O esquema desbaratado pela operação andaime já estava com os tentáculos encravados nos recursos liberados pelo governo do estado, agindo no sentido de que os convênios fossem assinados com as prefeituras para, a partir daí, fazerem funcionar o esquema que fraudava licitações, desviava verbas públicas, entre outros crimes.
Para citar apenas um dos casos, o MP identificou que um convênio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento e Articulação Municipal, que tinha como secretário o ex-prefeito de Cajazeiras Carlos Antônio e a secretaria de Educação do estado, com a Prefeitura de Monte Horebe, no valor de R$ 552.221,34, que tinha como objeto a construção de escola com quatro salas de aula, fez parte do rol das obras fraudadas naquele município.
No caso citado, a empresa Servcon, de Francisco Justino do Nascimento, ganhou a licitação nº 005/2014, na modalidade Tomada de Preços, mas tudo foi conduzido pelo empresário Mário Messias Filho, que também era o responsável pela execução da obra, no velho esquema do fornecimento da nota fiscal, mediante o pagamento de comissão.
Apontado, no início, como chefe do esquema que fraudava as licitações, após as investigações o Ministério Público chegou a conclusão “que “Justino”, tão somente, era o “terceiro nível” do esquema criminoso”.
Blog do Adjamilton

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