07.12.2021
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) inicia nesta terça (7) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic.
A previsão do mercado é que na quarta-feira (8), quando termina o encontro, o Copom divulgue uma elevação de 1,5 ponto percentual e a Selic feche 2021 a 9,25% ao ano.
O mercado já vinha sinalizando a expectativa dessa alta desde a última reunião do Copom, realizada em outubro, quando os membros indicaram a elevação na nota apresentada após o encontro.
O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (6), também sinalizou alta de 1,5 ponto percentual nesta última reunião e que a Selic feche o ano em 9,25%.
De acordo com o Focus, que a compilação de previsões de cerca de 100 respondentes na sondagem do Banco Central, a Selic finalizaria 2022 em 11,25%.
A alta da inflação e as incertezas da economia por causa das crises financeira e sanitária geradas pela pandemia de coronavírus vêm pesando na decisão do Copom de elevar sucessivamente a Selic, de acordo com o mercado.
A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.
Em linhas gerais, a Selic é a taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo a empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos.
Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.
A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo.
Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.
Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.
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As idas ao supermercado estão ficando cada vez mais caras e exigindo mais atenção do consumidor que quer economizar ao máximo nas suas compras. A prévia da inflação de preços no Brasil mostrou que os alimentos e bebidas saltaram 1,38%, alta influenciada principalmente pela alimentação em domicílio, cuja taxa passou de 1,51%, em setembro, para 1,54%, em outubro. Clique nas imagens acima e veja as dicas dos economistas André Braz, coordenador do IPC do FGV Ibre, e Juliana Inhasz, professora do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa).
Foto: EBC
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