28.06.2021
O deputado federal Rogério Correia (PT) denunciou nas redes sociais, neste domingo, 27, denunciou que o governo Jair Bolsonaro pode estar envolvido em outro esquema de corrupção envolvendo compras de vacinas, além da vacina indiana Covaxin.
“A vacina agora é a chinesa CanSino e
a empresa intermediária é BelCher Farmacêutica Brasil, com sede em Maringá,
terra de Ricardo Barros. Um dos sócios é Daniel Moleirinho, cujo pai é parceiro
político do líder de Bolsonaro”, informou o deputado.
Ex-ministro de Michel Temer (conselheiro político de Bolsonaro), Ricardo Barros é líder do governo na Câmara dos Deputados. Ele foi acusado pelo ex-governista deputado Luis Miranda (DEM) de ser comandante do esquema de compra superfaturada da Covaxin, do qual Bolsonaro sabia e não fez nada – e por isso prevaricou.
O contrato do Ministério da
Saúde, lotado de políticos do “Centrão” em áreas estratégicas para
aquisição de vacinas, tem intenção de compra de 60 milhões de doses da vacina
CanSino.
Segundo a CNN,
o governo federal iria pagar 17 dólares por dose – quer dizer, R$ 5,2 bilhões
por 60 milhões de doses. O valor mais alto de todas as vacinas compradas pelo
governo, incluindo a superfaturada Covaxin, 15 dólares.
“O detalhe da operação é que o acordo
de intenção de compra, assinado pelo secretário em Vigilância em Saúde do
Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, se deu com a empresa Belcher
Farmacêutica do Brasil, que representa a CanSino”, informa a Fórum.
Bolsonaristas
fazem negócios
O editor da Fórum, Renato Rovai,
denuncia que “o paranaense Emanuel Catori é o diretor presidente da Belcher
Farmacêutica do Brasil, de Maringá. Ele junto com os empresários bolsonaristas
Luciano Hang, das lojas Havan, e Carlos Wizard, liderou um movimento para que
empresas privadas conseguissem permissão para comprar e distribuir imunizantes,
criando o ‘camarote das vacinas’. Em março deste ano ele esteve em Brasília
para uma conversa com o governo federal acerca deste tema”.
“A Belcher pertence a Emanuel Ramalho
Catori e também a Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, filho de Francisco Feio
Ribeiro Filho, ligado a Ricardo Barros. Chiquinho Ribeiro, como é conhecido em
Maringá, foi presidente da Urbamar na gestão de Barros como prefeito de 1989 a
1992, e conselheiro da Sanepar no curto governo de Cida Borghetti, esposa de
Barros”, continua.
O tal Chiquinho Ribeiro é aliado
próximo de Ricardo Barros. O empresário foi presidente da Urbamar, empresa de
urbanização de Maringá, quando Barros foi prefeito da cidade. “Na declaração de
Imposto de Renda de Barros para o exercício 2002 aparece o nome de Francisco
Feio Ribeiro Filho na seção ‘pagamentos e doações efetuados’, e o valor de R$
16 mil, algo que hoje seria em torno de R$ 50 mil, pela correção IPCA”, informou
o jornalista Hugo Souza no
Facebook.
“Quando Chiquinho Ribeiro completou
70 primaveras, em 2016, o irmão de Ricardo, Silvio Barros – que também já foi
prefeito da terra do Marreco -, publicou no Instagram uma foto sua e de sua
consorte na comemoração: ‘festa linda, merecida e abençoada do nosso amigo
Chiquinho Ribeiro’”, continua o jornalista.
Na mesma linha, quando a esposa de
Ricardo Barros, Cida Borghetti, tornou-se governadora do Paraná, em 2018, Chiquinho
foi parar na direção da Companhia de Saneamento do estado
(Sanepar). Borghetti foi colocada por Bolsonaro em cargo com salário de R$
27 mil mensais neste ano, após já ter demonstrado conhecimento de que seu
marido (Ricardo Barros) estava envolvido em esquema corrupto com a Covaxin.

Nenhum comentário:
Postar um comentário