24/04/2013
Vivendo um verdadeiro inferno astral e atravessando um grande isolamento político, o deputado federal paraibano Damião Feliciano (PDT), ainda não digeriu o duro golpe no seu partido ao ver o vereador campeão de votos nas últimas eleições anunciar que deixa o partido após oito anos de filiação por conta da maneira centralizadora de administrar a legenda por parte do ‘Coração’, como carinhosamente Damião é chamado por sua militância.
Doutor Damião que já viu o seu gabinete ser desmoronado, após uma renuncia ‘coletiva’, agora vive a pior crise política no PDT, tudo por conta de seus próprios atos, onde comanda a legenda com ‘mão de ferro’.

Informações colhidas pelo PB Agora, com pessoas próximas de Damião dão conta, que o líder da família Feliciano, encontra-se introspectivo, com pouca conversa e bastante abatido, tudo por conta da decisão de Raoni que não titubeou ao relatar as mágoas com o comando do PDT e demonstrando indiferença com a vinda de Carlos Lupi (presidente nacional do partido), que deverá desembarcar na Paraíba nos próximos dias para evitar uma debandada, Mendes ratificou que a situação no partido é insustentável e não tem mais volta.
“Está muito pesado para mim, mas é como muito pesar que eu confirmo que sairei do partido, construí o partido por oito anos e hoje temos um quadro desolador no PDT. Não queria de fato que fosse assim, mas reúno meu agrupamento hoje à tarde para anunciar a minha decisão, que com certeza não será de ficar no PDT”, desabafou.
Raoni aproveitou ainda para detonar a maneira ditatorial como o PDT está sendo conduzido na Paraíba pela família do deputado Damião Feliciano e não poupou críticas. “Não podemos mais sustentar uma família no PDT, que constrói um partido para si, e se é para si não é para o povo. Não poderei ficar e a tendência forte é de saída, respeitando claro o presidente nacional Carlos Lupi e todos os que me receberam. O fato é que eu não vejo atitude de mudança, pois é um partido que serve apenas para levar a reeleição de Feliciano, para mim isso é lamentável”, disparou.
Nesta terça-feira (23), Raoni estabeleceu uma condição para permanecer no partido “A única situação que poderia modificar minha decisão era o partido reconhecer sua limitação a nível estadual e verque estamos definhando. A única chance de ficara é coordenarmos a direção estadual”, declarou Mendes, dizendo que: “Seria um ‘fôlego’ para a minha permanência no partido”.
Outro que está bastante apreensivo com uma possibilidade de perda de comando do PDT é o principal ‘pivô’ e beneficiado com a crise, o secretário de Turismo da Paraíba Renato Feliciano, indicado pelo pai para colaborar com o governo socialista de Ricardo Coutinho (PSB).
O PB Agora apurou que outras estrelas podem deixar o PDT nas próximas horas: o secretário de Segurança de João Pessoa, o ex-vereador Geraldo Amorim e o vereador de primeiro mandato Professor Gabriel (PDT) que também estão inconformados com os rumos do partido.
Demonstrando completa ‘indiferença’ com as baixas do partido, Damião se quer emitiu uma nota por parte de sua assessoria para explicar o ocorrido, ou simplesmente agradeceu aos oito anos de colaboração de Raoni Mendes com o crescimento da legenda, ou seja, quem vê cara não vê coração.
O coração está a cada dia mais solitário! A reeleição de Damião tornou-se complicada.
Henrique Lima
PB Agora
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