Durante três dias sem
chuva na maior parte do Espírito Santo, uma grávida foi resgatada em uma área
isolada pela enchente e teve o filho dentro do bote dos bombeiros. Parte de uma
ponte caiu no distrito de Pontal do Ipiranga, no muncípio de Linhares. Na
Grande Vitória, mesmo com sol, bairros continuavam alagados. A Defesa Civil
registrou a 24ª morte e mais de 1700 pessoas voltaram para suas casas. No
estado, 69% das cidades foram afetadas pelas chuvas.
Em Vila Velha, mais de
10 bairros continuavam alagados. Para resolver o problema, a prefeitura abriu
as três comportas do Rio Jucu. A expectativa é dar vazão a água acumulada nas
comunidades pelo Canal Guaranhuns, neste domingo (29). A auxiliar de enfermagem
Janete Medeiros, de 53 anos, encontrou uma cobra atrás do sofá. "Além da
cobra, vivo encontrando ratos morto e nesta manhã o muro da casa do meu vizinho
estava tomado pro caramujos africanos", contou.
Na Serra, os bairros mais afetados pela chuva foram Central Carapina e José de Anchieta II. Pelo menos duas mil casas ficaram embaixo d'água. A venderora Lucinéia Fonseca conseguiu voltar para casa, em Central Carapina, mas encontrou muita coisa destruída. Ela ficou fora por três dias. "Agora é reconstruir. Trabalhar para conseguir tudo novamente", disse.
No Norte do estado, no município de Aracruz, o Rio Riacho está com10 metros de
profundidade, oito acima do nível normal e a comunidade de Vila do Riacho ficou
alagada. A Defesa Civil começou a levar cestas básicas à reserva indígena de
Comboios, que está isolada. O local é uma ilha. Em Nova Venécia, uma indústria
de leite que recebe, em média, 200 mil litros por dia, no período das enchentes
recebeu apenas 20 mil litros. O prejuízo foi de mais de R$ 1 milhão.
Ponte quebrada
Em Linhares, parte da ponte que liga a sede da cidade ao distrito de Pontal do Ipiranga desabou na manhã deste sabado. A cozinheira Rosana Ramalho mora na localidade e contou que tudo está indundado desde a tarde desta sexta-feira (27). "Não temos mais como comprar comida e água. Na minha casa entrou mais de um metro de água, mas deu para colocar os móveis para cima. Estamos preocupados porque ainda há muitas crianças e idosos para serem resgatados", falou.
FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, no final desta tarde, que os resgates no distrito foram iniciados. Cerca de 100 moradores estavam em situação de socorro, então foi montado um esquema especial usando dois helicópteros. Um deles ficou responsável apenas pelo resgate de pessoas. O outro ficou com as viagens de ida para levar mantimentos para a população e na viagem de volta resgatava mais pessoas. Durante todo este sábado, a FAB informou que fez uma varredura na região leste de Linhares, fazendo trabalhos de resgate.
Risco
Famílias estão em casas condenadas devido as fortes chuvas, mas se recusam a deixaá-las. Em Cariacica, na Grande Vitória, a dona de casa Creuzimar Soares, teve sua casa interditada pela Defesa Civil. "De uma hora para outra desceu tudo. Foi um susto. Mas não temos condições de sair daqui para pagar um aluguel", contou. A Serra é um dos 45 municípios que está em situação de emergência.
Também em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do estado, ainda existem vários pontos de riscos que podem levar perigo aos moradores, segundo a Defesa Civil Municipal. O comerciante Geneci Marques, trabalha em uma loja que fica em frente a um barranco. "Tenho muito medo de cair barreiras próximo à loja", falou. O aconselhável é que as pessoas deixem essas áreas.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Cleidson Mar, afirma que a solução para recuperar áreas de risco do município é a longo prazo. "São obras caras e de grande porte. O mais importante é que as pessoas que moram em áreas de riscos fiquem atentas a alguns sinais, como aumento de rachaduras nas paredes", afirmou Cleidson.
G1
Na Serra, os bairros mais afetados pela chuva foram Central Carapina e José de Anchieta II. Pelo menos duas mil casas ficaram embaixo d'água. A venderora Lucinéia Fonseca conseguiu voltar para casa, em Central Carapina, mas encontrou muita coisa destruída. Ela ficou fora por três dias. "Agora é reconstruir. Trabalhar para conseguir tudo novamente", disse.
No Norte do estado, no município de Aracruz, o Rio Riacho está com
Ponte quebrada
Em Linhares, parte da ponte que liga a sede da cidade ao distrito de Pontal do Ipiranga desabou na manhã deste sabado. A cozinheira Rosana Ramalho mora na localidade e contou que tudo está indundado desde a tarde desta sexta-feira (27). "Não temos mais como comprar comida e água. Na minha casa entrou mais de um metro de água, mas deu para colocar os móveis para cima. Estamos preocupados porque ainda há muitas crianças e idosos para serem resgatados", falou.
FAB
A Força Aérea Brasileira (FAB) informou, no final desta tarde, que os resgates no distrito foram iniciados. Cerca de 100 moradores estavam em situação de socorro, então foi montado um esquema especial usando dois helicópteros. Um deles ficou responsável apenas pelo resgate de pessoas. O outro ficou com as viagens de ida para levar mantimentos para a população e na viagem de volta resgatava mais pessoas. Durante todo este sábado, a FAB informou que fez uma varredura na região leste de Linhares, fazendo trabalhos de resgate.
Risco
Famílias estão em casas condenadas devido as fortes chuvas, mas se recusam a deixaá-las. Em Cariacica, na Grande Vitória, a dona de casa Creuzimar Soares, teve sua casa interditada pela Defesa Civil. "De uma hora para outra desceu tudo. Foi um susto. Mas não temos condições de sair daqui para pagar um aluguel", contou. A Serra é um dos 45 municípios que está em situação de emergência.
Também em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do estado, ainda existem vários pontos de riscos que podem levar perigo aos moradores, segundo a Defesa Civil Municipal. O comerciante Geneci Marques, trabalha em uma loja que fica em frente a um barranco. "Tenho muito medo de cair barreiras próximo à loja", falou. O aconselhável é que as pessoas deixem essas áreas.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Cleidson Mar, afirma que a solução para recuperar áreas de risco do município é a longo prazo. "São obras caras e de grande porte. O mais importante é que as pessoas que moram em áreas de riscos fiquem atentas a alguns sinais, como aumento de rachaduras nas paredes", afirmou Cleidson.
G1
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