quinta-feira, 14 de maio de 2026

Time de Lula fala em dano irreversível a Flávio e planeja explorar desgaste

 14.05.2026


Aliados próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não escondiam nos bastidores, no fim da tarde desta quarta-feira, o entusiasmo com a notícia vinculando Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Embora muitos evitassem comentários públicos, a reportagem do The Intercept mostrando que o senador cobrou dinheiro do dono do Banco Master tem, na avaliação do time presidencial, potencial para provocar danos irreversíveis à candidatura do PL.

A notícia de que o senador cobrou pagamentos para financiar o filme "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, veio como uma espécie de cereja no bolo para Lula. Isso porque o petista recebeu nos últimos dias várias notícias que contribuíram para aliviar o clima de pessimismo que ganhava a campanha de reeleição.

Um dos principais impulsos foi o encontro de Lula com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sucedido pela percepção de que o pacote de bondades do governo – que vai do subsídio aos combustíveis ao fim da taxa das blusinhas, passando ainda por medidas como a nova fase do programa Desenrola - começa a fazer efeito nas pesquisas.

A ordem no PT e na campanha de Lula é não deixar que o assunto da relação de Flávio com Vorcaro esfrie. A ideia é explorar o desgaste, de forma a enfraquecer a campanha do PL, principalmente no âmbito digital. Aliados de Lula também querem aproveitar a notícia para influenciar as negociações de palanques nos estados e atrair partidos de centro para o projeto de reeleição.

O campo governista se mostra dividido na hora de palpitar sobre os próximos passos da direita. Uma ala diz torcer para que Bolsonaro insista em lançar o filho para a corrida presidencial, sob o argumento de que o movimento irá fragmentar o campo de apoio ao senador e facilitar a vitória de Lula.

Nesta quarta, Romeu Zema (Novo) veio a público para dizer que considera o áudio de Flávio cobrando Vorcaro “imperdoável”. Já o pré-candidato do PSD, Ronaldo Caiado (PSD), teve uma postura mais amena, mas afirmou que o senador precisa dar explicações.

Outro grupo dentro da campanha petista diz apostar que o bolsonarismo começará desde já a buscar outro nome para a vaga. Uma das mais citadas é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, já que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está impedido de concorrer. Antes tido como alternativa para o Planalto, Tarcísio não se desincompatibilizou do cargo dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral e confirmou que disputará a reeleição. O nome da senadora Tereza Cristina (PP), ex-ministra de Bolsonaro, também aparece entre as especulações.


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