12/12/2011
O superintendente do Banco do Nordeste do Brasil, Francisco Cavalcanti, fez um balanço do ano de 2011, comentou a crise internacional e falou das perspectivas para 2012.
Segundo Cavalcanti, apesar da crise mundial, as instituições do Governo estão fazendo o seu papel, como é o caso do Banco do Nordeste. “Nosso papel de concessão de crédito, de mobilizar a classe empresarial, para que a gente possa efetivamente atenuar os efeitos dessa crise. Nesse ano nós conseguimos superar as metas, todo orçamento que foi alocado para a Paraíba está sendo superado, isso mostra o dinamismo da economia paraibana”, disse.
A respeito de algumas reclamações da classe produtora rural, com relação ao crédito e a demanda judicial, o superintendente do Banco disse que a entidade não pode fazer nada. “não é nosso papel, os presidentes dos sindicatos dos trabalhadores rurais é que tem de buscar mobilizar a classe política para transformar as leis”, colocou.
“Logicamente o banco como entidade do governo tem que respeitar a lei. Se esta inadimplente por mais de 20 dias, nós somos obrigados a buscar os recursos públicos, principalmente de forma judicial”, continua.
De acordo com Cavalcanti, o principal desafio do Banco Nordeste na atual administração é de incentivar as classes produtoras e empresariais. “Principalmente agora com o Governo Dilma. temos hoje nosso carro chefe que é o FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste), mais de 51% desse recurso serão direcionados para essa classe, para alavancar a classe micro, pequena e média, seja rural ou urbana”, falou.
O superintendente afirmou que o Banco não se assombra com a crise internacional e com a possibilidade de chegar ao Brasil. “A partir do momento em que a gente observa as palavras da presidente Dilma, quando ela diz: ‘não se combate crise com aperto fiscal, e sim com aumento da demanda’. Então vamos abrir crédito, vamos fazer com que essa demanda seja aumentada, a crise não me assusta. Claro, dá uma responsabilidade tamanha, porque em momentos difíceis sabe-se que, entre os bancos privados, a tendência é se fechar. Mas cabe a nós, Banco do Brasil, Caixa, BNDES, buscar e abrir o espaço para, efetivamente, ter toda essa demanda atendida”, concluiu.
Paraíba.com
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