11.03.2026
Um caso grave envolvendo um integrante do próprio sistema de Justiça veio à tona na Paraíba e terminou com condenação criminal. O ex-promotor de Justiça Carlos Guilherme Santos Machado foi condenado a 7 anos e 6 meses de reclusão pelo crime de atentado violento ao pudor, após decisão proferida pelo juiz Ítalo Lopes Gondim. O regime inicial estabelecido para cumprimento da pena é o semiaberto.
O processo trata de um episódio ocorrido no dia 5 de abril de 2009, na cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. De acordo com os autos, a vítima foi atraída até a cidade sob um pretexto falso e acabou sendo levada até a residência do então promotor. No local, segundo consta na denúncia e nas provas analisadas pela Justiça, a mulher foi submetida a violência sexual.
Após o ocorrido, a vítima conseguiu sair do local e buscar ajuda, fato que deu início às investigações que resultaram no processo criminal. Durante a análise do caso, o magistrado entendeu que as provas reunidas ao longo do processo confirmaram tanto a materialidade do crime quanto a autoria.
Na decisão, o juiz também destacou circunstâncias consideradas graves para fixação da pena, entre elas o fato de o acusado ocupar, na época do crime, o cargo de promotor de Justiça, função diretamente ligada à defesa da lei e da ordem jurídica.
Apesar da condenação, a decisão judicial permite que o ex-promotor recorra em liberdade até o julgamento definitivo do processo. Somente após o trânsito em julgado a pena deverá ser executada conforme previsto na sentença.
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