18/03/2017
Em evento realizado nesta sexta-feira (17) na sede
da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em São Paulo, o presidente Michel
Temer afirmou que o Planalto está aberto para discutir mudanças na reforma da
Previdência. A proposta está em tramitação no Congresso e é alvo de protestos
de centrais sindicais e movimentos sociais em todo o País.
“Nós achamos que a proposta ideal, a necessária
para colocar o País nos trilhos de uma vez, é aquela que o Executivo mandou.
Nós não estamos negando qualquer espécie de conversação. O que não podemos é
quebrar a espinha dorsal da Previdência”, ressaltou Michel Temer durante
a palestra para executivos de cerca de 100 empresas.
Apesar de admitir eventuais modificações, o
presidente reiterou que a reforma é imprescindível para evitar problemas no
caixa do setor público. “Nós temos um deficit de R$ 149 bilhões na Previdência Social.
Temos estados que estão quebrando por causa da Previdência”, enfatizou.
O mandatário também criticou os argumentos
apresentados pela oposição ao
projeto. “Eu vejo com frequência que há movimentos de protesto que são de
natureza política, não movimentos de natureza técnica”, disse.
O presidente também destacou a importância da
relação com o Congresso ,
que discute a reforma em uma comissão especial: “Se não houver interação do
Executivo com o Legislativo, você não consegue governar”.
Crescimento econômico
Temer destacou a retomada na geração de empregos em
fevereiro, após 22 meses de queda, e ressaltou os impactos da notícia anunciada
ontem para a economia brasileira. “Nós esperávamos que a retomada do emprego
começasse a se processar no segundo semestre. O primeiro passo, sem dúvida
nenhuma, era combater a recessão”, ressaltou.
A respeito da inflação, o presidente afirmou que
espera, ainda neste ano, que o índice fique abaixo do centro da meta estabelecida
pelo Banco Central .
“A projeção é que ao final do ano estaremos abaixo de 4%, quando o centro da
meta é 4,5%”, enfatizou. A retração da inflação já está possibilitando, de
acordo com o presidente, a redução das taxas de juros. “A Selic [taxa básica de
juros] vem caindo. Os juros estão começando a cair e vão cair”.
Segundo Michel Temer, o governo se prepara agora
para socorrer os estados em dificuldade financeira. Nesse sentido, destacou
mudanças na Lei de Responsabilidade Fiscal para permitir que o governo federal
auxilie os governos estaduais. “Não podemos auxiliar o estado do Rio de
Janeiro, com empréstimos etc., sem contrapartida, sob pena de nós, da União,
vulnerarmos a lei de Responsabilidade Fiscal.”
* Com informações da Agência Brasil
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