Por Nonato Guedes
Se ainda havia alguma dúvida sobre a manutenção da aliança entre o Partido Progressista (PP) e o Partido dos Trabalhadores, ela foi desfeita, ontem, de maneira enfática, pelo ministro Aguinaldo Ribeiro, das Cidades. O deputado federal paraibano, que está licenciado do mandato exatamente para se manter no ministério, que passou a ocupar atendendo a um convite da presidente Dilma, externou toda a sua gratidão à mandatária durante reunião, em Brasília, em que o senador Ciro Nogueira (PI) foi aclamado presidente nacional do Partido Progressista, substituindo ao senador Francisco Dornelles, do Rio de Janeiro. Aguinaldo focou na unidade interna, definindo o PP como um agrupamento que adota posturas convergentes e citou como exemplo a escolha de Ciro por aclamação, com a presença de parlamentares federais, estaduais e municipais.
O novo dirigente vai conduzir os rumos do partido no período de 2013 a 2015. Aguinaldo Ribeiro teve a companhia da sua irmã, a deputada estadual Daniella Ribeiro, e do seu pai, o ex-deputado federal e ex-deputado estadual Enivaldo Ribeiro, dirigente da agremiação na Paraíba. O ministro disse que a reunião expressava um momento singular na história de um partido e destacou que a parceria do PP com o Partido dos Trabalhadores está consolidada. Ele, que chegou a ser cogitado como alternativa para disputar o governo em aliança com o PT ou, então, uma vaga ao Senado, diz que seu futuro está nas mãos da presidente Dilma, de quem tem recebido uma colaboração inestimável e um prestígio inegável no exercício de uma Pasta que beneficia comunidades interioranas que enfrentam desafios de mobilidade urbana. Em último caso, conforme já havia sinalizado, Aguinaldo Ribeiro não terá dificuldades em concorrer à reeleição à Câmara Federal.
Com a sua licença, ele está sendo substituído por Leonardo Gadelha, do PSC, que integra a coalizão junto com o PP e o PT. Ciro Nogueira foi elogiado como um parlamentar experiente, que, inclusive, ocupou cargo na Mesa Diretora do Senado na legislatura passada, além de ser considerado um aglutinador de posições e de tendências, comprometendo-se acima de tudo com o fortalecimento do PP e sua inserção no conjunto das forças políticas que pugnam pela transformação do Brasil. Essa transformação, a seu ver, está sendo conduzida com maestria e sensibilidade pela presidente Dilma Rousseff, e o ministro aproveitou a oportunidade para elencar algumas das prioridades que tem colocado em execução, seguindo as diretrizes da administração petista.
Também fez alusão ao fato de que o Partido Progressista tem procurado corresponder às expectativas do governo federal, em termos de sustentação da coalizão montada no Congresso para a aprovação de matérias de interesse dos mais necessitados. Ele diz, sem meias palavras, que o apoio da presidente Dilma Rousseff tem sido decisivo para que os programas idealizados no âmbito de sua Pasta tenham execução concreta. Com o Partido dos Trabalhadores, o titular das Cidades definiu que mantém as melhores relações e tem dialogado com dirigentes e lideranças que compõem a agremiação na Paraíba. Ele não tem dúvidas da reeleição da presidente Dilma Rousseff, pelo somatório de investimentos que tem empreendido ao longo da sua administração. “Em certa medida, a presidente pode ter surpreendido a incautos que não repararam atentamente no seu desempenho em cargos estratégicos no governo do ex-presidente Lula, entre os quais a Casa Civil”. Essa trajetória, a seu ver, qualificou a presidente para postular a reeleição de forma legítima e ela conta com índices de aprovação que têm sido mensurados por institutos de opinião pública.
O ministro não teme um descontrole da situação financeira, destacando que a presidente tem competência gerencial e condições de desativar gargalos que eventualmente prejudicam esse setor essencial. “A população brasileira, disso tenho certeza, vai renovar o crédito de confiança na atuação da presidente Dilma Rousseff”, frisou. A deputada Daniella Ribeiro não escondeu a satisfação de ter participado do evento e de ter constatado o ambiente interno focado na união, “que é fundamental para resolvermos os problemas que não dependem de solução apenas da presidente, mas das bancadas parlamentares, dos ministérios e dos gestores nas diferentes esferas”, como acentuou.

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