Se não arranjar uma justificativa para faltar a audiência, finalmente o ex-prefeito Carlos Antonio será interrogado, no dia 1° de outubro, as 8:30hs, no processo em que o juiz Aluizio Bezerra Filho, responsável pela da Meta 4 do Conselho Nacional de Justiça, determinou que ele fosse levado à força (condução coercitiva) ao Fórum de Cajazeiras para ser citado para o interrogatório, já que o processo, por crime de responsabilidade, vem se arrastando desde 2008, sem que o ex-gestor fosse encontrado por oficiais de justiça para a devida notificação.
O processo trata de irregularidades em processos de licitação, realizado em 2004, referentes a serviços na Escola Antonio Tabosa Rodrigues – (CAIC).
Mesmo tendo sido incluído na meta 18 do CNJ e, agora, na meta 4, do referido conselho, a ação vem sendo protelada pela falta de intimação do ex-prefeito, fato que obrigou a adiamento da audiência sete vezes, ensejando a determinação da condução coercitiva porque o político não havia sido encontrado em diversas vezes que fora procurado por oficiais de Justiça.
“O Acusado não é encontrado em Cajazeiras nem em João Pessoa, embora seja um agente político conhecido que vive circulando livremente nessas cidades e outras do Estado, mas não é encontrado para ser interrogado, travando a tramitação do processo e fomentando a morosidade judicial. Este processo tem prioridade estabelecida pelo CNJ e pelo Conselho da Magistratura, conforme Resolução nº 02/2015. Diante desse comportamento adotado pelo Acusado não pode o Poder Judiciário ficar paralisado nem desperdiçando recursos materiais e humanos, numa busca infrutífera pela estratégia deliberada que se projeta por aquele como mecanismo de defesa que poderá resultar na prescrição da ação proposta”, explicou Aluizio.
Após a divulgação e repercussão da medida adotada pelo magistrado, o ex-prefeito Carlos Antonio compareceu ao cartório da 2ª vara para ser citado.
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