Quem acompanhou ontem à noite o Programa Parabólica Política ás 18h00 pela rádio Difusora de Cajazeiras, teve a sensação que a emissora tinha voltado ao seu status de jornalismo furão. Um dos apresentadores noticiava com grande ênfase, “Atenção, exclusivo, fugitivo da justiça vem ao programa parabólica política se entregar ao vivo” daí por diante, começou o show cinematográfico e exclusivo. Assis Leite Maia Filho, 49 anos, entra na rádio Difusora e anuncia aos apresentadores que quer se entregar, segundo ele, foi responsável por um assalto na Bahia e furto de veículo, um comparsa estaria morto dentro de um veículo nas proximidades do estádio o Perpetão.
De forma irresponsável e perigosa, a atitude do diretor colocou em risco, a vida, tanto dele como dos seus subordinados, o bom jornalismo, o verdadeiro jornalismo, analisa em todos os aspectos o nível de veracidade da informação, afinal, o que falamos no ar, causa um impacto tanto construtivo como destrutivo, e acima de tudo, crédito ou descrédito perante a opinião pública. Os dois profissionais são experientes, acredito que, não quiseram contrariar uma determinação superior.
Enfim, quase 20 minutos de entrevista que mobilizou todo o policiamento da cidade, e no final, quando a polícia chegou à emissora, viu que se tratava de Maia, um homem perturbado da cabeça, que já teria sido detido várias vezes em Cajazeiras. Maia foi conduzido à delegacia onde deve seguir para uma clínica psiquiátrica.
Como Maia teve acesso àquela emissora sem se quer ser barrado na porta de entrada? E se Maia estivesse armado e surtado dentro da emissora? Por que um homem com 65 anos de condenação, com um carro cheio de armas e um corpo dentro, viria à emissora se entregar naturalmente? Não seria o certo, a direção ter pedido apoio policial para os radialistas, antes mesmo de iniciar a entrevista?
São questionamentos que faço, e que você leitor, pode e tem o direito de expor o seu.
cancaonoticias com blogdofuxico
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