Após 07 (sete) meses em que foi aprovado na Câmara Municipal o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do Magistério de Poço Dantas - PB, os Profissionais da Educação continuam insatisfeitos com a não garantia de direitos essenciais à valorização do magistério municipal, diz o Senhor Hiltom Paulo, Tesoureiro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Poço Dantas.
Para decepção dos Professores presentes a Sessão, os Vereadores aprovaram o Projeto de Lei nº 13 (PCCR) sem conhecer o texto, sem ler uma só palavra; sem discussão e em menos de 3 (três) minutos. O Regimento Interno da Câmara de Poço Dantas não permite que se aja dessa forma porque é antidemocrático e ilegal.
Apesar das tentativas, dos Professores e da Diretoria do Sindicato, em debater e negociar com os Poderes Legislativo e Executivo, o referido Plano de Cargos, estes não foram considerados, pois na calada da noite e sem conhecimento dos Profissionais da Educação o Projeto de Lei chegou à Câmara e rapidamente foi aprovado.
Nas palavras do professor Vicente de Almeida Filho: os Professores estavam mais interessados na melhoria dos seus salários do que na própria redação do Plano; disse que não tem medo de interpelações judiciais; que agiram de forma democrática e colocou sua mão a palmatória desafiando que exista um plano de cargos melhor do que o de Poço Dantas, mesmo sem ter sido discutido por nenhum profissional da educação do Poço Dantas, exceto o próprio pessoal ocupantes de cargos de confiança da Prefeitura.
O atual Plano de Cargos não contempla o pagamento de gratificação por deslocamento. O município possui localidades muito distantes e assim os Professores tem que pagar do seu próprio salário para se deslocarem para o seu local de trabalho.
De acordo com a Professora e Vereadora Eva, foi uma surpresa o PCCR ser apresentado e votado tão rápido e sem o diálogo com os Professores. Tendo a mesma ainda tentado convencer os colegas Vereadores a adiarem a votação para ser discutido com a categoria. A Vereadora Eva ficou surpresa com a pressa em votarem a matéria e disse que o Plano não foi sequer lido no plenário da Câmara.
Depois de tudo isso e de todas essas falas passamos a fazer alguns questionamentos: Se o Plano de Cargos foi feito somente por pessoas do Poder Executivo, houve democracia ou participação dos maiores interessados? Esses professores que participaram da reformulação do Plano de Cargos estão em sala de aula? Como as nossas reivindicações foram atendidas se ninguém se não fomos ouvidos? Alegaram que esse novo PCCR é o melhor para os profissionais da Educação de Poço Dantas. Será que eles realmente pensaram e sabem o que é melhor para nós? Esses são os questionamentos dos Diretores do Sindicato dos Servidores Municipais de Poço Dantas.
Após uma singela leitura, elencamos alguns pontos críticos do novo Plano de Cargos de Poço Dantas. Que são: escravização de 10 horas de departamento na unidade de ensino, diferença de porcentagem na Progressão Vertical, a necessidade de apresentar cinco certificados para ter uma garantia de 12,5% (sendo que o município não vem oferecendo cursos de formação para obtenção de tais certificados), tabela de vencimento diferente (uma para Professor e outra para Coordenadores e Supervisores) tendo salários menores: os Supervisores e Coordenadores; afastamento para Especialização, Mestrado ou Doutorado com ou sem remuneração (“Como assim: com pra uns e sem pra outros?” – isso é absurdo!). Todos nós sabemos que para fazer mestrado e doutorado presencial tem que ser concedido afastamento remunerado – isso tá nos PCCRs de todos os outros municípios do Brasil. De acordo com o novo PCCR, o Diretor e Diretor
Adjunto das escolas não precisam ser do quadro do Magistério – Outro absurdo! Como colocar para dirigir escolas, alguém que não tem nada a ver com educação? Por isso e por tantos, discordamos de todo processo de reelaboração do PCCR. declarou
Folhadosertao.com
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