quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Mais duas cidades sem verba para o Carnaval

16/01/2013


Devido à seca já são três os municípios que não dispõem de verbas para a realização do Carnaval.

A exemplo da Prefeitura de Patos, no Sertão, que anunciou na semana passada que não dispõe de verba para a realização do Carnaval da cidade, mais dois prefeitos da região não vão investir na festa.

Catolé do Rocha e Cajazeiras, confirmaram que, devido a dificuldade de arrecadação de recursos e os problemas trazidos pela seca, não irão investir na festa de momo, passando para empresas do setor a missão de organizar e gerenciar as festividades de fevereiro.

Desses dois municípios, apenas a Prefeitura de Cajazeiras irá oferecer um apoio entre os dias 8 e 12 do mês, que vem nos serviços de Saúde e limpeza urbana.

De acordo com a prefeita Francisca Denise, esse apoio será institucional, uma vez que a cidade recebe um grande número de turistas e que esses dois serviços são essenciais para que a festa possa ocorrer sem maiores problemas.

“O Carnaval de Cajazeiras é bastante procurado pelo seu corredor da folia, camarotes, mas esse ano nós não temos condições de investir na festa. Além da falta de recursos, enfrentamos uma grave seca ano passado e torna-se inviável a prefeitura buscar verbas para investir apenas no Carnaval. Por isso, uma empresa provada irá arcar com os investimentos para que a população não fique sem a tradicional festa”, disse a prefeita, que confirmou que o acesso à festa será gratuito.

Já em Catolé do Rocha, a prefeitura não dará nenhum apoio aos empresários que irão realizar o evento entre os dias 9 e 12 de fevereiro. Segundo informou o procurador geral do município, Hugo Maia, sem arrecadação, tornou-se inviável o poder Executivo assumir o evento que tem um investimento médio de mais de R$ 1 milhão, e que, por isso, a empresa irá cobrar um valor de R$ 70 pelos quatro dias de festa.

“Nós não temos recursos, por isso uma empresa irá assumir a realização do Carnaval de Catolé. Estamos buscando soluções para a sanar os problemas trazidos com a seca, e, por isso, não há como assumir essa festa. Abrimos uma licença para uma concorrência, mas apenas uma empresa se candidatou e acabou assumindo a responsabilidade de organizar a festa”, disse o procurador.

JP-Online

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