Demorou mas, finalmente,
foi ao ar capítulo na novela do Jampa Digital apresentando nomes dos artistas,
que protagonizaram o escândalo de R$ 40 milhões num programa que nunca
funcionou como prometido. Segundo o Jornal Nacional, a Polícia Federal indiciou
o galã Ricardo Coutinho, o vice Rômulo Gouveia, o marqueteiro Duda Mendonça e
mais 21 coadjuvantes.
“A
investigação (da PF) concluiu que recursos do projeto foram desviados para
financiar a campanha do atual governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, e
do vice, Rômulo Gouveia, do PSD. O publicitário Duda Mendonça, responsável pela
campanha, foi indiciado por lavagem de dinheiro”, disse a reportagem do Jornal
Nacional.
Disse
ainda a reportagem: “Segundo a Polícia Federal, funcionários da prefeitura
de João Pessoa e empresários também estão envolvidos. O Jampa Digital, orçado
em quase R$ 40 milhões, foi financiado pelo ministério da Ciência e
Tecnologia.” O caso se tornou um escândalo nacional, após reportagem do Jornal
Nacional, no ano passado. Mais
em http://glo.bo/12TQgVY.
Em
reportagem do dia 03 de março de 2012, o Blog antecipou a participação de Duda
Mendonça no esquema (mais em http://bit.ly/198BdAh).
Já no dia 28 de março, o Blog trouxe reprodução das doações de campanha para
Ricardo Coutinho, que foram feitas pela empresa que venceu a licitação do Jampa
Digital, na gestão de RC como prefeito de João Pessoas.
A
empresa a Ideia Sistemas realizou 20 depósitos (de R$ 250) em espécie
mais uma transferência eletrônica (de R$ 3 mil) na conta do candidato Ricardo
Coutinho. O detalhe curioso é que os 20 depósitos (na conta de RC) ocorreram
todos no mesmo dia (08 de setembro de 2010), uma semana depois da empresa ter
recebido um pagamento de R$ 1.500.000 (hum milhão e quinhentos mil reais) da
Prefeitura de João Pessoa. Em pleno período de maior efervescência eleitoral.
(mais em http://bit.ly/GYXaSb).
Tudo
começou com o pregão 019/2009, que foi vencido pela empresa Idéia Digital (e
Plugnet). Era o início da aventura online conhecida como Jampa Digital, montado
numa licitação de R$ 39,4 milhões e, de cara, com uma suspeita de
superfaturamento acima de R$ 5,5 milhões. Por baixo.
Pra
se ter uma ideia, conforme uma denúncia formulada (e documentada) à época por
técnicos da área, o superfaturamento de mais de 70 itens atingia mais de
1.600%. Um servidor (computador dedicado) HP, por exemplo, encontrado no
mercado por R$ 4 mil, foi cotado a R$ 71 mil.(mais em http://bit.ly/198ByD5).
Cancaonoticias com Jornal da Paraiba/Helder Moura

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