sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Especialistas alertam para riscos de pegada inadequada após morte durante exercício em academia

 05.12.2025


Um acidente durante a prática de musculação em uma academia de Olinda provocou a morte de um homem de 55 anos e abriu novas discussões sobre segurança e orientação no treinamento com pesos. Ele realizava o exercício de supino reto quando a barra caiu sobre sua região torácica. O episódio, registrado por câmeras de segurança, passou a ser analisado por profissionais da área.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região, Lúcio Beltrão, as imagens indicam que a barra estava sendo segurada de forma considerada inadequada pelos profissionais, com o polegar posicionado fora do equipamento. A técnica, popularmente conhecida como “pegada suicida” ou “false grip”, é frequentemente apontada como de maior risco por reduzir a firmeza das mãos no movimento. O laudo oficial sobre a causa da morte ainda não foi concluído.

De acordo com Beltrão, embora não seja possível afirmar que a técnica utilizada tenha sido a única responsável pelo acidente, ela costuma elevar a chance de perda de controle da barra. Ele enfatiza que diferentes fatores podem contribuir para ocorrências desse tipo, como carga empregada, fadiga muscular e maneira de execução.

O especialista explicou que a ausência do polegar envolvendo a barra diminui a área de sustentação e facilita deslizamentos, especialmente quando há suor ou instabilidade no movimento. Ao mesmo tempo, reforçou que acidentes podem acontecer mesmo quando o praticante utiliza a pegada adequada, dependendo do peso e das condições físicas do aluno.

A orientação correta de profissionais também foi citada como elemento fundamental na prevenção. Beltrão destacou que equipamentos, acessórios como luvas e ajustes de carga podem ajudar, mas a supervisão contínua permanece um ponto central para segurança nas academias. Elementos como textura da luva, aderência da barra e estabilidade do banco podem influenciar significativamente o resultado de um exercício.

As imagens mostram que, logo após ser atingido, o homem ainda se levanta, mas perde a consciência em seguida. Funcionários prestaram atendimento imediato e o encaminharam à Unidade de Pronto Atendimento de Rio Doce, onde ele não resistiu.

A Polícia Civil registrou o caso como morte acidental. A academia informou estar regularizada no Conselho Regional de Educação Física e declarou que a equipe possui treinamento de primeiros socorros. A instituição lamentou profundamente o ocorrido e declarou solidariedade à família do aluno, classificando o fato como uma fatalidade que abalou toda a equipe.

O episódio reacendeu o debate sobre práticas seguras, importância da técnica adequada e necessidade de acompanhamento profissional, especialmente em exercícios que envolvem cargas elevadas e maior risco de instabilidade.

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