domingo, 11 de maio de 2014

Terminal 3 de Cumbica é inaugurado com goteiras e sem água em banheiro

11/05/2014

Inspirado em modelos asiáticos, o novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, foi inaugurado na madrugada deste domingo (11) com velhos problemas já conhecidos pelos brasileiros.

Goteiras, falta de água nos banheiros e ausência 
de sinalização foram as principais falhas identificadas pela reportagem do G1 e apontadas pelos passageiros que circulavam no local.


Procurada para comentar o assunto, a assessoria de imprensa da concessionária GRU Airport não se pronunciou até a publicação da reportagem.

Construído após um ano e sete meses de obras, o Terminal 3, exclusivo para voos internacionais, vai dar ao aeroporto a possibilidade de receber mais 12 milhões de passageiros por ano. No entanto, a impressão de quem circulou pelo terminal no 
primeiro dia de funcionamento, não foi tão positiva.

A primeira dificuldade encontrada pelos usuários foi a falta de 
placas de sinalização. Quem deixava o carro no edifício garagem, anexo ao terminal, não sabia qual era o andar do embargue ou desembarque.

O mesmo problema foi detectado no primeiro piso, conhecido como a área de desembarque dos passageiros. Faltam placas de indicação para os banheiros masculinos e femininos. Além disso, quem usou os toaletes neste domingo não conseguiu lavar as mãos, já que não havia água disponível nas torneiras. Os secadores de mãos automáticos também estavam desativados.

A água que fazia falta em um local, sobrava em outros e provocava transtornos. Goteiras estão espalhadas pelo 
novo terminal e cones foram colocados no chão para indicar que o piso estava molhado.

“Eu acho que capricharam muito em algumas coisas e deixaram a desejar em outras, como a falta d’água. Também faltam bancos nas áreas externas”, reclamou uma funcionaria terceirizada do aeroporto, que preferiu não se identificar 
com medo de retaliações.

Novo conceito

A GRU Airport afirma que a distribuição das estruturas para os passageiros têm como foco privilegiar os deslocamentos, deixando corredores livres antes da "
área restrita", área antes dos raios-X de inspeção de segurança. Por isso, não há bancos no saguão de passagem nem tomadas para os usuários. Também neste domingo, esteiras rolantes, que ligam o terminal à garagem, estavam desligadas e os passageiros eram obrigados a empurrar as malas.

“Eu achei que o terminal é bom, mas nesse momento há muito o que fazer. O caminho é esse, mas temos que acelerar. Cheguei com um grupo e não havia uma placa indicativa 
de embarque. É preciso cuidar dessa logística”, afirmou o agente de turismo Claudenir de Carvalho, de 55 anos, enquanto andava na esteira rolante desligada.“É uma coisa típica do Brasil, inaugurar obras não acabadas”, lamenta ele.

Passageiros também enfrentavam problemas de 
comunicação com a telefonia celular e conexão de internet de algumas operadoras, como a Vivo e a Claro que apresentavam frequentes oscilações de sinal.



G1

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