16/12/2011
No comparativo dos últimos cinco anos, o número de empresas presentes no estado duplicaram, confirmado a tendência de crescimento
Apesar das sombrias expectativas que tinha o setor industrial no começo do ano, por conta da crise financeira que atinge grande parte das consolidadas economias mundiais, no apanhado geral houve crescimento do setor. Em relação ao ano passado, a indústria teve um crescimento de cerca de 3,5%, com aumento de 11% no número de empresas e 24% no número de pessoas empregadas.
No comparativo dos últimos cinco anos, o número de empresas presentes no estado duplicaram, confirmado a tendência de crescimento. Em 2006, o estado contava com pouco mais de 3 mil empresas, enquanto este ano já são aproximadamente 6 mil por todo o estado, dentro dessas, algumas com forte destaque econômico.
A indústria automobilística, por exemplo, conseguiu atingir a meta de vendas proposta no começo do ano. Outro setor com forte ascensão foi o da construção civil. "Também tivemos crescimento na indústria do porcelanato e em toda linha branca, como geladeiras, fogões e microondas", disse Francisco Gadelha, presidente da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep).
Mesmo com bom resultado, é possível perceber alguns obstáculos que impedem que o crescimento do setor seja maior. De acordo com o último resultado da Sondagem Industrial divulgado pela Fiep, realizada em setembro pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o alto valor da carga tributária é o principal vilão da indústria paraibana. A competição de mercado, que acaba atingindo principalmente as médias e grandes empresas, também foi apontada como problema para o setor. Outro percalço indicado no estudo foi no que diz respeito às elevadas taxas de juros e a falta de trabalhadores qualificados para a indústria, que pode sofrer déficit de produção por falta desses profissionais.
Para o próximo ano, a tendência é que esse crescimento seja mais perceptível, que em 2011, uma vez que será o período de 'colher os frutos' plantados neste ano. "Estive em Brasília (DF) conversando com o presidente do Banco Central e ele disse que esse foi um ano de muita cautela nas empresas, para o controle da inflação. Foram tomadas várias medidas visando a proteção ao câmbio e o produto nacional. No segundo semestre de 2012 receberemos o retorno dos investimentos que foram realizados esse ano", disse Buega Gadelha.
Da Redação com O Norte
WSCOM Online

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