O
motoboy Sandro Dota, acusado de matar e estuprar a cunhada Bianca Consolli
confessou, por meio de uma carta, ser o assassino da estudante. Em uma carta de
confissão encaminhada à Justiça, ele disse que foi o autor do crime, porém não
estuprou Bianca, como acusa o Ministério Público.
Bianca foi encontrada morta em 2011 dentro da casa onde vivia com seus pais, na zona leste de São Paulo.
Bianca foi encontrada morta em 2011 dentro da casa onde vivia com seus pais, na zona leste de São Paulo.
Sandro Dota escreveu a carta no dia 2 de agosto de dentro da Penitenciária 2 em Tremembé (147 km de São Paulo). Segundo o advogado Aryldo de Paula, o motoboy confessou, pois estava com "peso na consciência". "Ele contou que havia sido o autor do crime para a equipe de advogados. Orientamos ele a escrever uma carta de próprio punho e encaminhar a Justiça com a confissão", disse.
De acordo com o representante do motoboy, a decisão poderá reduzir o tempo de prisão que será estipulado pelo júri no próximo dia 16 de setembro, quando será retomado o julgamento do caso. "Como ele não foi preso em flagrante, a confissão dá mais segurança para aplicação da pena", explicou de Paula.
O julgamento do caso começou no dia 23 de julho, porém foi suspenso, pois, na época, Dota havia dito que não confiava mais em seu defensor, o advogado Ricardo Martins, e pediu que ele fosse retirado do caso.
O CASO
Bianca foi morta na noite de 13 de setembro de 2011. Ela foi encontrada com um saco plástico na cabeça e sinais de enforcamento.
Os pais de Bianca estavam trabalhando e ela estava sozinha em casa quando foi assassinada. A tia dela, que mora ao lado, estranhou ao ver as janelas da casa abertas, com todas as luzes e TVs ligadas. O portão estava trancado.
Quando a mãe da jovem chegou, chamou um primo de Bianca, de 10 anos, para pular o portão e abri-lo por dentro. Os familiares, então, entraram na casa e encontraram a jovem estendida na sala, perto de uma porta que dá acesso à sacada. Alguns móveis da casa estavam revirados, mas nada foi roubado.
A juíza Fernanda Afonso de Almeida precisou dissolver o conselho de sentença e o julgamento voltou para a estaca zero.
Folha.com
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