quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Cássio diz que mudanças no Fies estariam prejudicado estudantes. Entenda

28/01/2015

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) reagiu com indignação hoje (26) ao comentar a repentina mudança de regras para o Fies (Fundo de Investimento Estudantil) e que estaria prejudicando centenas de estudantes em todo o país. “Mais uma vez, o governo federal mostra que o que dizia na campanha não era pra valer".
O senador afirma que as faculdades particulares entraram na Justiça contra as novas regras. Elas questionam a exigência de uma pontuação mínima de 450 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para os estudantes terem acesso ao financiamento de cursos. 
 
Este ano, para participar do Fies o aluno terá que se adequar a uma nota mínima no Enem. A partir de abril, o programa de financiamento exigirá que o estudante tire pelo menos 450 pontos no Enem e que não tire zero na redação. Antes, não havia nota mínima. Bastava fazer o exame. 
 
O Fies paga de 50% a 100% da mensalidade, dependendo da renda da família. Os pedidos ao programa de financiamento podem ser feitos em qualquer época do ano. No ano passado, o governo gastou R$ 9 bilhões com o Fies. Com a mudança na nota do Enem as universidades privadas dizem que a quantidade de matrículas pode cair em até 20%. Por isso, eles estão tentando na Justiça derrubar a medida. 
 
Impasse -  “A questão é que o governo Dilma criou um impasse entre alunos e faculdades e muitos não estão conseguindo, sequer, garantir a matrícula para este semestre, cujas aulas estão prestes a começar” – lamenta Cássio Cunha Lima, para quem a mudança repentina no critério de concessão do Fies contraria o lema da presidente, que prometeu priorizar a educação. 
 
Na verdade, foram duas medidas que atrapalharam a vida dos estudantes que dependem do financiamento estudantil. Uma limita a solicitação de benefícios por estudantes. A partir de agora, o aluno que for beneficiário do Fies não poderá aderir ao Pró-Uni (e vice-versa). A outra medida estabelece que todos aqueles que optarem por aderir ao financiamento estudantil têm que apresentar nota mínima de 450 pontos no Enem e não podem zerar a redação. 
 
Insegurança - Para Cássio, mudar as regras com o programa em andamento causou grande sentimento de insegurança entre os estudantes. Outro ponto de mudança diz respeito ao aumento do prazo dos repasses financeiros às universidades, antes em 30 dias e agora em 40 dias. Segundo o senador paraibano, está claro que, devido ao descalabro administrativo e financeiro do governo federal, a conta mais uma vez está sendo paga pela população.

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