pois representa mais que o dobro do valor aplicado de 3,95% aplicado a este grupo no ano passado. “Com esse aumento a tarifa residencial que era de R$ 0,34886/ kWh será de R$ 0,37697 /kWh, ou seja, está superando a média da inflação e atingirá os 61% dos consumidores de baixa renda atendidos na Paraíba”, disse.

Para ter direito à Tarifa Social, a família deve estar inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e atender a uma das seguintes condições: ter renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa ou ter entre seus moradores alguém que receba benefício de prestação continuada (LOAS) da Previdência Social.

Vital lembra que qualquer consumidor que achar o aumento abusivo pode entrar com uma ação cível pública para rever esse aumento. O senador indaga que recente levantamento do Banco de Informações da Geração (BIG) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), anunciou um aumento de 2 mil MW na geração de energia elétrica no país, neste primeiro semestre deste ano. Para o parlamentar isso demonstra que tal aumento deve ser bem estudado para evitar abusos.

Potência supera consumo até 2015 -
Vital lembra que a coordenação do Operador Nacional do Sistema (ONS), o Brasil vai conviver com uma capacidade de produção de energia maior que o consumo até, no mínimo, 2015. Somente neste ano, segundo o peemedebista o país deverá registrar uma sobra estrutural de energia da ordem de 2,5 mil megawatts (MW) médios, para uma previsão de oferta de 58 MW médios no ano. “Para 2015, a ONS prevê uma sobra de 5 mil MW médios, para uma oferta de 71 mil MW médios. As projeções levam em consideração um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) médio de 5% nos próximos cinco anos”, disse o senador.

Matriz limpa -
As usinas hidrelétricas respondem por 67,48% da matriz energética brasileira no final de junho. A segunda maior fonte com participação na matriz nacional, no fim do semestre, é a termoelétrica, responsável por 26,52% da capacidade. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) ficam em terceiro, com 3,15%. Outras fontes participantes da matriz são a nuclear (1,74%) e eólica (0,94%). As centrais geradoras de energia (CGH), que são hidrelétricas de menos de 1 MW representam 0,17%, respectivamente.

MaisPB com Assessoria

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