
Jair Bolsonaro reagiu na noite de terça-feira às medidas que o Poder Judiciário tomou contra seus aliados que tiveram sigilos fiscais quebrados e viraram alvo de investigação da Polícia Federal (PF). Na véspera, Sara Winter, uma das principais aliadas do inquilino do Palácio do Planalto na organização de manifestações antidemocráticas foi presa.
247 - Jair Bolsonaro anunciou que vai reagir e não "assistir calado" enquanto "direitos são violados e ideias são perseguidas", tentando demonstrar que ele e seus aliados são vítimas, quando foram precisamente eles que atacaram a Constituição e ameaçaram a democracia.
O inquilino do Palácio do Planalto disse que vai tomar "todas as medidas legais" para proteger seus aliados investigados pelo Supremo.
Na terça-feira, a Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão por investigação sobre manifestações antidemocráticas. Entre os alvos da operação policial estão dirigentes do partido Aliança pelo Brasil, que Bolsonaro pretende funda, blogueiros, deputados e youtubers de extrema direita.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a quebra do sigilo bancário de dez deputados federais e um senador bolsonaristas.
Pela rede social, Bolsonaro se referiu às medidas do STF como "abusos".
O relator do inquérito que investiga se air Bolsonaro tentou interferir politicamente na Polícia Federal, Celso de Mello, disse que é preciso resistir "com as armas legítimas da Constituição e das leis dos Estado brasileiro" e observou que, "sem juízes independentes, jamais haverá cidadãos livres neste País". Celso de Mello criticou a postura atrevida de não se cumprir ordens judiciais, numa alusão a Bolsonaro, informa o UOL.
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