terça-feira, 18 de junho de 2013

Câmara Municipal de Bom Jesus encerra período Legislativo com reprovação de contas de ex-prefeito

18/06/2013

A Câmara Municipal de Bom Jesus, encerrou na tarde de hoje (18), o seu primeiro período Legislativo de 2013, a sessão foi presidida pela Senhora Francisca Gonçalves da Silva e compareceram a ultima Sessão legislativa os vereadores Tito Líbio Dias, Tomaz Duarte, Manoel Tomaz, João Melquiades de Freitas, Américo Vespúcio Furtado Pereira, Elizaneide Moreira e Evandro Abel deixou de comparecer o vereador Robério Tomaz. Também estiveram presentes os secretários Eiener Dantas Sec  Educação, Givaldo Gonaçalves -  Sec Agricultura, Everaldo - Sec Transportes um bom número de pessoas também se fizeram presentes.

Durante a sessão foi apresentado a LDO - Lei de Diretrizes Orçamentária 2014  e as contas do ex-prefeito Evandro Brito relativas ao exercício de 2008 que recebeu parecer contrário do Tribunal de Contas do Estado.

Na ordem do dia a Presidente colocou em votação o parecer do Tribunal de Contas que teve cinco votos favoráveis e três contrário, com isso manteve a decisão do TCE, complicando assim o futuro político do ex-prefeito Evandro Brito. Houve ainda bate boca entres os vereadores Evandro Abel e João Melquíades e o Vereador Tito Líbio com a vereadora Elizaneide, que foram apaziguados pela Presidente Neide.

No final a Presidente Neide agradeceu a presença de todos e desejou a todos um feliz recesso Legislativo.
 

cancaonoticias
Fotos Jocerlan Guedes

Mulher é presa após matar o marido, decepar o pênis e dormir com o corpo por 19 dias no RJ

18/06/2013

Um crime com requintes de crueldade foi desvendado por policiais da 58ª DP (Posse): uma mulher matou o marido a facadas, decepou o pênis dele e dormiu ao lado do corpo durante 19 dias. O assassinato aconteceu no bairro Cerâmica, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Luzinete Silva de Paula, de 50 anos, foi presa nesta segunda-feira.

Levada para a delegacia, ela chorou, confessou o crime e disse estar arrependida. Alegou que teve uma crise de ciúmes e, por isso, assassinou Antônio Joaquim de Carvalho, de 78 anos, em 28 de maio.

- Achei que ele tinha um caso com outra mulher. Depois, fiquei esse tempo com o corpo porque a minha mente estava bloqueada. Durante esses dias, não comi. Só tomei café e fumei - contou ela.

Os policiais chegaram até Luzinete depois de receberem uma denúncia de vizinhos. Eles sentiram um forte cheiro saindo da residência onde o casal morava. Na cama, eles encontraram o corpo de Antônio, em avançado estado de decomposição. Ao lado, um colchonete onde a acusada dormia.

Segundo policiais da 58ª DP, Luzinete passará por avaliação psicológica. Os agentes disseram ainda que ela já foi presa por roubo, furto e uso de drogas.



ExtraOnline

Homem corta orelha e dedos da mão da ex-mulher com facão

18/06/2013


Um homem decepou os quatro dedos da mão direita da ex-mulher e ainda cortou sua orelha esquerda porque estava inconformado com a separação. A tragédia aconteceu no dia 20 de maio, mas veio à tona apenas nesta segunda-feira (17), quando a doméstica Maria dos Santos Silva, 35 anos, procurou a delegacia para denunciar a agressão.

Segundo a denúncia, a vítima estava em um dos quartos de sua residência, localizada no bairro Areial no município de Mamanguape (distante 62 quilômetros de João Pessoa), quando foi supreendida pelo ex-companheiro, o mototaxista José de Arimatéia Vicente Rodrigues, que desferiu vários goles de facão contra ela.

O motivo seria a separação do casal. Além de receber vários cortes na orelha esquerda, rosto e costas, Maria teve os quatro dedos da mão direita mutilados e o braço esquerdo quase decepado. Segundo Maria, antes de atacá-la, o acusado disse que ela iria embora, mas levaria uma lembrança para o resto de sua vida.

Após o crime, a vítima foi socorrida pelo patrão e levada ao hospital da cidade de Rio Tinto. Em seguida, Maria dos Santos foi encaminhada ao Hospital de Emergência e Trauma da Capital, onde passou oito dias internada e realizou diversas cirurgias de reconstituição.

Ainda segundo relato da vítima, ela só escapou porque a filha de 13 anos (enteada do acusado), agarrou-se com ele e pediu que não a matasse. Em entrevista a repórter Jaceline Marques, da TV Correio, o mototaxista disse que estava arrependido e que a culpa seria de sua ex-mulher. "Ela procurou, me maltratou por três dias. Eu não sou de ferro", disse.

Dez dias após o crime, o acusado se apresentou na delegacia de Mamanguape com um advogado, onde prestou depoimento e foi solto. A reportagem completa você confere no programa Correio Verdade desta terça-feira (18), com Samuka Duarte.


Portal Correio 

Veja o que parlamentares disseram sobre a invasão no Congresso

18/06/2013

o G1, em Brasília
808 comentários
Saiba o que deputados e senadores disseram sobre a manifestação desta segunda-feira (17), em que participantes de um protesto em Brasília invadiram a marquise do Congresso Nacional.
Eduardo Suplicy, senador (PT-SP)
"Acabou a sessão e chegamos a ir até o Salão Negro para eventual diálogo com o movimento, mas observamos o movimento disperso. Havia informações sobre vidro quebrado na Câmara, e o pessoal da segurança achou por bem não irmos conversar.´[...] [O presidente do Senado, Renan Calheiros] está preocupado que todas as ações sejam de não violência, de não agressão. Achamos que uma coisa é lliberdade de manifestação, de expressão, que precisa ser garantida, mas essas ações de quebra-quebra nós consideramos graves."

Jair Bolsonaro, deputado (PP-RJ)
"Eu acredito que nada acontece por acaso. É um movimento que começou com a passagem. Vejo dedo do PT nisso tudo porque adiou ao aumento do preço da passagem em São Paulo, mas agora perdeu o controle do movimento. O PT sabe que esse aumento vai influenciar na inflação. Vejo que o governo do PT vai ter dificuldades na próxima eleição. Eu vejo por um lado bom, dá um chega pra lá nessa casta política."

Jean Wyllys, deputado (PSOL-RJ)
"Fui um dos primeiros a condenar a criminalização das manifestações. Vejo como um movimento típico da contemporaneidade, organizado pela rede e de objetivos diversos. É um movimento que não tem face, está fora dos partidos e ganha nuances diferentes em cada cidade. O que une todos é a busca por qualidade de vida nas grandes cidades, justiça social e mobilidade urbana. A ocupação do Congresso representa uma insatisfação com os poderes públicos, com os representantes eleitos. As pessoas perceberam as relações espúrias de representantes com empresários que só querem lucrar".

José Agripino, líder do DEM no Senado
“Esta manifestação não é só de Brasília, é do Brasil. É uma manifestação de decepção com o governo, de pressão para que se tomem medidas de combate à inflação. É um protesto da classe média pedindo atenção para o brasileiro que pensa. Isso é democrático, é  manifestação própria da democracia. O movimento é mais ou menos ordeiro. São manifestações próprias do regime democrático, que precisam ser entendidas pelo governo.”

Marco Feliciano, deputado (PSC-SP)
"Como não há mais 'Felicianos' para ser cortina de fumaça ou boi de piranha, a mídia é obrigada a mostrar a real situação do Brasil. Manifestações pacíficas são legitimas, democráticas e bem vindas! A taça da paciência dos brasileiros transbordou! Abaixo aos vândalos!" (pelo Twitter).

Nilmário Miranda, deputado (PT-MG)
"Eu acho que, por enquanto, tem que ter calma e paciência. Claro que não podem passar de certos limites. Tem que administrar, conversar, é uma manifestação sem lideranças claras, sem objetivos claros, o que dificulta a negociação. Por enquanto, a situação não está sob descontrole. Aparentemente, estão protestando sem agressividade. É preciso muita paciência e tolerância para não tomar nenhuma medida precipitada, principalmente por parte da polícia, porque a repressão agrava, provoca reações descontroladas. É papel das polícias enfrentar situações adversas e monitorar a situação."

Paulo Paim, senador (PT-RS)
"Essa manifestação faz parte do processo democrático. O movimento se espraia por todo o país. Estamos em quatro senadores no Senado, acompanhando as manifestações. Mas é um alerta a todos os governantes, nas esferas municipal, estadual e federal, de que é preciso  mais investimentos em políticas públicas, transporte, saúde e segurança. A gente entende que é legítima a manifestação, mas estamos trabalhando na linha de que não se parta para a violência."

Rodrigo Rollemberg, líder do PSB no Senado 
“Estou dentro do Congresso, acompanhando a manifestação pela televisão. Havia disposição de fazer mediação com manifestantes, mas houve dificuldade porque não tem uma liderança, apesar de ser um grupo significativo. [...] Claro que não podemos concordar com violência, nem com depredação do patrimônio publico, mas estamos vendo que a maior parte dos manifestantes está agindo de forma pacífica.  Esperamos que a polícia evite, de forma pacífica, a invasão do Congresso, mas aguardamos com tranquilidade a saída dos manifestantes.”

Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara
"O povo está nas ruas protestando sobretudo pelos gastos com a Copa, contra a corrupção que tomou conta do governo mensaleiro" (pelo Twitter).

Manifestações atingem 12 capitais e têm cenas de violência

18/06/2013

Folha
Os protestos pelo país atingiram 12 capitais, reuniram mais de 215 mil pessoas e tiveram cenas de violência em sete delas: Rio, Belo Horizonte, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Maceió e Curitiba.

Eles reuniram a maior quantidade de manifestantes desde a mobilização dos caras-pintadas pelo impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992.
Embora tenha havido atos que concentraram mais gente desde então, não tinham esse caráter de protesto.

As manifestações de ontem (17) carregaram diversas bandeiras além de questionar as tarifas do transporte coletivo ---da ética na política a investimentos em saúde e contra gastos da Copa de 2014.

Muitos políticos foram alvos de repúdio, como a presidente Dilma Rousseff (PT), os governadores Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP).

Editoria de Arte/Folhapress

Na Esplanada dos Ministérios, houve ocupação do teto do Congresso. Sedes do Executivo ou Legislativo também foram alvo em São Paulo, Porto Alegre, Rio e Curitiba.

Apesar de as manifestações terem sido pacíficas em parte das 12 capitais, cenas de caos chamaram a atenção principalmente no Rio.

O ato na capital fluminense reuniu 100 mil pessoas e teve um dos confrontos mais violentos do país --com invasão da Assembleia, veículos incendiados e depredados.

Em Maceió, um adolescente de 16 anos foi atingido no rosto por um tiro. Hospitalizado, tinha estado estável à noite. O disparo, segundo a polícia, foi feito por um motorista que tentou furar um bloqueio dos manifestantes.

Em Belo Horizonte, a marcha rumo ao Mineirão, onde Nigéria e Taiti se enfrentaram pela Copa das Confederações, reuniu 15 mil pessoas.

Quinto protesto contra o aumento das tarifas

Eduardo Knapp/Folhapress
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PM reage com bombas após ativistas derrubarem portão do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. Um grupo de cerca de 100 manifestantes mantém bloqueado no início da madrugada desta terça-feira o trecho da avenida Morumbi diante do local; apesar do bloqueio, o clima no local é de tranquilidade
Um grupo furou um bloqueio nas proximidades da UFMG e foi recebido com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Manifestantes jogavam pedras.
Gustavo Magalhães Justino, 18, caiu de um viaduto e teve que ser hospitalizado.
Em Porto Alegre, um ônibus foi queimado, houve dezenas de lojas depredadas e saques em um escritório do Estado. Um confronto com a Brigada Militar (a PM gaúcha), que usou bombas de gás lacrimogêneo, ocorreu após a depredação de uma concessionária de veículos.
Em São Paulo, a travessia por balsas entre Santos (SP) e Guarujá (SP) chegou a ser interrompida por uma hora.
NOVA YORK
Atos de apoio também se espalharam por outras cidades do mundo --o principal deles em Nova York.
Cerca de 300 manifestantes se reuniram e dividiram espaço, na Union Square, com apoiadores dos protestos na Turquia.
Também se uniram ao evento brasileiro participantes do Occupy Wall Street, movimento que faz críticas ao capitalismo há dois anos.

Protesto leva 65 mil às ruas, para Av. Paulista e tem tumulto no Palácio

18/06/2013

G1 São Paulo

O quinto dia de protestos contra o aumento da tarifa do transporte em São Paulo foi marcado pela mobilização de mais de 65 mil pessoas em um movimento pacífico, que transformou vias importantes da cidade em "calçadões". Apesar disso,  o ato teve um tumulto isolado em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na Zona Sul da capital paulista.

As passeatas começaram pouco depois das 17h desta segunda-feira (17) no Largo da Batata, em Pinheiros, e passaram por ruas da região central, percorreram a Marginal Pinheiros e chegaram à sede do Governo do Estado.
(O G1 acompanhou em tempo real a manifestação, em fotos e vídeos: veja aqui.)
No Palácio dos Bandeirantes manifestantes arrombaram um portão, atiraram rojões contra policiais e vandalizaram dois ônibus nos arredores. A PM reagiu e não houve invasão. Ninguém havia sido preso até as 2h desta terça.
O ponto onde ocorreu o tumulto foi apenas um dos destinos das passeatas desta segunda. As milhares de pessoas que inicialmente estavam concentradas em Pinheiros se dividiram pela cidade quando o ato começou.
Uma parte seguiu pela Marginal Pinheiros, outra pela Avenida Faria Lima e um terceiro grupo ocupou a Avenida Paulista. Houve ainda protesto na frente da Assembleia Legislativa deSão Paulo. O trajeto dos grupos foram apenas acompanhados pelos policiais, que não interviram e nem impediram a ocupação de vias.
As rotas da caminhada

Os manifestantes começaram a chegar ao Largo da Batata por volta das 15h30. De lá, às 17h10, seguiram em passeata, levando cartazes, bandeiras e flores pela Avenida Brigadeiro Faria Lima e Avenida Rebouças. Parte do grupo se deslocou no sentido da Marginal Pinheiros, com o objetivo inicial de chegar à Ponte Estaiada.

Houve bloqueio do trânsito na Marginal Pinheiros em ambos os sentidos e os manifestantes também percorreram as Avenidas Chedid Jafet, Engenheiro Luís Carlos Berrini, Juscelino Kubitschek e outras vias da região. Na Marginal Pinheiros, motoristas chegaram a andar na contramão da pista expressa para fugir do bloqueio.

Enquanto isso, um grupo menor seguia em passeata em direção à Avenida Paulista, passando pela Brigadeiro Luís Antonio. Houve ainda manifestantes em protesto pela Avenida 23 de Maio e pela Rua Bernardino de Campos. Este grupo ficou concentrado em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo, onde chegou pela Avenida Pedro Álvares Cabral e onde cantou o Hino Nacional. Depois, manifestantes seguiram então para se juntar aos bloqueios na região da Paulista.
O público, estimado inicialmente em 2 mil pessoas na concentração, chegou a mais de 65 mil, segundo a Polícia Militar. O trânsito na cidade ficou acima da média na cidade durante toda a manifestação.

Ponte estaiada: objetivo

Às 20h20, quando milhares de pessoas já começavam a ocupar a Ponte Estaiada, Mayara Vivian, uma das integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), comemorou a trajetória pacífica e coordenada que o ato percorreu. Segundo ela, o plano de dividir o protesto em dois e reuni-los depois na ponte foi bem sucedido e mostrou a força do grupo. O objetivo era encerrar o protesto sobre no local.

"A Ponte Estaiada é o símbolo de como o estado prioriza o capital e mostra a opção que a cidade tomou por escolher o transporte individual. E a gente está na rua para reverter isso", afirmou ela.
Mayara, que tem 26 anos, trabalha como garçonete e estuda geografia na Universidade de São Paulo (USP), também reafirmou que a violência dos protestos anteriores partiram da reação excessiva da Polícia Militar. "Os atos isolados de vandalismo são consequência da Polícia Militar, eles prendem manifestantes por depredar um muro, mas não prendem policiais por depredar a cara das pessoas", afirmou.


Antes dos desdobramentos que terminaram em confronto no Palácio dos Bandeirantes, a jovem evitou dar previsão sobre o resultado da reunião do grupo com o prefeito Fernando Haddad, agendada para esta terça-feira (18). Porém, ela disse que a força demonstrada pelo ato desta segunda aponta que, sem a revogação do aumento da tarifa, o movimento está longe do fim. "As pessoas agora se conscientizaram do seu poder", disse.
Tumulto só no Palácio

Apenas em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na Avenida Morumbi, onde os manifestantes chegaram por volta das 21h30, houve confronto com policiais militares. Agentes que estavam dentro do Palácio reagiram após a tentativa dos manifestantes de invadirem a sede do governo. Houve uso de rojões, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

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Mapa dos protestos da segunda-feira (17) em São Paulo (Foto: Arte/G1)


O governador Geraldo Alckmin acompanhou os protestos de dentro do seu gabinete, onde esteve reunido desde a tarde com autoridades. A orientação do governador, com a aproximação dos manifestantes ao Palácio, foi para que a polícia permanecesse dentro da sede do Governo e evitasse o confronto com os grupos envolvidos no protesto.


Reforçaram a segurança no Palácio, além da Casa Militar, homens da Força Tática e do Choque. Não foi necessária, porém, até o início da madrugada desta terça (18), a ação do Choque e os manifestantes foram contidos pela Força Tática.
De acordo com o governo, só houve reação dos policiais depois da tentativa de invasão por parte dos manifestantes. A PM então reagiu com bombas de gás lacrimogêneo e conseguiu dispersar o grupo, que não chegou a invadir o Palácio.
Depois dos confrontos entre a Polícia Militar e manifestantes em protestos na semana passada, principalmente na quinta-feira (13),  Alckmin anunciou que o uso de balas de borracha estaria proibido para conter qualquer manifestação pública. Durante toda a passeata desta segunda, coube à polícia apenas acompanhar os manifestantes e auxiliar com interdições no trânsito, sem incidentes de violência.

Ato no Rio reúne 100 mil, começa em paz, mas minoria provoca confusão

18/06/2013

Alguns manifestantes invadiram o prédio da Alerj e jogaram bomba.
Mais de 20 pessoas, entre PMs e participantes, ficaram feridas no ato.

Luis Bulcão, Mariucha Machado e Priscilla SouzaDo G1 Rio

Após quase sete horas de manifestação, o Batalhão de Choque da Polícia Militar encerrou o ato contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, por volta das 23h45 desta segunda-feira (17). O protesto, que reuniu 100 mil pessoas, começou pacífico, mas um pequeno grupo protagonizou atos de vandalismo, transformando o Centro da cidade num verdadeiro cenário de guerra. Sete pessoas foram baleadas com armas de fogo. Dez pessoas foram presas. Pouco antes de 1h, a Polícia Civil iniciou a perícia no prédio da Alerj.
 Um grupo menor com camisetas amarradas no rosto ateou fogo e depredou prédios históricos, como o Paço Imperial e a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Pelo menos 27 pessoas, entre manifestantes e policiais, ficaram feridos. Durante o tumulto, cerca de 80 PMs se refugiaram no prédio da Alerj. O grupo saiu apenas com a chegada do Batalhão de Choque. Uma tropa da PM vai reforçar a segurança do prédio durante a madrugada.(O G1 acompanhou em tempo real as manifestações pelo país, em fotos e vídeos: veja relatos no Brasil inteiro, em São Paulo e no Rio.)
A prefeitura do Rio informou que "considera legítimo o direito de as pessoas protestarem contra o que não acham correto no governo". E afirmou ainda "que está disposta a dialogar com os manifestantes, mas que nenhuma liderança do movimento havia se apresentado para negociar." O governo do estado informou que não vai se manifestar.
Os sete baleados por arma de fogo foram levados para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Duas das vítimas foram identificadas como Leonardo Costa da Silva e Leandro Silva dos Santos, este liberado ainda na noite de segunda. Ambos foram atingidos na perna. Uma terceira vítima de um projétil não teve a identificação autorizada pela família. Os outros nomes não foram divulgados pela Secretaria municipal de Saúde. Estudantes de medicina fizeram uma força-tarefa para ajudar nos primeiros-socorros dos feridos.
Manifestante mascarado comemora protesto em frente a grupo de PMs na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) (Foto: Bruno Jenz/Eleven/Estadão Conteúdo)
Manifestante mascarado comemora ato em frente a
Alerj (Foto: Bruno Jenz/Eleven/Estadão Conteúdo)
Tiros e violência
Às 19h55, um pequeno grupo começou a jogar pedras em direção aos policiais militares, que revidaram com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Com o avanço inicial da PM, a multidão recuou. Quando a fumaça de gás baixou, o pequeno grupo avançou violentamente contra os policiais, que se refugiaram nas escadarias da Alerj. Além de pedras, o grupo atacou com fogos de artifício e coquetéis molotov.

PMs tentam se proteger ao observar ação de manifestantes no Centro do Rio (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
PMs tentam se proteger ao observar ação de
manifestantes (Foto: Rodrigo Gorosito/G1)
Acuados e aparentando estar sem munição, os policiais entraram na Alerj e tentaram bloquear a entrada do edifício com os escudos. O pequeno grupo avançou, carregando as grades móveis, que serviam de proteção ao prédio da Assembleia Legislativa. Atos de vandalismo, como a queima de automóveis, pichações em pilastras do Paço Imperial e da Alerj, invasão e saques de estabelecimentos seguiram à ação. O clima de tensão foi agravado com disparos de arma de fogo. Policiais Militares atiraram para o alto.
Jovem mostra placa de rua arrancada durante protesto no Centro do Rio (Foto: Priscilla Souza/G1)
Jovem ferido é socorrido por alunos de medicina
(Foto: Priscilla Souza/G1)
Conflitos esporádicos continuaram a ocorrer, até que às 23h40, o Batalhão de Choque chegou com o efetivo de 100 PMs para dar fim à manifestação. Antes da chegada do Choque, 150 policiais do 5º BPM faziam a segurança da manifestação.
Durante o protesto, as principais ruas do Centro ficaram interditadas. Os manifestantes ocuparam as ruas 1º de Março e Araújo Porto Alegre, além das avenidas Rio Branco, Presidente Antônio Carlos e Presidente Vargas. Artefatos foram jogados na garagem do edifício e terminal rodoviário Menezes Côrtes.
A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude dos manifestantes. 'Não é destruindo a cidade que a gente ama que vai conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não nos representam.'' (Foto: Priscilla Souza/G1)
Júlia Vieira criticou a atitude do pequeno grupo
(Foto: Priscilla Souza/G1)
Críticas ao grupo violento
A estudante de Ciências Sociais, Júlia Vieira, de 19 anos, criticou a atitude do pequeno grupo de manifestantes que fez uso da violência. "Ontem, eu vi manifestantes feridos, mas hoje o que eu vi aqui foram policiais feridos. Nao é destruindo a cidade que a gente ama, que vamos conseguir alguma coisa. A gente quer mudança na política. Essas pessoas não me representam. Quem me representa é quem quer o bem do Rio, sem violência", disse a jovem.

Manifestante mostra cápsula de bala de verdade usada por policiais durante confronto no Centro do Rio (Foto: Priscilla Souza/G1)
Manifestante mostra cápsula de bala
(Foto: Priscilla Souza/G1)
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Melo (PMDB) classificou como "ato de terrorismo" a invasão de manifestantes à sede da assembleia. "Uma baderna, uma bagunça. Quanto um ato agride ou coloca pessoas em risco, deixa de ser democracia para virar uma anarquia", declarou Melo.
Início da manifestação
A manifestação teve início às 17h, com a concentração na igreja da Candelária, no Centro do Rio de Janeiro. Além do aumento de R$2,75 para R$ 2,95, os participantes também reclamavam contra os gastos públicos com a Copa do Mundo.

Muitos comerciantes fecharam as lojas para dar passagem aos participantes do protesto. Pessoas prestavam apoio ao protesto do alto de edifícios comerciais jogando papel picado.
Manifestante mascarado e enrolado em bandeira do Brasil participa de protesto no Centro do Rio (Foto:  Christophe Simon/AFP)Manifestante mascarado e enrolado em bandeira do Brasil participa de protesto no Centro do Rio (Foto: Christophe Simon/AFP
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