A
segunda quinzena de agosto é o período previsto para a votação, em Plenário, de
um dos projetos mais complexos em tramitação na Câmara: o do novo Código de
Processo Civil (CPC – PL 8046/10), que vai modificar as regras de julgamento de
todas as ações que não sejam penais, o que inclui Direito de Família, Direito
do Trabalho, Direito do Consumidor e ações de indenização, entre outras.
A
proposta foi aprovada em comissão especial no último dia 17, e a negociação
conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Fabio Trad (PMDB-ES), levou a
um acordo quase unânime em torno da maior parte do texto. O presidente da
Câmara, Henrique Eduardo Alves, se comprometeu com a votação em Plenário, que
só depende de liberação da pauta por projetos como o do Código Mineral (PL
5807/13), que tem prioridade, mas deve ser adiado para outubro.
A
principal função do novo CPC é dar mais velocidade às decisões judiciais. A
proposta prevê, por exemplo, a adoção dos processos eletrônicos, incentivos
para conciliação entre as partes antes do julgamento e a aplicação de decisões
já tomadas por tribunais superiores para ações que se repitam sobre o mesmo
tema.
O
relator da proposta, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), ressaltou que o texto vai
impedir que uma das partes provoque o adiamento da decisão final, com recursos
e atrasos. “Queremos uma justiça mais célere. O fato de termos aprovado por
unanimidade esses dispositivos [na comissão especial] já é uma sinalização para
o Plenário de que há acordo”, disse.
Para
o deputado Efraim Filho (DEM-PB), que propôs mudanças no projeto durante a
última votação da comissão especial, os pontos mais importantes não correm
risco de serem modificados. O texto, segundo ele, foi fruto do consenso entre
todos os partidos, com “questões menores” para resolver em Plenário.
Portal Correio

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