sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Clima fica tenso no Equador após protesto de policiais e militares

01/10/2010:

Presidente usou máscara de gás para sair de quartel e foi hospitalizado

O Equador enfrenta um clima tenso nesta quinta-feira (30) por conta de protestos de policiais e militares em três cidades do país. Há relatos de comércio fechado e saques na capital, Quito, e em Guayaquil. Militares tomaram as pistas do aeroporto de Quito, que estava fechado.

O presidente Rafael Correa afirmou que não vai recuar do projeto que prevê cortar benefícios aos militares, e o comando militar manifestou lealdade a ele. Correa teve de usar máscara de gás para deixar um quartel, após discursar para tropas que protestavam, e foi hospitalizado logo a seguir.

Centenas de policias e militares foram às ruas em Quito, Guayaquil e Cuenca protestar contra proposta de legislação, feita pelo presidente Rafael Correa, que reduziria seus ganhos, tirando bônus e incentivos.

Eles queimaram pneus, ocuparam instalações militares e chegaram a fechar acessos às cidades.

Discurso de Correa

Em clima tenso, o presidente Correa discursou durante a manhã em um quartel do Exército em Quito e disse que não cederia.

"Não darei nenhum passo atrás. Se quiserem, tomem os quarteis, se quiserem deixar a cidadania indefesa e se quiserem trair sua missão de policiais", afirmou Correa em uma acalorado discurso ante dezenas de militares que tomaram o principal regimento de Quito.

"Se quiserem matar o presidente, aqui estou, matem-no se tiverem vontade, matem-no se tiverem poder, matem-no se tiverem coragem ao invés de fiar covardemente escondido na multidão", disse. "Se quiserem destruir a pátria, aí está! Mas o presidente não dará nem um passo atrás."

Correa teve de usar máscara de gás para deixar o lugar, segundo relatos de testemunhas.

Depois de sair do regimento, Correa tirou a máscara e foi levado ao vizinho hospital da polícia, onde entrou de maca, mostrando sinais de asfixia por gás lacrimogênio.

Comando promete lealdade

O principal comandante militar do Equador, general Ernesto González, afirmou que os soldados seguem leais a Correa.

"Nós estamos sob o estado de direito, estamos subordinados à máxima autoridade que é o senhor presidente da República", disse em entrevista na cidade de Cuenca.

Ele disse que iria tomar as medidas necessárias para restabelecer a ordem.

Fonte: G1 

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