25.04.2022
Nome do PMB ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub ainda mora nos Estados Unidos. Em entrevista ao GLOBO, ele vê vista grossa do Planalto para corrupção e propõe cercar bairros contra violência
O senhor tem cerca de 1% das intenções de voto nas pesquisas, enquanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) tem por volta de 10%. Como pretende conquistar o eleitorado que está com ele hoje?
Se me deixarem entrar na disputa, eu consigo apresentar meus argumentos e me sobressair. No debate, eu contra ele (Tarcísio), contra (Fernando) Haddad, contra (Márcio) França, eu desmascaro todos eles. Eu tinha 15%, aí veio uma campanha do Centrão para esvaziar o meu nome e inviabilizar a minha candidatura.
Essa campanha veio do Centrão ou do presidente Jair Bolsonaro?
Do Centrão. O Tarcísio tem ligações com eles muito fortes. Estão preocupados porque onde eu estiver não tem negócios com o Centrão.
Faltam menos de cinco meses para as eleições e o senhor ainda está nos EUA. Isso não prejudica sua pré-campanha?
Estou só acertando os últimos detalhes da burocracia do visto de residência. Em semanas, estou no Brasil.
O senhor integrou um governo armamentista. O que defende para a Segurança?
Na Segurança, defendo fechamento de bairros e ruas para os moradores poderem, dentro dessas áreas de controle de circulação, levar uma vida mais normal, com menos violência. Isso vai reduzir a criminalidade nas áreas que quiserem (implementar o cerco), não é obrigado. Cercear um pouco o trânsito através da identificação de quem entra e sai não vai impactar o trânsito da região. Se o morador não quiser, não precisa fechar.
E se todos os bairros quiserem? Qual seria o custo disso? Quantos agentes envolvidos?
É fechar o que dá, e para quem quiser. Não dá para fechar áreas com grande fluxo de pessoas. Não vou fechar a Avenida Paulista. É mais na periferia que a gente vai fechar os bairros.
Isso não resolveria a criminalidade.
Eu quero salvar o máximo de pessoas no curto prazo. Eu não quero esperar uma solução para todos. Se a pessoa tem condição de se salvar sozinha, está autorizada, vai e se salva, ela e sua família. A esquerda quer o quê? Enquanto não resolver de todo mundo, ninguém pode ter (segurança)?
Como o senhor pretende lidar com a questão da Cracolândia?
Temos que dar os recursos para a pessoa ser resgatada. Tem um monte de imóveis vazios, você pode dar um quarto e um banheiro para o cara, e aí dar um tratamento, acompanhar o cara. E precisa ter um responsável por ele. Não falta “ongueiro” aí. Com o traficante, é combate ao crime. Tem que cortar o fluxo financeiro.
A sua passagem pelo MEC ficou marcada pela reunião em que o senhor disse que “botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF”. Pretende manter essa postura?
Tenho problema com quem quer privilégio. Com a instituição (Judiciário), tenho zero. Eu não troco um juiz concursado por um indicado politicamente numa Corte superior.
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