quinta-feira, 17 de junho de 2021

Delegada da PF foi transferida após pedir busca no Palácio do Planalto

 17.05.2021


A delegada da Polícia Federal responsável pela Operação Lume, que investiga a organização e o financiamento de atos antidemocráticos, Denisse Ribeiro, foi retirada da investigação 14 dias após solicitar ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma busca a apreensão no Palácio do Planalto, sede do governo federal. As informações são do UOL.


O pedido para a realização da segunda fase da ação foi feito em 25 de junho de 2020 e tinha como alvos a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que funciona dentro do Palácio do Planalto e possui repartições na Esplanada, o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, os endereços do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten e um canal bolsonarista no YouTube.

De acordo com a reportagem, o objetivo das buscas era procurar provas de que agentes públicos distribuíam verbas do governo para canais bolsonaristas que incitavam movimentos na internet e nas ruas pelo fechamento do Congresso Nacional e do STF, e a volta da ditadura militar e do AI-5 (Ato Institucional número 5).

Em 2 de junho, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu com o então ministro da Justiça, André Mendonça. No dia 6, Mendonça se encontrou com o diretor-geral da PF à época, Rolando Alexandre Souza. Depois desses encontros, no dia 9, o diretor de Combate ao Crime Organizado da PF, Igor Romário, transferiu por ordem de Souza a investigação do setor de Denisse para o Sinq (Serviço de Inquéritos). A justificativa oficial era que só o Sinq poderia conduzir investigações.

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