O Promotor da Curadoria, Dr. Leonardo Quintans se reuniu no começo da noite desta terça-feira (09) na Promotoria Pública em Sousa com representantes da CAGEPA, DAESA, Hospital Regional, Materno Infantil, Colônia Penal, CEA, e Corpo de Bombeiros.
O objetivo da audiência, buscar soluções para os serviços essenciais impostas pelo racionamento de água em cumprimento a determinação da ANA à CAGEPA aos Municípios de Sousa, Nazarezinho, e Marizópolis no Sertão da Paraíba.
A suspensão do fornecimento de água nos finais de semana já estar sendo questionado pelo DAESA em Ação Judicial, cujo MP já emitiu o parecer, razão pela qual o procedimento da reunião com os órgãos para debaterem dois pontos controvertidos: a modificação da sistemática do racionamento, de forma a atenuar os danos aos serviços essências, e uma solução para continuarem os serviços essências funcionando sem prejuízo à população.

A CAGEPA que estava representada pelo Gerente Regional, Dedé Vera, mostrou que o racionamento nos finais de semana era uma medida definida pela Direção Geral.

A DAESA, representada por Fernando Perisse, fez a seguinte proposta: quatro dias da semana com água, por três sem o fornecimento, de forma que essa menor quantidade de dias fossem remetidos os mesmos 116,86 l/s com maior vasão/pressão a fim de se alcançar as partes altas da Cidade, uma vez que a normal seria de 159,4 l/s.
O Gerente Regional da CAGEPA, Dedé Veras, assumiu o compromisso de comunicar a Direção Geral até o dia 12 de junho.
Na mesma reunião ficou decido que durante os finais de semana, período do racionamento, os órgãos competentes, não deixariam faltar água aos serviços essenciais da Cidade de Sousa:
Hospital Regional receberia 80 mil litros de água através de Carro-Pipa;
O Hospital Materno Infantil, 30 mil litros;
Colônia Penal – 30 mil litros de água
CEA – 10 mil litros de água
Corpo de Bombeiros Militar, 10 mil litros de água.

A CAGEPA assumiu a disponibilidade desta água, fazendo a cobrança de costume ao DAESA durante os dias de racionamento da seguinte forma, conforme consta no termo assinado pelos presentes a reunião: 80 mil litros, ou oito carros-pipas a serem retirados de sua base em Aparecida, e 40 mil litros de água da base em Uiraúna.
Durante a Reunião, a DAESA pediu prazo de 15 dias para analisar a proposta, negando-se desde logo a promover o abastecimento dos serviços essenciais nos próximos dois finais de semanas, sobre a seguinte alegação: precisava cotar o preço dos caminhões-pipas para distribuir essa água, e analisar a legislação para verificar se tem obrigação legal de fornecer essa água via carros-pipas, um vez que o liquido estar oferecido fora do cano.

Após acordos firmados entre as partes no local da reunião, o Promotor, Dr. Leonardo Quintans se ausentou para escrever os termos ajustados, quando, iniciou um entrevero entre o Gerente da CAGEPA, Dedé Veras, e o Superintendente da DAESA, Fernando Perisse no auditório da Promotoria.

Depois de um caloroso bate-boca entre ambos, Perisse se feriu a Dedé Veras como “Ladrão”, mediante ações de improbidade que responde na justiça com sua Empresa que fez a UPA, e Dedé Veras por sua vez, mandou Perisse para “merda”.

A turma que assistia a tudo conseguiu apaziguar os ânimos dos populares.
O Promotor, Dr. Leonardo Quintans foi comunicado pelo Diretor da Colônia Penal do ocorrido, e pessoalmente falou para Dedé Veras, e Fernando Perisse, que respeitassem a promotoria, por que ele (promotor) não admitia aquele órgão ser desrespeitado, principalmente por pessoas consideradas agentes públicos, caso o contrário, seriam recolhidos a Delegacia para os procedimentos legais.

Após a fala do promotor, Dr. Leonardo Quintans, os ânimos voltaram ao normal.
Redação
@folhadosertao
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