sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ex-senador brasileiro foragido é preso em evento na Bolívia

22/11/2013



O ex-senador Mário Calixto Filho foi detido na noite desta quarta feira (20) em Guayaramerín, cidade boliviana na fronteira com o Brasil. Calixto Filho era foragido da Justiça e participaria de reunião entre autoridades bolivianas e políticos brasileiros, entre eles o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB).

A Guarda Nacional da Bolívia efetuou a prisão, a pedido do delegado da Polícia Federal em Guajará-Mirim (RO), Júlio Fujik.

Mário Calixto Filho estava foragido desde junho passado, quando deixou um hospital particular em Porto Velho, onde estava preso em tratamento de saúde. A fuga ocorreu quando ele soube que seria transferido para o presídio federal de Campo Grande (MS). Ele aproveitou que não estava sob escolta policial, pulou uma janela e jogou a tornozeleira que usava em uma rua próxima ao hospital.

O ex-suplente de senador foi condenado em 2011 pela Justiça de Rondônia a 11 anos e oito meses de prisão por formação de quadrilha e outros crimes. Segundo a acusação, ele participou de esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa do Estado. Ainda cabe recurso. Também já havia sido condenado em 2009 pela Justiça Federal a sete anos e dez meses de prisão por contrabando. O caso foi investigado na operação Titanic, da PF, que desbaratou uma quadrilha que burlava o Fisco por meio do subfaturamento na importação de carros de luxo.

Ao ser preso, Calixto, segundo a PF, apresentou cópia de um documento que atestaria condição de refugiado político na Bolívia, mas a polícia não reconheceu o benefício.

O ex-senador está preso na cadeia pública de Guayaramerín e somente poderá ser transferido para o Brasil com autorização do governo da Bolívia. Calixto Filho é dono do jornal "Estadão do Norte" e exerceu mandato de senador pelo PMDB em 2004, quando Amir Lando (PMDB-RO), de quem era suplente, assumiu o Ministério da Previdência.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do ex-senador. Em 2008, quando Calixto Filho foi preso na operação Titanic, um irmão dele, que é advogado, negou que o ex-senador tenha praticado tráfico de influência.


Folha

Nenhum comentário:

O que Bolsonaro pode acessar de mídia na prisão domiciliar

 30.03.2026 As medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) na prisão domiciliar incluem  restrições ao uso de redes sociais, eq...