Brasília. A presidente Dilma Rousseff (PT) nomeou ontem Paulo Sérgio Passos para a vaga deixada por César Borges no Ministério dos Transportes. Borges, por sua vez, segue para a Secretaria de Portos, que era ocupada por Antonio Henrique, que deve seguir na pasta como secretário-executivo. A mudança faz parte de exigência do PR para apoiar a reeleição de Dilma.
Se confirmado o apoio do PR, no próximo dia 30, ela ganhará pouco mais de um minuto de televisão em seu horário eleitoral. A parceria com o PR começou ainda em 2002, quando José Alencar concorreu às eleições presidenciais como vice de Luiz Inácio Lula da Silva.
Novo ministro
Ex-governador da Bahia, ex-senador e ex-vice-presidente do Banco do Brasil, Borges assumiu em abril de 2013 o lugar de Paulo Sérgio Passos, que estava no cargo desde julho de 2011. Apesar de filiado ao PR, Borges era considerado escolha técnica da presidente e não da legenda.
Paulo Sérgio Passos deixou a pasta pelos mesmos motivos que levaram a sigla a exigir a saída de Borges: não atender aos interesses da legenda. A cúpula do PR prefere a volta de Passos: alega que Borges tem uma "vida autônoma" no ministério, não recebe parlamentares da bancada e não despacha com indicados da sigla que estão na pasta.
Alianças
Após ter a pré-candidatura abandonada pelo PTB e negociar com o PR sua permanência na aliança na corrida à reeleição, a presidente Dilma atacou ontem, sem citar nomes ou legendas, quem entra em acordos por "conveniências" e não por "convicções". "Tem uma espécie de esperteza que tem vida curta", disparou a presidente. Em recado às siglas que abandonaram seu projeto de reeleição, ressaltou que "lealdade é uma das bases da política feita com grandeza".
Dilma esteve ontem na convenção nacional do PSD, que formalizou apoio à sua pré-candidatura. É a quarta legenda que fecha com a petista. A decisão foi apoiada por 108 (95%) dos 114 convencionais que votaram. Com isso, Dilma caminha deve ter de 45% no tempo de propaganda eleitoral na televisão.
O apoio a Dilma gerou conflito no PP. O presidente do partido, Ciro Nogueira (PI), conseguiu aprovar, em reunião da Executiva Nacional a portas fechadas, a aliança pela reeleição. Ele não obteve maioria na convenção realizada mais cedo e que terminou em bate-boca, um grupo de filiados protocolou no Tribunal Superior Eleitoral ação pedindo anulação da convenção.
DiariodoNordeste
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