Termômetro da economia, o setor de serviços é o que
melhor afere o impacto da inflação no orçamento das famílias e,
consequentemente, nos negócios dos brasileiros. Do último trimestre de 2012
para o primeiro deste ano, o percentual de crescimento desse setor despencou
mais que pela metade, chegando a 0,5% — o pior desempenho para o período desde
2005, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O fôlego do mercado de
trabalho nos segmentos de serviços também desabou na última medição do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged): de abril para maio, o saldo de
contratações menos demissões saiu de 79 mil para 24 mil, queda de quase 70%.
Todos os meses deste ano apresentaram resultados inferiores aos de 2012. Nos
primeiros cinco meses, de acordo com os dados mais atualizados do Ministério do
Trabalho, o recuo é de 28%.
Os patrões que ainda não
começaram a demitir estão congelando vagas ou encontrando outras formas de
cortar despesas para encarar um período de vacas magras.

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