12/11/2011
Cerca de R$ 25 milhões em mercadorias e 8 mil notas fiscais continuavam parados em caminhões lacrados na divisa da Paraíba com Pernambuco. Esta foi a estimativa feita pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do Estado da Paraíba (SETCEPB), quanto ao prejuízo provocado pela greve dos agentes e auditores fiscais do Estado, iniciada em 5 de outubro passado.
Na última quarta-feira (9), conforme informações do SETCEPB, aproximadamente 115 caminhões se encontravam parados na divisa dos dois Estados. Segundo o presidente da entidade, Arlan Rodrigues, ainda na quarta ele conversou com os representantes do Sindicato dos Integrantes do Grupo Ocupacional de Servidores Fiscais Tributários da Paraíba (Sindifisco-PB) e do movimento grevista, pedindo a liberação e deslacre dos caminhões.
“Ponderei que o nosso setor não poderia pagar um preço tão alto por uma situação que não nos diz respeito”, disse. Já na manhã da quinta (10), ainda segundo Arlan Rodrigues, os grevistas decidiram acatar em partes o pedido, se comprometendo a liberar 30 caminhões por dia e só lacrar 30% dos novos veículos que chegarem. A estimativa de Arlan era que cerca de 80 caminhões ainda estivessem parados na divisa, lacrados, nesta sexta (11).
A Secretaria de Estado da Receita enviou, no começo desta semana, uma circular aos auditores no exercício das atividades de Fiscalização de Mercadorias em Trânsito. No comunicado, foi recomendada a liberação dos produtos ou dos veículos – inclusive, retirando os lacres - retidos há 48 horas ou mais, após serem feitos os registros, anotações e cobranças devidos. A circular reforça, ainda, a recomendação de que seja estabelecida uma rotina de modo a evitar a retenção de cargas ou mercadorias por prazo superior a dois dias.
Entre as mercadorias retidas, constam alimentos, medicamentos e eletroeletrônicos. “Estimamos que cada veículo retido, nesta sexta-feira, tenha entre R$ 300 mil a R$ 400 mil em mercadorias, além de 100 notas fiscais. Ou seja, os prejuízos continuam”, destacou Arlan Rodrigues. Ele espera que, até este sábado (12), o Tribunal de Justiça da Paraíba se posicione quanto ao mandado de segurança impetrado pelo SETCEPB na sexta-feira (4), pedindo liberação e deslacre de todos os caminhões parados.
A informação está no blog de Luís Tôrres.
Redação
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