sábado, 15 de junho de 2013

Prefeito Roberto Bayma entrega veículos novos a população

15/06/2013

O Prefeito Roberto Bayma, entregou na manhã de hoje (15) na Cidade de Bom Jesus cinco veículos novos, sendo 04 0Km e 01 seminovo. Os veículos foram adquiridos dois com recursos próprios do município, dois em convênio com o Governo Federal PAC2 e 01 em regime de comodato com o Governo do Estado.

                             
 Os veículos Clio da Renault foram entregues as Secretarias de Educação e Ação Social. Já o veículo besta ficará a disposição do gabinete do prefeito e servirá para transportar para a capital pessoas que necessitem de tratamento fora de domicílio.
Já a motoniveladora e a retroescavadeira ficará a disposição da secretaria de Transportes , e servirá para os trabalhos de recuperação e concertos das estradas, construção de açudes etc.

uma grande multidão aguardou o Prefeito Roberto Bayma na Vila São José em frente a residência do ex-vereador Batista, onde após a chegada dos veículos foi feita uma carreata com toda frota do município pela zona rural ou seja: Sítio Mastruz, Mata fresca, Forquilha e finalmente  pelas ruas da cidade finalizando na prefeitura onde foram entregues oficialmente a população.

Várias autoridades acompanharam o Prefeito Roberto Bayma neste evento, como o Vice Prefeito Francisco Filho, a presidente da Câmara Francisca Gonçalves (Neide)e seu esposo o líder Dão, o vereador Tito Líbio, além dos secretários Fabiano Gonçalves da Administração, José Etiene de Oliveira - Finanças, Eliener Dantas - Educação, Givaldo Gonçalves - Agricultura, José Iomar (nenem de Chuvisco) Esporte, Everaldo Lins - Transporte, além de assessores, professores, diretores de escola, alunos e o povo em geral.
O prefeito Roberto falou no paço da Prefeitura aos presentes, primeiramente agradecendo a todos pela participação na solenidade de entrega dos veículos, e disse está orgulhoso de representar o povo de Bom Jesus sabendo que em apenas 06 meses já tem feito o que os outros não conseguiram fazer em 32 anos, pois estamos saindo do atraso e partindo para o progresso.  Bayma disse que além desses veículos assinou com o Governo federal convênio da estiagem que permite o município receber uma enchedeira, uma caçamba e um carro pipa, se tudo der certo até o final estaremos recebendo. disse. 

Veja o Vídeo:




Falou ainda que são várias ações que o mesmo tem realizado nestes 06 meses como por exemplo: recuperação de três escolas na zona rural, recuperação de passagem molhada, poço arteziano do são félix, roço das estradas, calçamento do conjunto Maria Singular de Brito, pagamento em dia do funcionalismo além de pagar neste mes de junho 50% do décimo terceiro salário e realizar o São João de Bom Jesus.


veja as fotos:



Fotos e redação Jocerlan Guedes
cancaonoticias

Assembleia da PB homenageia contadores

15/06/2013

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou sessão especial para comemorar o Dia do Profissional da Contabilidade, celebrado em 25 de abril, na manhã desta sexta-feira (14), no plenário José Mariz. A sessão, proposta pelo deputado Janduhy Carneiro (PEN), ocorreu no Plenário José Mariz e contou com a presença de várias autoridades do setor contábil do Estado, a exemplo do presidente do Conselho Regional de Contabilidade da Paraíba (CRC-PB), Gilsandro Costa de Macedo.

No seu discurso, o deputado Janduhy Carneiro destacou que o profissional de Contabilidade é indispensável para sociedade e para o sistema econômico brasileiro. “A contabilidade é uma tarefa milenar, a missão dos contabilistas reúne misto de nobreza e responsabilidade social, amenizando a desigualdade e contribuindo para o aumento do emprego e a redução da corrupção”, disse.

Janduhy aproveitou a oportunidade para anuncia que irá apresentar projeto de Lei na ALPB com o objetivo de instituir na Paraíba o dia estadual do Contador Público, a ser comemorado no dia 28 de maio. “Essa é uma pequena contribuição pela longa jornada que os contabilistas empreendem rumo à consolidação de um novo patamar de valorização social, financeira e cultural”, declarou.

Além de Janduhy Carneiro e Gilsandro Macedo, compuseram a mesa da solenidade o deputado federal Damião Feliciano (PDT); o conselheiro federal do CRC, Edson Santos de Morais; a contadora geral do Município de João Pessoa, Rosário Montenegro; o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, João Júnior; o presidente do Sindicato dos Contabilistas da Paraíba, Laércio Braga; o auditor Rodrigo Paiva, representando o chefe da CGU na Paraíba, Fábio Araújo; o auditor federal Aderaldo Leite, representando o Tribunal de Contas da União (TCU); e o professor Paulo Cesar, coordenador do curso de Contabilidade da Unipê.

A deputada Olenka Maranhão (PMDB) também participou da sessão e enfatizou a importância do profissional da Contabilidade. “Os contadores são imprescindíveis para o desenvolvimento e controle social”, sustentou. Já o deputado Damião Feliciano disse que a Contabilidade é uma classe de cunho social.


Agradecimento

O presidente do CRC-PB, Gilsandro Costa de Macedo, agradeceu aos deputados Janduhy Carneiro e Damião Feliciano, por representarem e defenderem, respectivamente, os interesses da categoria contábil na Casa de Epitácio Pessoa e na Câmara Federal. Ele também fez um balanço das ações desenvolvidas pelo CRC no estado em defesa dos contadores e da sociedade em geral. “Obrigado a Assembleia Legislativa, através do deputado Janduhy Carneiro, pela atenção e apoio que tem dado as causas da Contabilidade”, afirmou.

Gilsandro Costa também colocou o CRC-PB à disposição da Assembleia Legislativa para auxiliar nas discussões de questões contábeis e financeiras que tramitem na Casa. “Que esta casa possa usufruir dos conhecimentos técnicos, sobretudo nas questões relacionadas ao regulamento do ICMS da Paraíba”, afirmou.


Assessoria da ALPB

Radialistas paraibanos vão às urnas neste sábado

15/04/2013

Radialistas vão às urnas neste sábado, nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, Mamanguape, Sousa e Cajazeiras, das 8h às 17h, para eleger a diretoria do Sindicato dos Radialistas da Paraíba (STERT-PB) para o triênio 2013/2016.

O presidente da entidade, Moisés Marques, disputa à reeleição com a chapa “Radialistas no Rumo Certo”, com o compromisso de dar continuidade às ações que estão sendo executadas para o fortalecimento da categoria, que representa a maior parte da imprensa paraibana, do Litoral ao Sertão. Bem como, uma forma de consolidar vários projetos em andamento em prol dos radialistas, dentre eles, a conclusão da sede social da entidade, no bairro do Bessa; a ampliação da sede funcional; expansão das parcerias, a exemplo das que estão em andamento visando à oferta de habitação por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, para destinar casas ou apartamentos para os radialistas que não têm casa própria.

“A nossa candidatura à reeleição têm o compromisso com os radialistas paraibanos, no que diz respeito à valorização profissional, a garantia do mercado de trabalho e a luta incessante em defesa dos principais anseios de nossa categoria, seja na área social, econômica ou jurídica, como também junto à sociedade”, afirmou Moisés, conclamando a categoria para participar das eleições deste sábado.

O processo eleitoral do Sindicato dos Radialistas, no qual serão escolhidos a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal da entidade e os Delegados Representantes junto à Federação Nacional dos Radialistas (FENARTE), com os respectivos suplentes. O processo eleitoral ocorrerá com as mesas receptoras e apuradoras de votos serão instaladas em cinco cidades: João Pessoa, Campina Grande, Mamanguape, Sousa e Cajazeiras.

Em João Pessoa, a eleição será no auditório da AOB, na Rua Rodrigues de Aquino, nº 37, Centro. Em Campina Grande, no Shopping Ramos, sala 206, 2º andar, localizado na Av. Floriano Peixoto, nº 434, no Centro. Em Mamanguape, na Câmara Municipal, localizada na Av. Duque de Caxias, S/N, Centro. Em Sousa, na Câmara Municipal, na Rua Nabor Maia, nº 17, Centro. Em Cajazeiras na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), na Rua Padre José Tomaz, nº 334, Centro. Todo o processo está a cargo da Comissão Eleitoral composta por Andréia Karlata Farias Fernandes dos Santos, por Paulo Rodrigues da Silva e Adriana Karlota Farias Fernandes dos Santos.




Assessoria 

Favoritos, azarões, lista de jogadores, estádios: o guia das Confederações

15/06/2013

Três potências, quatro candidatos, uma zebraça e belos estádios formam o  aperitivo de luxo para o grande evento que todos aguardam no ano que vem. Neste sábado, quando a cerimônia de abertura tomar conta do Mané Garrincha, em Brasília, às 15h, o mundo do futebol se volta para a Copa das Confederações 2013, principal competição antes da Copa de 2014.
O jogo entre Brasil e Japão, às 16h, não será só o início de um grande teste para a Seleção, mas também para os acessos ao estádio, comportamento do público, segurança, transmissão, tudo o que envolve um evento de grande porte.
Observações à parte nas seis sedes (Brasília, Recife, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte e Rio), o evento também será a chance de ver como irão se sair Neymar e companhia na primeira competição sob o comando de Felipão, além do desempenho das também favoritas Espanha e Itália.
Contando com a antiga Copa Rei Fahd, competição que deu origem à Copa das Confederações em 1992, esta será a oitava edição do evento do qual o Brasil é tricampeão (1997, 2005 e 2009), e a França é bi (2001 e 2003). Argentina (1992), Dinamarca (1995) e México (1999) conquistaram uma vez cada.
As oito seleções -  os campeões de Conmebol (América do Sul), Uefa (Europa), Concacaf (América do Norte, Central e Caribe), CAF (África), AFC (Ásia) e OFC (Oceania), mais o país-sede e o último campeão mundial - dividem-se em dois grupos de quatro, de onde se classificam dois de cada para as semifinais. Se houver empate no mata-mata, prorrogação de 30 minutos, e persisitindo a igualdade, cobranças de pênaltis.
Como a atual campeã mundial também conquistou o título da Eurocopa 2012, a vice europeia Itália herdou a vaga do continente.
Globoesporte

Ministro da Justiça vê 'excesso' da polícia paulista durante protesto

15/06/2013

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta sexta-feira (14), após analisar imagens da atuação da polícia de São Paulo nos protestos desta quinta contra o aumento das tarifas do transporte coletivo, que houve “excesso” por parte dos policiais.
Na visão de Cardozo, a demonstração "cabal” de que teriam ocorrido abusos da polícia é o fato de o secretário de Segurança, Fernando Grela, ter determinado a abertura de investigação para averiguar o comportamento dos policiais.
“Me congratulo com o governo de São Paulo por ter aberto uma sindicância para apurar. Espero que, efetivamente, comprovada a ocorrência de abusos, se aplique com rigor as penas da lei. Não podemos aceitar a violência policial em um estado democrático como vivemos”, disse o ministro.
No quarto dia de protestos, a polícia atingiu manifestantes com balas de borracha e gás lacrimogêneo na área central da cidade. Ao menos 200 foram detidos.
“Na noite de ontem [quinta], tivemos uma situação que, evidentemente, não podemos aceitar. Pelo que vi, houve excessos e situações de violência policial que considero inaceitáveis. Não acho correto que a polícia pudesse atingir as pessoas como mostram as imagens”, disse Cardozo em entrevista coletiva no Ministério da Justiça.
A manifestação de quinta-feira começou por volta das 17h no Centro de São Paulo. O protesto e os confrontos levaram ao fechamento de lojas e ao bloqueio de ruas na área central da cidade. Segundo a PM, foram apreendidos coquetéis molotov, facas e maconha.

Também em entrevista nesta sexta, o secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, defendeu a ação da PM no protesto. "A atuação da polícia foi correta e nós temos o compromisso de esclarecer todos os casos de abuso", afirmou.

Mesmo ressalvando que não cabe a ele “cobrar nada” do governo paulista, Cardozo disse esperar que os policiais que eventualmente tenham cometido violência “sem justificativa” sejam punidos. De acordo com o ministro, a violência praticada por forças do Estado não pode ser “tolerada”.
“Não podemos aceitar violência, independentemente de onde ela parta. A polícia tem o dever de nunca agir de forma arbitrária ou violenta. Por isso é que os policiais recebem treinamento, para se comportarem como a lei manda. [A polícia] não pode permitir abusos por parte de quem se manifesta, mas também não pode cometer. Essa situação de equilíbrio é que temos de buscar”, ressaltou.
Cardozo disse que nos protestos de quarta (12) não recebeu relatos de abusos de policiais na tentativa de controlar os manifestantes. Mas nesta quinta, segundo o ministro, a situação foi diferente.
“Ontem [quinta], vi outra realidade. Agora, o que determinou isso [a violência policial], é a investigação que vai ter de identificar”, declarou.
À disposição
Cardozo disse que o governo federal tem acompanhado os desdobramentos das manifestações em São Paulo “porque tem responsabilidades nacionais”.

Ele explicou que todas as situações que envolvem assuntos de segurança pública têm de ser monitoradas pelo Executivo federal, "principalmente, às vésperas de grandes eventos”, disse, em referência à Copa das Confederações.
Cardozo, como já havia manifestado no dia anterior, colocou a estrutura do governo federal à disposição dos estados nos quais têm ocorrido atos de vandalismo em manifestações públicas, incluindo São Paulo. Ele ressaltou que, dentro de suas limitações, a União pode oferecer o apoio que os estados acharem que o governo pode dar.
“Não creio que São Paulo precise de efetivos, já que o estado tem o maior efetivo do Brasil, que é inclusive maior do que o da Marinha e da Aeronáutica. Mas, se caso o governo estadual quiser, podemos auxiliar com serviços de inteligência policial. Podemos ajudar na mediação de conflitos. A Força Nacional tem expertise na atuação de distúrbios civis”, sugeriu o titular da Justiça.
G1

Quem são os manifestantes que pararam as grandes cidades do país

15/06/2013

De onde vêm, o que querem e como agem os jovens que foram às ruas protestar contra o aumento das passagens do transporte público.


>>Este texto faz parte da edição de ÉPOCA desta semana. Na revista que chega às bancas no fim de semana, saiba mais sobre esses jovens.
Quinta-feira à noite na cidade de São Paulo. Bares, restaurantes e casas noturnas costumam fazer de alguns bairros paulistanos referências mundiais de entretenimento noturno, numa prova de que a capital paulista não dorme. Quando o paulistano não trabalha, está se divertindo. Tal organismo pulsante de luz e vida tem uma medula, a Avenida Paulista. Às 22 horas da última quinta-feira, dia 13, o mais conhecido cordão de asfalto da cidade estava silencioso, tomado por uma fina névoa de gás lacrimogêneo. Como no início do século passado, cavalos percorriam a via pública em galope desabalado. Talvez como sinal dos tempos, os animais eram comandados por integrantes do Regimento de Cavalaria 9 de Julho da Polícia Militar. Junto dos batalhões de choque, da Força Tática e da Rota, a cavalaria expulsava quem tentasse passar pela avenida. A Paulista se transformara numa zona militarizada. A PM reafirmava sua autoridade, após umviolento confronto com militantes do Movimento Passe Livre (MPL), que fazia seu quarto protesto contra o aumento da passagem de ônibus na cidade neste mês.
Capa - Edição 786 (Foto: ÉPOCA)
Os manifestantes, jovens em sua maioria, haviam chegado à Paulista por volta das 21 horas em três grupos – pelas ruas Augusta, Haddock Lobo e Bela Cintra. Vinham do centro de São Paulo, empunhando cartazes contra a elevação de R$ 3 para R$ 3,20 nas tarifas de transporte público. Como se comemorassem a conquista de campeonato de seu time do coração, cena comum para o local, entoavam ataques ao prefeito Fernando Haddad (PT), ele mesmo um militante estudantil em seus tempos de aluno de Direito na Universidade de São Paulo, nos anos 1980: “Dança, Haddad, dança aqui até o chão; aqui é o povo unido contra o aumento do busão”. Motoristas e pedestres assustados tentavam correr dos manifestantes. Carros pegavam a contramão na movimentada avenida, em sinal de pânico. Dois dias antes, outro protesto deixara um rastro de destruição, com estações de metrô e pontos de ônibus depredados – além de agências bancárias.  
Pouco antes do protesto de quinta-feira, a Polícia Militar de São Paulo, subordinada ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), decidira que, em hipótese alguma, permitiria que o protesto chegasse mais uma vez à Paulista. “Eles (manifestantes) tinham concordado com esse entendimento”, disse Alckmin ao explicar a ação violenta de policiais para interromper o protesto. Se concordaram, mudaram de opinião. A presença na Paulista foi claramente definida por integrantes do movimento como um objetivo a atingir. Alckmin tomou a decisão de ser duro na repressão em comum acordo com Haddad e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, numa rara união entre autoridades tucanas e petistas. Juntos, eles também decidiram não recuar em relação ao novo preço da tarifa de transporte, implantado no último dia 2 e válido para ônibus, metrô e trens da capital. A inusitada parceria dos adversários políticos é um sinal da surpreendente força adquirida pelos protestos e seus organizadores, o Movimento Passe Livre. 
Criado em 2005, por jovens num acampamento do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, o MPL se diz independente de partidos políticos – mas se escora em alguns. Organiza-se por meio de redes sociais na internet, e alguns de seus membros defendem princípios anarquistas. Dizem lutar por transporte público gratuito e de qualidade para a população. Uma das principais bandeiras é a migração do sistema de transporte “privado” para um sistema gerido diretamente pelo Estado, com a garantia de acesso universal a qualquer cidadão, por meio do “passe livre” – o fim de cobrança de tarifa.
O apelo das autoridades para que suas reivindicações sejam apresentadas de modo pacífico, pelos canais democráticos tradicionais, não surtiu efeito até agora. O ativismo do MPL envolve ação direta, na rua. “A única maneira é parar o trânsito”, diz a estudante de letras da Universidade de São Paulo (USP) Raquel Alves, de 20 anos, militante do MPL. “Infelizmente, o vandalismo e a violência são necessários, para que apareça na mídia. Se saíssemos em avenidas gritando musiquinha, ninguém prestaria atenção.”

O MPL se inspira nos movimentos de jovens que nos últimos anos tomaram espaços públicos no Oriente Médio, na Europa e nos Estados Unidos. A ampla maioria dos militantes já nasceu num regime democrático, portanto não precisa lutar pela democracia, como os militantes da Primavera Árabe. Assemelham-se mais aos americanos do Occupy Wall Street ou aos envolvidos nos tumultos que marcaram capitais europeias, como Londres ou Madri em 2011. Todos protestam em meio ao que chamam de “crise do capitalismo”.
O antropólogo anarquista David Graeber, um ex-professor da Universidade Yale que se transformou em guru dessa juventude, afirma que o Occupy Wall Street se caracterizava pela recusa de lideranças tradicionais. Por oposição a partidos políticos ou organizações hierarquizadas – chamadas, no jargão dos ativistas, de “verticais” –, ele postulava um movimento sem hierarquia – “horizontal”. O protesto começou num pequeno parque no distrito financeiro de Manhattan e chegou a mobilizar milhares de pessoas que, inicialmente, culpavam o sistema financeiro pela crise econômica. Protestos eram marcados pela internet. Decisões eram tomadas em assembleias. Havia liberais e todo tipo de esquerdista. Analistas viram no Occupy Wall Street uma espécie de ressurgimento de ideais anárquicos, tanto na forma de organização como na rejeição às instituições. Embora seja diferente na forma, o MPL guarda semelhanças, na atitude, com essa nova linhagem de ativistas do século XXI. “Os jovens não estão apáticos como em décadas anteriores”, diz Gabriel Medina, coordenador de Juventude da prefeitura de São Paulo. Ex-coordenador da Juventude do PT, até há pouco tempo próximo ao MPL. 
O aumento das passagens em São Paulo e no Rio de Janeiro deveria ter acontecido no início do ano. Foi adiado seis meses, para atender a um pedido da presidente Dilma Rousseff, preocupada com a alta dos preços. Quando veio, ficou abaixo da inflação. Desde o aumento da tarifa de 2011, a inflação foi de 15,5%, o que justificaria um aumento maior que os 6,7% de São Paulo. Desde 2003, a inflação acumula alta de 81,7% – ante 88,2% de aumento da tarifa em São Paulo e 182,5% no salário mínimo.
Os números não sensibilizaram o MPL, cuja cartilha de protestos mistura técnicas das recentes ocupações no exterior a preceitos clássicos de guerrilha urbana. Entre os manifestantes presos pela PM na última semana, alguns portavam coquetéis molotovs e até facas. “Fechar as ruas com fogueiras e barricadas não fomos nós que inventamos”, disse a ÉPOCA o manifestante Marcelo (nome fictício). “Somos de um grupo de anarquistas e punks e pegamos carona para protestar contra tudo o que está aí”, afirmou mais tarde, logo após depredar um ônibus. 
A passeata de quinta-feira partiu do Theatro Municipal, no centro histórico paulistano. A organização estava sob a liderança de Mayara Longo Vivian, de 21 anos, uma estudante de geografia da USP. Ela usava três celulares ao mesmo tempo para definir os rumos do protesto. ÉPOCA testemunhou Mayara receber uma notícia: o grupo decidira seguir até o Parque do Ibirapuera, em vez de encerrar o protesto no local definido com a PM: a Praça Roosevelt. “Nós (o MPL) somos cerca de 15 pessoas. Não temos controle de tudo. Como estava pacífico, percebemos que daria para ir até lá (Ibirapuera)”, disse Mayara, um dia depois do protesto. Não deu. Após uma frustrada tentativa de negociação com a PM, a tropa de choque lançou bombas de efeito moral e gás lacrimongêneo. Os confrontos que se seguiram deixaram dezenas de feridos, entre eles jornalistas, atingidos por bombas e balas de borracha lançadas por policiais.  
Os integrantes do MPL negam ter líderes. Planejar os protestos e falar com a imprensa são funções restritas a um pequeno grupo, que não revela onde se reúne. “É mais presencialmente do que pela internet”, diz Mayara. As decisões centrais são repassadas aos demais e divulgadas por meio de redes sociais na internet. Apesar de se dizer apartidários, vários de seus adeptos do MPL defendem ideias revolucionárias e de esquerda. Na última manifestação, havia dezenas de representantes de partidos políticos, como PCO, PSTU ou PSOL. 
Na quinta-feira, ações semelhantes tomaram os centros do Rio de Janeiro e de Porto Alegre. No Rio, o elo com o MPL é feito por meio da central sindical Conlutas, ligada ao PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado). Ela patrocina greves e tem dado dor de cabeça a petistas, tucanos e peemedebistas. O PSTU ajudou a convocar o protesto no centro do Rio, que tomou a avenida Rio Branco. Os manifestantes gritavam slogans contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, do PMDB. O governador Alckmin diz não acreditar na independência do MPL. “É uma minoria, que faz trabalho político.”
Até a semana passada, o Palácio do Planalto pouco sabia sobre o MPL. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não antecipara à Presidência da República que poderiam ocorrer novas manifestações, muito menos com tamanho grau de virulência. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal acompanhasse o caso. A presidente Dilma preferiu ficar distante. O MPL promete mais barulho. Se suas ações não forem motivadas apenas pelo aumento das passagens de ônibus, ela talvez tenha de rever sua decisão. 
G1

Copa começa no DF com segurança reforçada, shows e vias fechadas

15/06/2013

Festa de R$ 5 milhões feita pelo GDF tem Gusttavo Lima e Águia de Asa.
Metrô terá horário estendido; segurana é feita por cerca de 10 mil homens.


A Copa das Confederações 2013 começa neste sábado (15) com a partida entre Brasil e Japão. Além do jogo, o GDF preparou uma festa que vai custar R$ 5 milhões e terá como principais atrações os shows de Gusttavo Lima, grupo Revelação e Asa de Águia. O trânsito a uma distância de três quilômetros do Estádio Nacional Mané Garrincha ficará bloqueado até que todo o público deixe o local do evento. Cerca de 10 mil homens trabalharão na segurança do evento.


O metrô vai funcionar em horário estendido e haverá esquema especial de ônibus e táxis, para atender o público que for assistir ao jogo ou participar da festa que acontece na Esplanada dos Ministérios. Os portões do estádio serão abertos às 12h. Às 14h30, haverá o espetáculo de abertura. A partida entre Brasil e Japão começa às 16h.


O público também vai poder parar os carros em outros seis estacionamento, na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto, na Feira Popular, junto à antiga Rodoferroviária, no Setor Comercial Sul (SCS), Setor Comercial Norte (SCN), Setor de Rádio e TV Sul (SRTVS), e Setor de rádio e TV Norte (SRTVN).
Serão fechadas as vias N1 e S1 do Eixo Monumental, no trecho entre a Rodoviária do Plano Piloto e a via L4. A N1 do Eixo Monumental (acesso no sentido Congresso Nacional - Rodoviária do Plano Piloto) ficará bloqueada entre a W3 e o Tribunal de Contas. A via S1 (que dá acesso ao Congresso) terá faixas reduzidas entre o Tribunal de Justiça e a Torre de TV. A via contorno do Parque da Cidade ficará em sentido único e anti-horário. A via de contorno do autódromo terá acesso restrito a veículos credenciados.


Estacionamentos
Motoristas poderão estacionar em uma das 20 mil vagas disponíveis no Parque da Cidade e em áreas próximas à arena. De acordo com o Detran, serão 13 estacionamentos no parque – o 12 será destinado aos táxis e o 13 para pessoas com deficiêcia e idosos.

Esquema de trânsito montado pelo Detran do DF para a abertura da Copa das Confederações (Foto: Agência Brasília/Divulgação)Esquema de trânsito montado pelo Detran do DF para a abertura da Copa das Confederações. Pontos em vermelho são estacionamentos dentro do Parque da Cidade; ponto em verde é área de estacionamento para portadores de necessidades especiais e idosos (Foto: Agência Brasília/Divulgação)
"Os bolsões do Parque da Cidade, a plataforma superior da rodoviária [do Plano Piloto] e a antiga Rodoferroviária continuam sendo os melhores locais para deixar o carro. Em todos esses pontos haverá ônibus para levar o torcedor ao estádio", disse o diretor de policiamento do Departamento de Trânsito, Nelson Leite.
Ônibus

O GDF vai também vai oferecer ônibus gratuito, saindo do Parque da Cidade ou na saída do estádio, para quem estiver com o ingresso do jogo em mãos. A isenção de tarifa é válida das 12h às 21h. Na Rodoviária do Plano Piloto e na antiga Rodoferroviária, haverá linhas circulares ao custo de R$ 1,50. O ponto final de todas as linhas é o terminal montado próximo à Torre da TV, a 700 metros do estádio.

Esquema no Metrô

O metrô funcionará  em horário especial. A companhia informa que os trens começam a circular às 6h de sábado e finalizam as atividades à 1h do dia 16. Até as 23h30 todas as estações estarão abertas para embarque e desembarque. A partir deste horário, o embarque será feito somente na estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto. O desembarque ocorrerá normalmente nas outras estações.

A ampliação do horário de funcionamento foi um pedido da Secretaria Especial da Copa para atender também ao público que deverá participar das atividades relativas ao jogo, na Esplanada dos Ministérios. Segundo o governo, são esperadas cerca de  200 mil pessoas na área central de Brasília.


Táxi
Segundo a presidente do sindicato dos taxistas do DF, Maria do Bonfim, 3,4 mil táxis vão circular pelo Distrito Federal no sábado. Os veículos vão operar com bandeira 2, que é praticada habitualmente aos sábados, domingos e feriados. O valor da tarifa é de R$ 2,82 por quilômetro rodado. A bandeirada (valor inicial do taxímetro) é de R$ 4,08.

Para a ida ao estádio, haverá carros disponíveis nos principais pontos da capital, como o aeroporto Juscelino Kubitscheck, os setores hoteleiros e as áreas próximas à rodoviária do Plano Piloto e ao Congresso Nacional. Os veículos só poderão seguir até o limite de três quilômetros de distância do estádio. Há um estacionamento especial para táxis numa área do Parque da Cidade.

Para a saída do jogo, o torcedor poderá embarcar no estacionamento do Brasil 21, entre 17h e 20, e na área ao lado do Teatro Nacional, entre 19h e 1h de domingo. Segundo o sindicato, são 500 táxis à disposição nos dois locais, para que o público não tenha dificuldades em encontrar o transporte.

Acessos a estacionamentos e rotas
1) Área Norte:
SRTVN – acesso pela W3 Norte e Vias N3 ou N4;
SCN – acesso pelo Eixo Rodoviário Norte Oeste (ERNW – “Eixinho de cima’’);
Plataforma superior da rodoviária – acesso pelo Eixo Rodoviário Norte Oeste (ERNW – “eixinho de cima”) ou Eixo Rodoviário Norte Leste (ERNL –“eixinho de baixo”).

2) Área Sul:

Parque da Cidade – acesso pelos portões das quadras 907 e 911 Sul e do Sudoeste pela Epig;
SRTVS – acesso pela W3 sul, S3 ou S4;
SCS – acesso pelo Eixo Rodoviário Sul Oeste (ERSW – “eixinho de cima”);
Plataforma superior da rodoviária – acesso pelo Eixo Rodoviário Sul Oeste (ERSW – “eixinho de cima”) ou Eixo Rodoviário Sul Leste (ERSL – “eixinho de baixo”).

3) Área Oeste:

Shopping Popular (antiga Rodoferroviária) – acesso pela Epia.

Vias restritas (devem ser evitadas):
N1 estará parcialmente bloqueada.
W3 Norte estará com grande fluxo de veículos oriundo do bloqueio da via N1.
W5 Norte deverá ser evitada em razão do bloqueio parcial a partir do Colégio Militar e o grande número de veículos.

Aeroporto
A Inframerica, consórcio que administra o aeroporto JK, estima que 153 mil pessoas circulem pelo terminal entre sexta e domingo (14 e 16). O número é 30% maior do que os 117 mil passageiros que o aeroporto recebe habitualmente durante o período.

Nesta sexta-feira (14), a concessionário inaugurou mais 1,3 mil vagas de estacionamento, aumentando a capacidade para 3,1 mil. A empresa anunciou que vai concentrar maior número de pessoas para atender o público especialmente no período 12 horas antes e 12 horas depois do jogo de abertura da Copa das Confederações.

Segundo a concessionária, o número de funcionários em escala no fim de semana vai passar de 293 para 396, um aumento de 35%. A empresa informou que foram feitos ajustes nas escalas de operações, nos serviços de atendimento ao usuário, nos servidores que atuam no pátio, na limpeza, manutenção e segurança. Todos os lojistas que atendem no terminal receberam informações sobre a operação e os horários de pico previstos, segundo a Inframerica.

Segurança
O DF terá seis mil homens da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros e outros 3,7 mil das Forças Armadas atuando na abertura da Copa das Confederações. Policiais Federais e agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) também fazem parte do esquema de proteção do evento.

A maior parte da segurança do DF será feita Polícia Militar – 3,1 mil homens. Dos policiais militares, 500 ficarão na área interna do estádio e outros 1,2 mil nos arredores da arena e em áreas estratégicas, como o aeroporto e o Setor Hoteleiro. Outros 1,4 mil estarão na festa da Esplanada dos Ministérios.


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