segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Insatisfação aumenta e 1 milhão confirmam presença em manifestações por impeachment de Dilma

23/02/2015

A insatisfação dos brasileiros com sua presidente começa a ganhar contornos mais definidos nesse começo de 2015, quando a popularidade de Dilma Rousseff (PT) despencou, poucos meses após sua apertada reeleição.

Um protesto que pede o impeachment de Dilma, marcado para o próximo dia 15 de março, ganha força nas redes sociais, e de acordo com um levantamento feito por uma consultoria, 1 milhão de usuários do Facebook confirmou presença nos eventos que acontecerão, nessa data, em diversas cidades do Brasil.

empresa Bites conseguiu identificar 37 manifestações pela remoção da presidente agendadas na rede social para o dia 15 de março, de acordo com informações do jornalista Felipe Patury.

“Cinquenta dias depois de começar o segundo mandato, a  presidente Dilma Rousseff enfrenta uma onda pró-impeachment na internet. A consultoria Bites encontrou no Facebook 37 manifestações pela interrupção do mandato de Dilma, todas marcadas para o fatídico 15 de março. Mais de 1 milhão de pessoas confirmaram presença. A Bites checou seus perfis para evitar dupla contagem”, escreveu o jornalista em sua coluna no site da revista Época.

O pedido popular pelo impeachment de Dilma Rousseff é motivado pela descrença de que a presidente não tinha conhecimento dos casos de corrupção na Petrobrás, já considerado o maior escândalo da história do país se for levado em consideração o montante desviado dos cofres da empresa para financiar projetos políticos do PT e seus aliados.

A mesma empresa fez um levantamento da quantidade de publicações no Twitter que contém a palavra impeachment associada ao nome da presidente. A descoberta causa espanto: somente nos primeiros 20 dias de fevereiro o tema se repetiu 97 mil vezes.

Uma petição pelo impeachment no site da Avaaz, entidade que se dedica à divulgação de petições públicas, conta mais de 2 milhões de assinaturas.

No começo deste mês, pesquisas realizadas junto ao eleitorado demonstraram que os brasileiros consideram a presidente mentirosa e desonesta, com 44% desaprovando sua administração. O Instituto Paraná Pesquisas averiguou que se o segundo turno da eleição presidencial tivesse acontecido em janeiro, Dilma não seria reeleita.

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