quinta-feira, 17 de julho de 2014

Cássio não teme impugnação e alerta: 'eleitor é quem deve decidir'

17/07/2014

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB), que se registrou como candidato ao governo do Estado, empreende maratona de reuniões com assessores jurídicos para avaliar as ações de impugnação impetradas na Justiça Eleitoral da Paraíba com o objetivo de impugnar a sua postulação com base em alegados fundamentados da Lei Ficha Limpa (Lei Complementar número 135). O parlamentar reiterou a convicção de que não será punido e que continuará assegurar sua pretensão de concorrer às eleições de 2014. Seu argumento principal continua sendo o de que já cumpriu punição aplicada pela legislação, quando da decretação do seu afastamento do exercício titular do governo em 2009, tanto assim que em 2010 pôde se candidatar ao Senado, foi eleito e investiu-se no mandato. 

Cássio acredita que numa análise isenta e aprofundada, o julgador interpretará sua causa como legítima e justa, afastando qualquer óbice que venha a impedir a disputa a céu aberto pelos votos do eleitorado. “Mantenho, ainda, meu ponto de vista de que devemos respeitar a soberania da manifestação do eleitor. Cabe a ele, por ser o senhor da decisão, emitir um veredicto a respeito”, pontuou. O senador salienta que as ações impetradas por adversários invocando o argumento da sua inelegibilidade para a disputa deste ano não deixam de refletir “desespero” com as chances que tem no páreo. Ele se refere, em particular, às primeiras pesquisas de opinião pública realizadas por jornais na Paraíba, em que figurou na dianteira das intenções de voto para o governo do Estado. 
De lá para cá, conforme acredita o tucano, a sua performance melhorou consideravelmente, devido aos apoios recebidos e a coligações formalizadas em convenções, reforçando a logística de sua campanha para o Palácio da Redenção. “Mas é, especialmente, no meio do povo, na rua, que o sentimento oposicionista é mais latente, e a minha candidatura encarna esse sentimento, porque vem agregada de propostas para a recuperação da Paraíba, que, infelizmente, sofreu passos que induziram ao retrocesso na atual gestão”, explicou o postulante do PSDB à governança da Paraíba. Cássio sugeriu que há uma orquestração direcionada para fomentar o terrorismo e criar dúvidas junto ao eleitor comum quanto às suas chances de ser postulante. 
- Mas essa orquestração não surtirá efeito, porque não se fundamenta na verdade. E o eleitorado tem demonstrado que acima de tudo exige transparência, limpidez no processo político, respeito à sua livre manifestação – acrescentou o representante do PSDB. De todas as ações movidas contra o registro da candidatura de Cássio, a que é encarada com maior potencial é a de iniciativa do Ministério Público Eleitoral. Entretanto, o advogado Harrison Targino, da banca de Cássio, diz estar tranquilo em relação ao caso. “Já estamos nos preparando para a apresentação da contestação ao impedido de impugnação. O nosso pressuposto é o de que Cássio é elegível, pois já cumpriu a pena de três anos”, frisou Harrison. Em outra hipótese – a de ser levada em conta a aplicação da Lei da Ficha Limpa que determina oito anos de inelegibilidade para os casos de cassação de mandato, Harrison afirma que os argumentos da defesa também estão esboçados. “Ele (Cássio) cumprirá os oito anos no dia primeiro de outubro, antes, portanto, da eleição, que acontece no dia cinco de outubro, o que reforça a segurança quanto à legitimidade da pretensão e do registro”, assinala o advogado. 
 cancaonoticias com Nonato Guedes

Nenhum comentário:

O que Bolsonaro pode acessar de mídia na prisão domiciliar

 30.03.2026 As medidas impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) na prisão domiciliar incluem  restrições ao uso de redes sociais, eq...