quinta-feira, 6 de novembro de 2014

EXCLUSIVO – Homem acusado de atirar na Madre Aurélia nega participação e pede para se encontrar com a Religiosa; Ouça

06/11/2014

Já se encontra recolhido ao xadrez da Delegacia da Cidade de Sousa, Júnior da Silva, 38 anos, conhecido por Júnior de Sinval, acusado de ter efetuado disparo na Madre Aurélio Gracy durante assalto em 1991.

Com exclusividade, Júnior de Sinval conversou com a Reportagem do FOLHADOSERTAO, e negou qualquer envolvimento com esse crime.

O acusado disse que na época tinha amizade com João Neto (morto em acidente de Carro, após cumprir 5 anos de prisão), e Aldo (cometeu suicídio logo após o acontecido), participes do assalto que ensejou a Madre Aurélio vítima do disparo que atingiu seu tórax, por isso que lhe envolveram no episódio. “Não tenho participação nenhuma”, disse.

Júnior de Sinval comentou que não sabia por que tinham lhe envolvido neste crime, mas que confiava na Justiça. “Tudo isso vai logo esclarecer”. Frisou.

De acordo com o acusado no dia em que aconteceu o crime não se encontrava no local, estava com sua Família, mas a justiça não considera isso como testemunha. “Eu me encontrava em casa. A Justiça não considera a Família como prova, mas toda minha Família sabe”.

Júnior de Sinval fez um apelo a Madre Aurélio, pedindo-a que fosse lhe ver na Delegacia para que pudesse reconhecer ou não sua pessoa como sendo um dos participantes daquela tentativa de latrocínio. “Já assisti ela muitas vezes na internet dando depoimento, mas nunca eu tivesse contato pessoal com ela. A espero aqui na DP”. 


Para o acusado, ele não se considerava um fugitivo da Justiça, ao ser preso pelo GTE da Polícia Civil nesta terça-feira (04) na Cidade de Petrolina/PE, mediante mandado de Prisão expedido pela Justiça Sousense. “Até por que antes eu já tinha vindo aqui em Sousa por várias vezes. Eu não me considerava fugitivo”.

O réu disse ao FOLHADOSERTAO que acha que seu nome foi envolvido neste caso por conhecer na época, pessoas erradas, e que estava de alma limpa, e espera na Justiça provar sua inocência.


VERSÃO DA POLÍCIA

Em conversa com o Delegado Dr. Sylvio Rabello, Superintendente da 19º Regional da Polícia Civil em Sousa, ele contou que pediu baixa dos autos a DP, e percebeu que o Júnior de Sinval se encontrava em liberdade, ainda não qualificado, e identificado no Processo.

- Passamos a colher provas novas, e elementos dentro no inquérito policial, e através da identificação e da qualificação do Júnior, pedimos ao Judiciário o mandado de prisão, foi deferido, e da posse do mandado tomamos conhecimento que se encontrava em Petrolina, mandamos o nosso Grupo Tático Especial, até culminar com sua prisão, contou.

Para o Delegado, os autos não deixam dúvidas da participação do Júnior de Sinval neste crime que na época abalou a Cidade de Sousa, e resta agora, o acusado ser ouvido pela Justiça, instrução do processo, então julgamento do caso pela sociedade.

Júnior de Sinval ficará recolhido a Colônia Penal Agrícola de Sousa a disposição da Justiça.

Redação
@folhadosertao
Pereira Jr.


Júnior de Sinval - Acusado


Delegado Sylvio Rabello


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