SÃO
PAULO - O Conselho Nacional de Políticas Criminais e Penitenciárias (CNPCP),
órgão vinculado ao Ministério da Justiça, aprovou uma recomendação para o fim
das visitas íntimas em unidades prisionais do País. Segundo o órgão, é preciso
pôr fim às "práticas vexatórias" nas penitenciárias brasileiras e
intensificar a substituição dos atuais processos pelo uso de aparelhos
tecnológicos.
A medida, assinada pelo presidente do conselho, o defensor público paulista Luiz Antônio Silva Bressane, afirma que "a verificação para controle de acesso aos estabelecimentos penais não deve ofender a dignidade da pessoa humana, garantida na Constituição".
Entre as práticas que devem ser abolidas estão o desnudamento total ou parcial do visitante; a obrigatoriedade de agachamento ou saltos; a introdução de objetos em pessoas; e o uso de animais farejadores.
"O fim da revista vexatória tem o objetivo de preservar a dignidade, inviolabilidade da intimidade e honra das pessoas que necessitem ingressar em um estabelecimento prisional", disse Bressane.
O conselho recomenda que as administrações penitenciárias dos Estados troquem as atuais práticas de revistas por equipamentos de scanners e outros aparelhos detectores de metais para controlar o acesso aos presídios.
O CNPCP é um órgão colegiado formado por 18 membros e contribui com o Ministério da Justiça para a formulação das políticas penitenciárias, particularmente em relação à execução penal, à administração da justiça criminal e à prevenção de delitos.
Lei em SP. Em São Paulo, a lei que impede a revista íntima no sistema prisional foi sancionada no mês passado, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). As prisões estão proibidas de submeter os visitantes a procedimentos invasivos. O governo tem até 180 dias para regulamentar a lei por meio de um decreto.
Um dos pontos citados é a substituição da revista íntima manual por equipamentos de scanners corporais e aparelhos de raio X. Segundo o governo, a substituição dos processo ainda precisa de uma aprovação orçamentária.
Estadão
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