O diretor do IJB (Instituto Materno
Infantil Julio Bandeira) Dr. Francisco, anunciou nesta quarta feira (02)
a aquisição de um Cardiotocógrafo, que tem a função de avaliar os
batimentos cardíacos do feto, e as contrações da mãe no final da
gravidez.
Segundo o diretor, o aparelho único na
rede pública da região, é de extrema importância para a saúde tanto do
bebê como da mãe, e estará em funcionamento nos próximos 60 dias.
A conquista desse importante equipamento
de auxilio aos médicos nos procedimentos obstétricos, faz parte do
grande avanço que o hospital estará passando após doação por parte da
prefeitura a UFCG.
“Para se ter uma idéia da importância da
aquisição do Cardiotocógrafo, basta dizer que somente a rede de saúde
privada a partir da cidade de Sousa tem o equipamento, e na rede pública
só de Patos em diante”, disse o diretor, se mostrando bastante contente
com a aquisição.
Saiba mais sobre o uso do aparelho:
A cardiotocografia (CTG) é um método biofísico não
invasivo de avaliação do bem estar fetal. Consiste no registro gráfico
da frequência cardíaca fetal e das contrações uterinas. É classificada
em cardiotocografia anteparto (quando realizada antes do início do
trabalho de parto) e intraparto. É chamada de basal quando o exame
ocorre sem interferência do examinador, e estimulada quando se utilizam
recursos mecânicos ou vibro-acústicos para testar a reação do feto.
O correto comportamento da freqüência cardíaca fetal depende de dois fatores básicos:
- Do estado de normoxia dos centros cerebrais cardioacelerador (simpático) e cardiofrenador (parassimpático), situados no diencéfalo.
- Da integridade da inervação do coração.
Em condições normais, o feto apresenta
aceleração transitória da freqüência cardíaca quando se movimenta.
Quando hipoxemiado, esta resposta não ocorre.
A presença de oscilação da freqüência
cardíaca fetal demonstra que o sistema de condução nervosa integrado
pela córtex, pelo bulbo, vago e condução cardíaca estão intactos. Quando
os mecanismos hemodinâmicos compensatórios fetais não mantêm a
oxigenação cerebral, os impulsos corticais cessam e a variabilidade
diminui. Se houver variabilidade normal da freqüência cardíaca fetal o
feto ainda não apresenta hipoxia cerebral acentuada, com dano
permanente. Existem também outros motivos para a diminuição da
oscilação: ausência de córtex, bloqueio por drogas, bloqueio vagal ou
bloqueio completo de ramo cardíaco.
A seguir são considerados os principais
parâmetros da freqüência cardíaca fetal utilizados para o diagnóstico do
bem estar fetal ou do sofrimento fetal.
- Acelerações: são aumentos transitórios na freqüência cardíaca fetal de no mínimo 15bpm. Podem estar associadas à atividade uterina ou à movimentação fetal. São sinais de bem estar fetal (reservas metabólicas). Diz-se que o feto é reativo quando há ao menos 1 pico de amplitude de 15bpm e duração de no mínimo 15s em um traçado de 20 min.
- Taquicardia: freqüência cardíaca fetal basal que persiste por mais de 10 minutos em ní¬veis superiores à 160 bpm (taquicardia moderada) ou a 180 bpm (taquicardia acentuada). É um dos primeiros sinais de sofrimento fetal agudo, em especial se associada a outras alterações como a perda de oscilação ou a presença de desacelerações.
- Bradicardia: freqüência cardiaca fetal basal inferior a 120 bpm (bradicardia moderada) ou a 100 bpm (bradicardia acentuada), também se mantida por tempo superior a 10 minutos. É sinal de hipoxia na maior parte das vezes, embora seja também observada em doenças cardíacas fetais, uso de drogas pela mãe e na presença de fatores constitucionais.
- Perda da oscilação: não estando a mãe em uso de medicação sedativa ou de atropina, amplitude da oscilação da linha de base inferior a 10 bpm (padrão comprimido) associa-se, com freqüência, ao sofrimento fetal agudo.
- Desacelerações
- Desaceleração precoce: caracteriza-se por diminuição temporária da freqüência cardíaca fetal ao mesmo tempo da contração uterina e resulta do reflexo vagal observado quando a cabeça do concepto é comprimida pela metrossistole no canal de parto (Dip 1 ou Dip cefálico). É mais freqüente após a rotura das membranas ovulares e, na grande maioria dos casos, não se associa ao sofrimento fetal.
- Desaceleração tardia: motivada pelas contrações uterinas, a desaceleração tardia (Dip II ou Dip placentário) espelha a resposta do coração fetal à hipoxia, que resulta na economia de consumo de oxigênio pelo miocárdio. O Dip é considerado tardio quando o intervalo de tempo que separa o início da contração uterina e o princípio da desaceleração é superior a 30 segundos (período de latência). É indicativo de sofrimento fetal agudo.
Desaceleração variável: são
desacelerações que não guardam relação com a contração uterina e que
variam de aspecto no decorrer do exame. Geralmente resultam de
compressão funicular, daí também serem nomeadas de Dips umbilicais ou
Dips III. Quando o Dip é decorrente de compressão do cordão,
inicialmente ocorre obstrução da veia umbilical com diminuição do
retorno venoso ao coração, queda do débito cardíaco e taquicardia
compensatória (aceleração inicial). À medida que a compressão se torna
completa, desenvolve-se hipertensão fetal e o estímulo barorreceptor
resulta em bradicardia. Ocorre ainda outro episódio de taquicardia
(aceleração secundária), antes do retorno aos níveis basais. Enquanto a
pO2 fetal não chegar a níveis críticos essa é uma resposta
barorreceptora. Havendo hipoxia e acidose, a desaceleração se torna
atípica. As desacelerações variáveis associam-se a maior risco de
hipoxia fetal (DIP umbilical desfavorável) quando: não melhoram com a
correção da postura da paciente, dos distúrbios da contratilidade ou com
administração de oxigênio à mãe, duram mais que 30 segundos, perdem a
aceleração inicial ou final, ou quando não retorna à FCF basal inicial
ou recupera-se lentamente. (Wikipédia)
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